Opinião

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Crise na habituação | Sporting 2-3 LASK Linz

O Sporting entrou em campo com a possibilidade de pela primeira vez vencer três encontros consecutivos no arraque de uma Champions League e na teoria partia como grande favorito para o jogo contra o LASK Linz, relativo à terceira jornada. Na antevisão da partida ‘respirava-se confiança’ e os analistas previam uma vitória sem grande dificuldade, face a um elenco austríaco, que se baseava nos contra-ataques, que naturalmente teriam de ser concedidos por erros dos verde e brancos. Os leões vivem uma nova era neste 4x3x3, que levou a que vários jogadores mudassem as suas rotinas a meio da época desportiva. A partida de quarta-feira à noite provou que a mini pré-temporada de outubro não serviu para uma habituação total. Há atletas que beneficiam desta troca. Issa Doumbia passou a ter um raio de ação muito maior. Aparecia muitas vezes pela esquerda na base da jogada para auxiliar na construção, mas poucos segundos depois já estava a pisar terrenos próximos aos de Luis Suárez. Nestory Irankunda consegue beneficiar da sua velocidade e capacidade de romper linhas. O próprio Geny Catamo passou a trabalhar ainda mais próximo da linha, procurando a ‘invasão’ de espaços interiores com bola ou o lançamento de colegas como João Simões, Issa Doumbia ou o próprio Luis Suárez, dependendo do posicionamento do colombiano no terreno de jogo.

Ricardo João Lopes · 6 min de leitura
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Europa League

Resistir e Sonhar | Ferencváros x Torreense

Depois dos baldes de água fria frente a Tondela e sobretudo Sunderland, o Torreense vê nova oportunidade de espantar a Europa a ser providenciada por um dos mais rodados adversários que lhe calhou em sorteio. O histórico Ferencváros participa em fases de grupos ou liga europeias consecutivamente desde 2020 e ganhou a liga húngara sete vezes seguidas, até se deixar surpreender a época passada pelo Györ – ora, como grande dominador daquele futebol, restava apenas ao Ferencváros dar uma de Bayern, absorvendo o talento que se atreveu a meter em causa a hegemonia. E assim substituiu o lendário Robbie Keane por Balász Borbély, o eslovaco de 47 que cometeu a proeza (regressando assim a casa, ele que já tinha treinado juniores e equipa secundária do Ferencváros entre 2019 e 2022).  Antecipava-se, por isso, conto de fadas. Que Borbély conseguisse imprimir o registo dominador de outrora em contexto nacional e manter o sucesso recente fora-de-portas, conciliando harmoniosamente os índices competitivos. Enquanto se tem conseguido cumprir com a segunda expectativa (veja-se o percurso dos húngaros, que ultrapassaram todas as rondas de qualificação), as coisas não vão de feição na Liga, com cinco empates em nove jornadas. «Nem tudo correu como planeado nesta temporada», explicou assim na antevisão ao encontro desta quinta-feira. «Os resultados na Liga Europa são bons, mas não acho que exista uma grande diferença na forma como jogamos para as duas competições».

Pedro Cantoneiro · 5 min de leitura
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Opinião

À procura pelo terceiro triunfo europeu | Omonia x Benfica

A terceira jornada da fase de Liga da UEFA Europa League vai oferecer aos adeptos de futebol diversos duelos que despertam interesse. Um dos quais será entre o Omonia e o Benfica, duas equipas que além de invictas na competição, ainda só conhecem o sabor da vitória. Tanto a equipa cipriota como a portuguesa, já realizaram jogos de alta qualidade que as faz ter ambições na Europa. O Omonia recebeu e venceu o Celta de Vigo por 1-0 na primeira ronda, na segunda vergou por três golos sem resposta os eslovenos do NK Celje. Já o Benfica marcou seis golos e sofreu apenas um tento em dois jogos frente a dois históricos do futebol europeu. Os homens de Marco Silva venceram por 2-0 em pleno San Siro, frente ao AC Milan de Rúben Amorim e golearam na Luz o Celtic por 4-1. Resultados e exibições que já valem o estatuto de uma das equipas favoritas a vencer a competição. À terceira jornada, pelo menos uma das equipas irá ceder e perder os primeiros pontos e o confronto entre dois estilos distintos faz o Omonia x Benfica um dos jogos mais interessantes desta terceira ronda.

Jorge Afonso · 6 min de leitura
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Resto do Mundo

Bélgica | O novo concorrente de Portugal no Ranking UEFA

A Belgica e a Liga Belga já são conhecidas há muito como viveiros de talento. Seja a partir da formação ou do recrutamento de seniores jovens, clubes como Genk, Anderlecht e Gent foram a montra que exibiu vários jogadores de classe mundial. Em anos recentes, os emblemas da Bélgica têm mostrado que sabem vender e, simultaneamente, manter um plantel que lhes permita competir na Europa. Sem o poder financeiro dos três grandes portugueses, os clubes belgas provam que o critério nas negociações e os projetos desportivos coerentes podem dar excelentes resultados.

