FC Bayern München 2-0 Bayer 04 Leverkusen: Vitória embala “bávaros” para o título

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A CRÓNICA: ENTRADA FULGURANTE VALE REFORÇO NA LIDERANÇA

O FC Bayern Munique entrava em campo consciente que o segundo classificado, RB Leipzig, tinha sido derrotado, surpreendentemente, pelo FC Colónia. A diferença de sete pontos podia passar a dez, mas para isso, o “Gigante da Baviera” teria de derrotar os visitantes, Bayer 04 Leverkusen, naquele que seria o “jogo grande” da jornada.

Alheios a todo o caos que tem passado pelo futebol Europeu, os bávaros entraram a todo o gás e antes dos 15 minutos de jogo já venciam por 2-0. Logo aos sete minutos colocaram-se em vantagem. O herói (cada vez mais provável) Choupo-Mouting finalizou, na recarga, uma jogada que começou nos pés de David Alaba. Pouco depois, novo golo. Desta feita Joshua Kimmich. Remate indefensável à entrada de área. Entrada fulgurante dos bávaros!

O Bayer 04 Leverkusen pareceu sempre inofensivo ou incapaz de atacar a baliza contrária e Hannes Wolf sentiu a necessidade de mexer na equipa na partida para a segunda parte. Florian Wirtz e Bellarabi entraram para tentar abanar um jogo, até ao momento, controlado e de um só sentido.

Os visitantes fizeram sentir as mexidas: foram mais pressionantes, e consequentemente mais perigosos. Pecaram por não conseguirem concretizar as oportunidades que tiveram. A partir do minuto 60 o Bayern Munique, apesar de pressionado, manteve-se confortável a sair a jogar a partir de trás e conseguiu dominar o jogo até final, salvo raras exceções.

A vitória reforça a liderança e uma vantagem de 10 pontos sobre o RB Leipzig, numa altura em que faltam disputar quatro jogos. O título está na mira dos Bávaros e só um desastre pode fazer com que não se sagre campeão já nas próximas semanas.

A FIGURA


David Alaba – Cada vez mais preponderante no jogo do Bayern Munique. Seja a defesa-central, lateral ou médio, David Alaba consegue superiorizar-se a todos os outros dentro de campo. Polivalente como poucos futebolistas no mundo e dotado de uma capacidade técnica fora de série. O austríaco mostrou hoje, mais uma vez, toda a sua qualidade.

O FORA DE JOGO


Eficácia ofensiva do Bayer 04 Leverkusen – Uma equipa que viaje até à Allianz Arena tem de ter em mente que vai defrontar uma das melhores equipas do mundo, é sabido. Mas, principalmente quando se começa a perder por dois golos numa altura tão precoce da partida, é preciso que haja reação. Essa reação aconteceu, inevitavelmente, na segunda parte com as mexidas de Hannes Wolf, ainda assim, a verdade é que a bola nunca encontrou o caminho da baliza. Mais por demérito ofensivo do Leverkusen do que outra coisa qualquer. Não se pode falhar nestes momentos.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MÜNCHEN

Hans-Dieter Flick não costuma mudar o esquema tático, e assim foi. Organizado em 4-2-3-1, o FC Bayern Munique apenas mudou as peças do puzzle, devido a lesões em figuras principais do onze inicial. Nada parece mudar no jogo dos bávaros, isto porque as dinâmicas criadas e a polivalência dos jogadores assim o permitem.

A linha de quatro defesas pertenceu a Boateng e Lucas Hernández, os dois defesas-centrais e aos dois laterais, Alphonso Davies e Benjamin Pavard. Nada de novo ou muito estranho por estes lados.

A dupla de médios mais recuados (que tinha sido novidade no último duelo) voltou a ser constituída por dois ex-laterais de raiz, Joshua Kimmich e David Alaba. E que bem que estiveram! Mostraram, e mostram, que podem jogar em qualquer zona do campo. Kimmich já se tornou presença habitual no meio-campo. David Alaba parece seguir as mesmas pisadas. Ele que até tem jogado como defesa-central no último ano (depois de anos a fio a jogar como defesa-esquerdo), apresentou-se no miolo do terreno com bastante à vontade. Nem se deu pela falta de Goretzka, que esteve no banco, depois de ter recuperado de lesão.

