CR Flamengo 5-0 Grêmio FBPA: Mão cheia Histórica coloca equipa de Jorge Jesus na final da Libertadores

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Estádio cheio, ambiente incrível e duas equipas brasileiras com a ambição de chegar à final da Taça Libertadores. Ingredientes claramente apetecíveis para prender os amantes do futebol ao ecrã. Depois do empate a uma bola no jogo da primeira mão da meia-final, o Flamengo – orientado pelo português Jorge Jesus – fez História ao aplicar “chapa 5” na receção ao Grêmio.

Não se pode dizer que o duelo entre as equipas brasileiras tenha começado com um ritmo alucinante, até porque o período inicial da partida revelou muita indefinição de ambas as equipas.

À passagem do minuto 11’, Gabriel, de cabeça, ameaçou o primeiro do encontro. Meia dúzia de minutos depois, foi o Grêmio a responder por intermédio de Maicon, com um remate à figura de Diego Alves, naquela que seria a única oportunidade do conjunto visitante em toda a primeira parte.

A formação da casa começou a assentar o seu jogo e as ocasiões foram surgindo naturalmente. Num lance semelhante ao de Gabriel, também Bruno Henrique dispôs de uma oportunidade de ouro para desfazer o nulo. Pouco depois, De Arrascaeta e Gabriel obrigaram o guardião adversário a trabalhar entre os postes.

O lance que desbloqueou o encontro ficou guardado apenas para o minuto 43’. Na sequência de um contra-ataque letal, após uma recuperação de bola no meio campo, Gabriel rematou para defesa de Paulo Victor e na recarga apareceu Bruno Henrique para fazer explodir o Maracanã.

Bruno Henrique a festejar o 1-0 em cima do intervalo
Fonte: Copa Libertadores

Se é verdade que a primeira parte terminou de feição para o conjunto liderado por Jorge Jesus, também não deixa de ser verdade que era impossível o Flamengo ter pedido melhor início de segundo tempo.

Ainda nem um minuto tinha decorrido e já o Maracanã estava a festejar pela segunda vez. Na sequência de um pontapé de canto, Gabriel (à terceira foi de vez!) rematou de primeira dentro da área e dobrou a vantagem. Ele que viria a ampliar o resultado na conversão de uma grande penalidade logo a seguir, cometida por Geromel sobre Bruno Henrique.

Sentia-se que o Flamengo já estava com um pé e meio na final da Taça Libertadores, mas a turma da casa não baixou os braços e foi aumentando a vantagem, novamente através de bolas paradas. A dupla de centrais (Pablo Marí e Rodrigo Caio) mostrou aos adeptos que não estava ali só para defender e também quis mexer com os números do encontro. Primeiro, foi Pablo Marí a saltar mais alto na sequência de um canto e, quatro minutos depois, foi a vez de Rodrigo Caio assinar o 5-0 final, após um livre cobrado por Everton Ribeiro.

A festa nas bancadas era imensa (com cânticos dedicados a Jorge Jesus), algo que contrastava com a desilusão dos adeptos do Grêmio, que iam abandonando o estádio gradualmente. Ainda assim, até ao final do encontro, a formação liderada por Renato Gaúcho tentou chegar ao tento de honra, por intermédio de Everton.

O jogo encaminhava-se para o fim e o resultado não mais se alterou. Pela segunda vez na História, o Flamengo chega à final da Taça Libertadores (a primeira tinha acontecido em 1981) e perspetiva-se que este “Mengão” de Jorge Jesus vá continuar a dar que falar! A final da competição está marcada para dia 23 de Novembro e o adversário será o CA River Plate.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

CR Flamengo: Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí, Filipe Luís, Arão, Gerson (Diego, 87’), De Arrascaeta (Piris, 69’), Everton Ribeiro, Bruno Henrique (Vitinho, 74’) e Gabriel.

Grêmio FBPA: Paulo Victor, Miranda, Geromel, Kannemann, Bruno Cortez, Michel, Matheus Henrique, Maicon (Tardelli, 65’), Alisson (Thaciano, 76’), Everton e André (Pepe, 58’).

Miguel Simões
Miguel Simõeshttp://www.bolanarede.pt
Já com uma licenciatura em Comunicação Social na bagagem, o Miguel é aluno do mestrado em Jornalismo e Comunicação, na Universidade de Coimbra. Apaixonado por futebol desde tenra idade, procura conciliar o melhor dos dois mundos: a escrita e o desporto.                                                                                                                                                 O Miguel escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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