João Pedro Santos · 3 min de leitura
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Opinião

Fabiano Freitas | Um velho conhecido das águias

Nesta quinta-feira, Omonia e Benfica defrontam-se para a terceira jornada de Liga da UEFA Europa League. O encontro entre os cipriotas e as águias é também marcado por um reencontro. Fabiano Freitas é um velho conhecido dos encarnados, não por ter jogado no clube da Luz, mas por se terem defrontando muitas vezes no passado, quando o guardião brasileiro (também cipriota com dupla nacionalidade) representou o Olhanense e mais tarde, o FC Porto.  Fabiano Ribeiro de Freitas nasceu a 29 de fevereiro de 1988, em Santo António de Jesus na Bahia. Fez a formação no Rio Branco-SP e ainda se estreou pela equipa em 2006. No ano seguinte, mudou-se para o São Paulo onde também acabou por não se impor, embora estivesse ligado ao clube paulista por três anos e tivesse vencido o Brasileirão Serie A no ano de estreia. Durante este período, fez apenas um jogo pela equipa principal, passou pela equipa sub-20 e foi cedido a clubes como Toledo (não jogou), Santo André (realizou um jogo) e América-RN (oito jogos) onde também não se afirmou. No entanto, chamou a atenção em Portugal, nomeadamente ao Olhanense que o contrata em 2011, a custo zero. 

Jorge Afonso · 4 min de leitura
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Opinião

Manter o rugido europeu | Sporting x LASK

Alvalade volta-se a vestir de gala pela segunda vez na presente temporada, desta vez com o Sporting a receber o LASK, emblema que milita no campeonato austríaco. Com duas vitórias somadas em dois embates disputados, os pupilos de Rui Borges colocam as suas miras apontadas ao terceiro triunfo, numa fase em que todos os pontos são de extrema importância. Os verdes e brancos iniciaram a presente campanha na Liga dos Campeões com um registo positivo e pretendem assim manter os números protagonizados até então (dois triunfos, onde apontaram cinco golos e sofreram apenas um) e colocam-se atualmente no sexto posto da competição.

Inês Flores · 3 min de leitura
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La Liga

Quem vive do passado é che | Valência

Para os adeptos do Valência, os che, o virar do milénio foi sinónimo de coleccionar quadros bonitos para mais tarde apreciar. No final dos anos 90 e início dos anos 2000, o Valência encheu a vitrina: uma Taça do Rei, uma Supertaça de Espanha, dois campeonatos, uma Taça UEFA e uma Supertaça Europeia. Importa referir que, embora não tenha vencido, disputou duas finais consecutivas da Liga dos Campeões, sendo derrotado primeiro pelo Real Madrid, depois pelo Bayern de Munique. Em campo brilharam nomes como Santiago Cañizares, David Albelda, Pablo Aimar, Rubén Baraja e Gaizka Mendieta; já no banco, Claudio Ranieri, o futuro obreiro do conto de fadas em Leicester, plantou as sementes que Héctor Cúper e Rafael Benítez souberam regar e transformar em frutos.

Ailton Pereira · 3 min de leitura
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Seleção Nacional

5 jogadores que mais se destacaram com Jorge Jesus na Seleção Nacional

Os primeiros quatro jogos de Jorge Jesus ao comando da Seleção Nacional permitiram perceber quais os jogadores que melhor se adaptaram às ideias do novo selecionador. Entre golos, assistências e novas dinâmicas táticas, cinco nomes destacaram-se pela influência que tiveram no rendimento da equipa e pela forma como potenciaram as suas qualidades individuais. De João Félix a Rúben Neves, passando por Gonçalo Ramos, Vitinha e João Cancelo, este é o top-5 dos jogadores que mais se evidenciaram neste arranque da era Jorge Jesus.

Miguel Costa · 3 min de leitura
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Opinião

Luuk de Jong | O que poderia ter sido no Dragão sem lesões

A passagem de Luuk de Jong pelo FC Porto deixa uma sensação de que poderia ter sido muito mais marcante se as lesões não tivessem surgido pelo caminho. Apesar das dificuldades físicas que enfrentou, o avançado neerlandês demonstrou qualidades que justificavam a confiança depositada nele e que faziam acreditar num contributo importante para a equipa azul e branca. Luuk de Jong é um ponta de lança com características muito próprias. A sua capacidade de jogar de costas para a baliza, a força no jogo aéreo, o sentido de posicionamento e a eficácia na finalização fazem dele um avançado capaz de resolver jogos e oferecer soluções diferentes no ataque. Num clube como o FC Porto, habituado a lutar por títulos e a competir ao mais alto nível, estas qualidades poderiam ter sido fundamentais, sobretudo nos momentos em que a equipa precisava de alguém capaz de transformar cruzamentos e oportunidades em golos.