Na frente, as ausências voltaram a obrigar a mexidas. Leroy Sané também começou no banco e Lewandowski, ainda lesionado, esteve de fora dos convocados. Thomas Müller servia de pêndulo, tanto aparecia em zonas de finalização, como recuava para ajudar a criar jogadas de perigo. Musiala foi extremo a partir da esquerda e procurou movimentos interiores, para favorecer o seu pé direito. Já Kingsley Coman, extremo a partir da direita, procurava mais a linha. Na segunda parte, inverteram os papéis e trocaram de lado. Choupo-Moting esperava na área por oportunidades para finalizar, quando solicitado. Sem ser propriamente exuberante, o avançado camaronês parece ir aproveitando para somar golos na sua conta pessoal.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Manuel Neuer (6)

Benjamin Pavard (6)

Jérôme Boateng (6)

Lucas Hernández (7)

Alphonso Davies (7)

Joshua Kimmich (8)

David Alaba (9)

Jamal Musiala (7)

Kinglsey Coman (6)

Thomas Müller (7)

Eric Maxim Choupo-Moting (7)

SUBS UTILIZADOS

Tanguy Nianzou (7)

Leroy Sané (5)

Leon Goretzka (6)

Bouna Sarr (-)

Christopher Scott (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BAYER 04 LEVERKUSEN

O Bayern 04 Leverkusen, liderado pelo treinador interino Hannes Wolf, apresentou-se perfilado em 3-4-3. O jogo não começou como esperado e toda a tática foi deixada por terra a partir do momento que se sofreram dois golos tão cedo, ainda para mais frente a uma equipa FC Bayern Munique.

A identidade, ainda assim, não mudou. A ideia parecia passar por apostar nos corredores laterais, em Frimpong (direita) e Sinkgraven (esquerda). Mas a verdade é que estes batiam de frente com os laterais contrários e acabavam por não conseguir superiorizar-se. Os três centrais (Tapsoba, Bender e Tah) tentaram sair a jogar e controlar as investidas dos atacantes, que davam a sensação de estar em superioridade, tal era o avanço das linhas do Bayern Munique. Destaque para a exibição de Tapsoba que esteve na maior parte das vezes, intransponível.

Os dois médios Charles Áranguiz e Exequiel Palacios estiveram algo discretos e praticamente não se viram durante toda a partida. Na frente, Schik foi o mais inconformado e chegou a rematar com perigo à baliza. Moussa Diaby e Leon Bailey foram autênticas sombras de si mesmos e quase não se viram a participar no jogo.

Por volta do minuto 70, sai Bender e entra Amiri. É abandonado o esquema de três centrais e passou-se a apresentar um esquema de 4 defesas. Wolf incluiu jogadores mais ofensivos para dentro de campo e as oportunidades começaram a aparecer, mas sem conclusões eficientes.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lukáš Hrádecký (5)

Jonathan Tah (6)

Sven Bender (6)

Edmond Tapsoba (8)

Charles Aránguiz (5)

Exequiel Palacios (7)

Daley Sinkgraven (7)

Jeremie Frimpong (5)

Moussa Diaby (4)

Leon Bailey (5)

Patrick Shick (6)

SUBS UTILIZADOS

Florian Wirtz (6)

Karim Bellarabi (5)

Kerem Demirbay (6)

Nadiem Amiri (5)

Wendell (-)

Gabriel Henriques Reis
Gabriel Henriques Reishttp://www.bolanarede.pt
Criado no Interior e a estudar Ciências da Comunicação, em Lisboa, no ISCSP. Desde cedo que o futebol foi a sua maior paixão, desde as distritais à elite do desporto-rei. Depois de uma tentativa inglória de ter sucesso com os pés, dentro das quatro linhas, ambiciona agora seguir a vertente de jornalista desportivo.

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