Publicidade

Everton FC 3-2 Wolverhampton Wanderers FC: Duelo português sorri a Marco Silva

Alexandre Candeias · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A quarta jornada da Premier League tinha como “jogo grande” o dérbi do norte de Londres, mas os holofotes lusos estavam virados para o embate entre Everton e Wolverhampton, devido à presença de técnicos e jogadores portugueses. A equipa de Liverpool contou com André Gomes a titular, como principal pensador do seu jogo, enquanto que os “lobos” tiveram Rui Patrício, Rúben Vinagre e Rúben Neves de início. Ambos os clubes ambicionam intrometer-se na luta pelo “top six” durante esta época, tendo em mira o acesso às provas europeias, mas a luta com as principais potências deste campeonato será tudo menos fácil.

O jogo começou com o Everton a marcar logo aos cinco minutos após um desentendimento de Coady e Rui Patrício, com este último a colocar a bola em Richarlison e a ver o brasileiro atirar para o primeiro golo da partida. No entanto, esta vantagem durou apenas quatro minutos, pois Saiss (que habitualmente é suplente de João Moutinho) aproveitou um ressalto na pequena área e encostou para golo, após uma grande arrancada pela direita de Adama Traoré, que mais uma vez demonstrou a sua velocidade estonteante. Se pensam que isto acalmou então desenganem-se: minuto 12, cruzamento perfeito de Sigurdsson e Alex Iwobi a corresponder da melhor forma, com uma finalização de cabeça de alto nível. Três golos em 12 minutos permitiam perguntar: “are you not entertained?”

A partida continuou sem que uma equipa se sobrepusesse à outra, tendo Raúl Jiménez e Patrick Cutrone a sua mira apontada às redes de Pickford e, no lado oposto, Moise Kean e Richarlison às de Rui Patrício. Sem que existissem mais oportunidades relevantes, o jogo chegou ao intervalo com o 2-1 no marcador, a favor dos “Toffees”.

Fonte: Premier League

No reatar da partida, os comandados de Nuno Espírito Santo entraram com vontade de pegar no jogo e tentaram controlar a posse de bola, mas quem o fez no imediato foi a equipa de Marco Silva. Ainda assim, a partir da hora de jogo, o Wolves conseguiu assentar o seu jogo e começou a chegar mais vezes à área do Everton. Este trabalho deu frutos ao minuto 75, quando Raúl Jiménez, num ato corajoso, colocou a cabeça na bola sem se deixar intimidar pelo pé de Lucas Digne. A bola acabou na baliza, repondo a igualdade, mas o mexicano ganhou um “galo” na cabeça.

Como neste jogo as vantagens tenderam em não durar muito, este caso não foi exceção: cinco minutos depois do golo dos “lobos”, o Everton voltou a colocar-se em vantagem, de novo por intermédio de Richarlison, que cabeceou para golo perante a oposição de Boly e na sequência de um cruzamento de Digne. 3-2 para os “Toffees” aos 80 minutos.

Até final, o Everton conseguiu manter a bola em sua posse e longe da sua baliza, evitando correr riscos desnecessários. Destaque ainda para a expulsão de Willy Boly, já no período de compensação, por acumulação de amarelos. Marco Silva levou a melhor sobre o compatriota Nuno Espírito Santo num jogo cheio de golos e que terminou com justiça no resultado.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Everton – Pickford; Coleman; Keane; Yerry Mina; Lucas Digne; André Gomes; Fabian Delph; Richarlison; Sigurdsson; Alex Iwobi (Bernard, 76’); Moise Kean (Calvert-Lewin, 76’).

Wolverhampton – Rui Patrício; Boly; Coady; Bennett; Adama Traoré; Rúben Vinagre; Rúben Neves (Pedro Neto, 84’); Saiss (Moutinho, 59’); Dendoncker; Cutrone (Diogo Jota, 68’); Raúl Jiménez.

A FIGURA

Fonte: Everton FC

Richarlison – Apontou dois golos e podia ter apontado outro mais, não fosse uma bela intervenção de Rui Patrício. O extremo brasileiro, acompanhante de Marco Silva por terras de Sua Majestade, continua a aliar a sua velocidade a uma grande capacidade goleadora, sendo a principal figura dos “Toffees”.

O FORA DE JOGO

Fonte: Wolverhampton Wanderers FC

Patrick Cutrone – Jogo super apagado do atacante italiano, que pouca ou nenhuma intervenção teve no jogo. Não foi capaz de receber a bola em zonas de golo nem de vir buscar jogo mais atrás no campo. A continuar assim, a dupla Diogo Jota/Raúl Jiménez continuará a ganhar-lhe terreno na luta por um lugar no onze.

Foto de Capa: Premier League

artigo revisto por: Ana Ferreira

Alexandre Candeias

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.