Miguel Costa · 2 min de leitura
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Andebol

Leões superam boa réplica e mantêm caminhada perfeita | Águas Santas 28-37 Sporting

O Sporting venceu a Associação Atlética de Águas Santas por 37-28, na nona jornada da Primeira Liga de Andebol, e prolongou o pleno de vitórias no campeonato. A formação maiata conseguiu equilibrar os primeiros minutos e apresentou uma réplica interessante em vários períodos, mas a maior agressividade defensiva e a qualidade das transições leoninas foram progressivamente construindo uma diferença que se tornou impossível de recuperar. O equilíbrio marcou o arranque, com um 5-5 aos sete minutos, mas o Sporting começou rapidamente a encontrar soluções. Salvador Salvador assumiu particular protagonismo, com quatro golos nos primeiros quatro remates, e ajudou os visitantes a chegarem ao 9-6. A partir daí, os leões foram tomando conta do encontro. Algumas falhas técnicas e problemas na finalização do Águas Santas permitiram ao Sporting acelerar nas transições e aumentar paulatinamente a vantagem, mesmo sem necessitar imprimir sempre a intensidade máxima.

Tiago Campos · 4 min de leitura
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FC Porto

5 talentos dinamarqueses a manter no radar

A Dinamarca continua a produzir jogadores com potencial para se afirmarem no futebol europeu. Entre jovens avançados à procura de minutos, médios criativos a dar o salto para campeonatos mais competitivos e jogadores que já demonstraram qualidade em Portugal, há vários nomes que merecem atenção. Estes são cinco talentos dinamarqueses a manter no radar, numa lista que termina com um médio que já conquistou o seu espaço na Liga Portuguesa.

Samuel Pinho · 6 min de leitura
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Andebol

Dragões caem de pé perante maior intensidade alemã | FC Porto 33-36 Fuchse Berlin

O FC Porto despediu-se das possibilidades de seguir em frente na Liga dos Campeões depois de perder por 36-33 diante do Füchse Berlin, no Dragão Arena.  Num encontro de enorme intensidade, a equipa de Carlos Martingo nunca virou a cara à luta e chegou aos últimos dois minutos a apenas dois golos dos alemães, mas a maior frieza do vice-campeão europeu nos momentos decisivos acabou por ditar a diferença. O triunfo garante ao Füchse a presença na próxima fase.

Tiago Campos · 5 min de leitura
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Opinião

Lisboa já não é terra de leões escoceses | Benfica 4-1 Celtic

O Celtic regressou à cidade onde se fez gigante e encontrou um Benfica que mudou o lado por onde faz mal. Análise ao 4-1 na Luz, com o corredor direito à cabeça. Há 59 anos, o Celtic veio a Lisboa e saiu daqui com uma Taça dos Campeões Europeus e uma alcunha para a eternidade. Os Lisbon Lions, os Leões de Lisboa, o primeiro clube britânico a ganhar a prova, com uma equipa inteira nascida a trinta quilómetros de Glasgow. Foi no Jamor, num campo que já não recebe finais, e é dos episódios mais bonitos da história do futebol europeu. Quinta-feira à noite, os herdeiros dessa camisola voltaram à cidade. A memória durou cinco minutos.

Manuel Nascimento · 6 min de leitura
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Opinião

FC Copenhaga 3-0 Braga | E o Gverreiro gelou

O Copenhaga nunca tinha ganho no Parken a um opositor português. Vindos da pior época da sua história (sétimo lugar interno, disputa da fase de manutenção), aos dinamarqueses resta fazer pela vida para reassumir a dianteira do seu futebol. No fim-de-semana, a derrota no terreno do Midtjylland encurtara a vantagem no topo para apenas dois pontos – poderia esse tropeção adornar o encontro com o Braga de importância extra? Pareceu definitivamente que sim, dada a energia com que a equipa de Bo Svensson entrou a pressionar Gverreiros. O ímpeto, típico de anfitrião em jogo europeu, não deveria assustar arsenalistas, tão ou mais habituados que o Copenhaga a contexto internacional. E, mesmo por isso, passando a primeira onda de histeria, o jogo acalmou. No meio do marasmo ainda surgiu oportunidade para balançar as redes portuguesas, mas Travassos estava concentrado e salvou golo certo. O agressivo 4-2-3-1 de Bo Svensson (2,4 golos por jogo na Superligaen e 17 golos nos play-offs da Conferência) era manietado pelo 3-5-2 híbrido de Carlos Vicens, com o miolo Moutinho-Tiknaz-Gorby a ganhar ascendente na luta física e na luta pela posse de bola. No apito final da primeira metade, os portugueses contavam com 63%, superioridade notável ao nível do passe (301 completos para 169) e mais oportunidades reais de aproximação à outra baliza.

