Itália 0-1 Costa Rica: Um hino ao futebol

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O RESCALDO

Um jogo, três nações. Costa Rica e Itália defrontavam-se na tarde desta sexta-feira na Arena Pernambuco, no Recife, mas eram três as nações a discutir o resultado. Atrás do ecrã, a Inglaterra torcia pelo triunfo da equipa que na ronda inaugural lhe havia custado os primeiros três pontos.

Era o grupo da morte: das quatro selecções, três constam na lista de vencedoras do Campeonato do Mundo de Futebol. A squadra azurra (campeã em quatro ocasiões) tinha pela frente a modesta Costa Rica, a fazer a sua quarta aparição na prova, e a surpresa na jornada inaugural alertara os italianos, mas nem por isso o conjunto Cesare Prandelli chegou preparado ao jogo.

Baseada numa estratégia de passes longos entre Pirlo, o construtor, e Balotelli, o goleador, a Itália sofria consigo própria: o médio da Juventus pouco ou nenhum espaço livre tinha, pelo que as ocasiões não surgiam. Foi apenas à meia hora de jogo que nasceu o primeiro lance de perigo iminente, precisamente pelos dois suspeitos habituais, e minutos depois repetiu-se. A partir daí, tocou-se um hino ao futebol.

A partitura eloquente começou a ser construída pela Costa Rica, de nome e táctica, que não perdia tempo para chegar à frente. Foi assim que Bryan Ruiz chegou ao golo, foi assim que o resultado se manteve. E se mudasse seria para aumentar, dado que a selecção da Américas Central beneficiava, ao contrário dos italianos, de todo o seu plantel para encantar os mais de 40.000 espectadores presentes.

Bryan Ruiz, o herói costa-riquenho Fonte: Getty Images
Bryan Ruiz, o herói costa-riquenho
Fonte: Getty Images

O maestro, é certo, estava do outro lado, mas ‘preso’ numa autêntica teia entrosada pelos oponentes. Na Costa Rica não houve um só solo merecedor de destaque: foi sim a orquestra toda quem compôs na perfeição a melodia da vitória, o hino ao futebol. Hoje, La Sele fez história.

Feitas as contas, a Inglaterra junta-se à Espanha nos ‘grandes’ do futebol mundial a dizerem adeus ao Campeonato do Mundo ao fim de apenas duas jornadas, enquanto a Costa Rica passa aos oitavos-de-final e deixa as restantes decisões do grupo para o agora ainda mais entusiasmante Itália vs Uruguai.

A Figura:

Costa-Rica –  Não há outra opção. O colectivo foi a palavra-chave para o sucesso e tão precoce apuramento da Costa Rica para os oitavos-de-final, sobrevivendo assim àquele que era indiscutivelmente considerado o Grupo da morte para, ao cabo de apenas dois jogos, avançar para a fase seguinte. É este o segredo do sucesso numa prova internacional e Jorge Luís Pinto soube transmiti-lo aos seus jogadores.

O Fora-de-jogo:

Dependência italiana de Pirlo e Balotelli – Aos pares não se passa um jogo. Costa Rica e Itália são equipas bem distintas e foi naquilo em que a Costa Rica acertou a 100% que a Itália falhou redondamente: não houve colectivo. A squadra azurra baseou-se em demasia na criatividade (bloqueada) de Pirlo e na potência (omitida) de Balotelli para chegar ao triunfo. Esbarrou numa autêntica teia dinâmica formada por 4,3 milhões de corações.

Gaspar Ribeiro Lança
Gaspar Ribeiro Lançahttp://www.bolanarede.pt
Futebol, ténis, Fórmula 1... Com o passar dos anos mais desportos fazem parte do seu quotidiano e lhe ocupam bons pares de horas em estádios ou em frente ao computador e à televisão. Não há, no entanto, maior paixão do que aquela que tem por Liverpool Football Club e Futebol Clube do Porto. "Impossível escolher".                                                                                                                                                 O Gaspar não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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