Pedro Cantoneiro · 2 min de leitura
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Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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Opinião

FC Porto não soube dançar sevilhanas e acabou subjugado, numa derrota que deve alertar o futebol português | Real Bétis 3-2 FC Porto

SEVILHA, ESPANHA- O Real Bétis e o FC Porto (3-2) protagonizaram um encontro a alta velocidade, pouco habitual nos planos dos dragões, habituados a um ritmo diferente em Portugal, numa Primeira Liga em que têm a obrigação de dominar de forma clara 80% dos jogos. Os espanhóis assumiram os ‘gastos’ do jogo desde o apito inicial, deixando os azuis e brancos desconfortáveis com uma alta pressão e remetidos ao seu meio campo. A única forma dos dragões conseguirem aproximar-se da baliza adversária era a partir de contra-ataques, mas os mesmos raramente tinham logro. Manuel Pellegrini não abdicou do seu estilo e a defesa apresentou-se alta no terreno (foram várias as vezes em que os 10 jogadores de campo do Real Bétis estiveram no meio campo do oponente). A colocação por parte do chileno de Ángel Ortiz à direita dava ainda mais ritmo. Dois laterais (o jovem de 22 anos e Fran García) com uma grande vertente ofensiva, obrigavam os béticos a assumir o controlo do jogo, impondo uma mudança acima da do oponente.

Ricardo João Lopes · 6 min de leitura
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Opinião

A ligação do Celtic à cidade de Lisboa e a rumaria ao Jamor (1967)

A edição 2026/27 da UEFA Europa League marca o regresso do Celtic a Portugal, em especial à cidade de Lisboa. Onde já foi feliz e conquistou o maior título do seu palmarés: a Taça dos Campeões Europeus 1966/67. O momento é ainda mais histórico quando se olha para o histórico dos bhoys no nosso país. O Celtic jogou no nosso país por 13 vezes (12 contra equipas portuguesas) e venceu por três ocasiões. Duas das mesmas foram contra equipas lusas, ao Boavista (1-0 em 2002/03) e Vitória SC (2-1 em 1998/99). Na capital foi sempre derrotado por Benfica (quatro vezes) e Sporting (duas vezes). A exceção foi mesmo no dia 25 de maio de 1967.   Perante um Portugal ainda assombrado pela ditadura do Estado Novo, mas ainda assim anfitrião da final da competição, foi no Estádio do Jamor que se presenciou uma das mais épicas finais de sempre da Taça dos Campeões Europeus. Frente a frente com o Celtic estava o Inter de Milão. O estatuto de ambos não podia ser mais diferente. Enquanto os escoceses estavam numa final da Taça dos Campeões pela primeira vez, os italianos já eram bicampeões (venceram a competição em 1964 e 1965). Tal como era a primeira vez que uma equipa britânica estava na final, em contraste com os italianos que já a tinham vencido por três vezes (AC Milan em 1963 além das duas eterno rival da mesma cidade).

Jorge Afonso · 3 min de leitura
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Opinião

Entrada à guerreiro na Dinamarca | FC Copenhaga x Braga

Tem início esta quinta-feira (dia 15 de outubro), a sexta edição da UEFA Conference League. Sinónimo de começo da caminhada da única equipa portuguesa na competição. O Braga desloca-se à Dinamarca para defrontar o Copenhaga. Duas equipas que têm um percurso semelhante na Conference League até ao momento. Ambas tiveram acesso à mesma através da passagem de três eliminatórias, os dois emblemas venceram quatro jogos e empataram dois e procuram agora entrar na competição com uma vitória. Se Copenhaga e Braga têm ambições a fazer um percurso europeu notável, o único aspeto que separa as duas equipas a nível interno. Se uma é já uma tradicional candidata ao título no seu país, a outra ainda está um patamar atrás dos tradicionais (três) candidatos. Entrar a ganhar na Conference League é muito importante para a equipa de Carlos Vicens começar um novo ciclo de bons resultados. Ocupando atualmente o sétimo lugar na Liga Portuguesa tendo mais jogos não ganhos (quatro) do que ganhos (três) e tendo tantos golos sofridos como marcados (oito cada), é relevante para os bracarenses reverter a situação o quanto antes. Dentro da própria equipa, a situação não aparenta estabilidade total. Se é verdade que o modelo tático é o mesmo desde a época passada e as próprias opções, que são múltiplas para cada posição, têm tido utilização regular, também é verdade que Vicens ainda não repetiu totalmente um onze de um jogo para outro. De jogo para jogo, tem existido praticamente uma alteração por setor, existindo sempre alguma incerteza nas opções e são poucos os que em condições normais são considerados "titulares indiscutíveis".

Jorge Afonso · 7 min de leitura
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