CD Santa Clara 3-1 FC Vizela: Vitória suada e molhada

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A CRÓNICA: VITÓRIA ABENÇOADA

O Estádio de S. Miguel abriu portas para a 25ª. Jornada da Primeira Liga, entre CD Santa Clara e o FC Vizela. As duas equipas vêm de um empate, o Santa Clara frente ao SC Braga e o FC Vizela frente ao Portimonense, na última jornada. Na tabela classificativa estão separados por apenas dois pontos de distância. Será um frente a frente na luta pelos três pontos, importantes para assegurar a manutenção, muito desejada por ambas as equipas.

A primeira parte começava com um Santa Clara a entrar e a pressionar. O desenrolar do jogo acabaria por partir um pouco as oportunidades, mas a equipa da casa iria manter-se por cima na partida. 

Os “Bravos Açorianos” procuravam uma maior construção de linhas de passe para poder progredir no terreno. No entanto, a procura pela verticalidade e as transições ofensivas, através da velocidade de Kiko e do virtuosismo de Samu, não estavam a ser benéficas para a turma de Álvaro Pacheco.

O ritmo de jogo acabaria por baixar, centralizando-se a meio-campo e sem grandes oportunidades de golo até ao intervalo. O Vizela teria, ainda antes do intervalo, uma jogada para registo, finalizada por Guilherme Schettine, à figura de Marco Pereira. Como se previa, o Santa Clara, na primeira parte, apresentou-se mais forte e mandão, no seu reduto, e a equipa vizelense a manter o seu comprometimento defensivo e a organização.

A segunda parte trouxe um Vizela mais motivado e a tentar sair a jogar e chegar à baliza do Santa Clara. No entanto, o Santa Clara não baixava a guarda e manteve a mesma toada ofensiva, acumulando aproximações perigosas à baliza adversária.

Antes do primeiro golo, por Rui Costa, depois de belo cruzamento de Rafael Ramos, a equipa já havia somado vários lances de perigo. Depois do golo inaugural, foi a vez de Cryzan corresponder a um cruzamento atrasado de Barreto. Já nos instantes finais da partida, o Vizela ainda foi a tempo de reduzir o marcador na partida, por intermédio de Kiko Bondoso, depois de uma falha de comunicação na equipa encarnada.

No final da partida, selando os três pontos para os açorianos, Rui Costa, num remate em arco, aproveitando o adiantamento de Pedro Silva, fez o 3-1 final. Os “Bravos Açorianos” garantiram, assim, o regresso aos três pontos, uma vitória que traz algum desafogo na tabela classificativa.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Lincoln – Não esteve em nenhum dos golos, mas passou por ele todo o futebol ofensivo dos açorianos. Jogando mais recuado no terreno, não deixou de manobrar todo o futebol ofensivo da sua equipa.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Bola na Rede

Samu – O médio esteve uns furos abaixo do seu nível habitual. Pouco acrescentou ofensivamente à sua equipa, passando ao lado do jogo.

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

O Santa Clara apresentou-se num esquema tático diferente do habitual, atuando em 4-4-2 e provocando dificuldades à equipa do Vizela.

Mário Silva fez três mexidas em relação ao jogo da jornada transacta diante do SC Braga. Na defesa, Marco foi o guardião da equipa, Rafa deu profundidade pelo flanco direito, Boateng e Tassano fizeram dupla no eixo central e Paulo Henrique, lateral mais defensivo, substituiu o castigado Mansur.

No miolo, Nené pisou terrenos centrais como pivot defensivo, secundado por Lincoln, principal manobrador da estratégia ofensiva dos açorianos.

Na frente, de um lado jogou Allano, extremo mais vertical, responsável por imprimir aceleração naquele flanco. Na direita jogou Cryzan, em constantes movimentos interiores e desempenhando funções mais ofensivas, trocando de posição com Mohebi e Ricardinho, ambos a jogarem como falsos ‘9’.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

Marco Pereira (4)

Rafael Ramos (4)

Boateng (3)

Allano (3)

Lincoln (6)

Paulo Henrique (4)

Tassano (3)

Nené (3)

Cryzan (4)

Mohebi (3)

Ricardinho (5) 

SUBS UTILIZADOS

Rui Costa (5)

Óscar Barreto (4)

Rúben Oliveira (3)

Sagna (-)

Tagawa (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

O Vizela apresentou-se com o esquema táctico 4-2-3-1. Álvaro Pacheco continua a não se desfazer do seu esquema tático preferencial.

Pedro Silva foi a aposta para guardar as redes, Koffi procurou imprimir largura pelo flanco direito, Kiki ficou incumbido de guardar a lateral esquerda. No centro, Anderson e Bruno Wilson fizeram dupla como centrais.

No meio-campo, o duplo pivô defensivo esteve assegurado por Rashid e Claudemir, com Samu a completar o tridente central, ocupando posições mais ofensivas.

Na frente, Nuno Moreira jogou descaído pelo flanco esquerdo, Kiko jogou pela ala direita, ocupando, muitas vezes, posições e Schettine jogou como referência ofensiva.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Pedro Silva (3)

Bruno Wilson (3)

Anderson (4)

Claudemir (4)

Rashid (4)

Kiko  (3)

Samu (2)

Kiki (3)

Kiffi (3)

Kouao (3)

Nuno Moreira (4)

Schettine (4) 

SUBS UTILIZADOS

Marcos Paulo (3)

Richard Ofori (3)

Andres Sarmiento (3)

Friday Etim (3)

BnR na CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD SANTA CLARA

BnR: O Santa Clara, apesar de estar bem na primeira parte, mudou a sua atitude na segunda. O que acha que ajudou para haver esta clara mudança de pensamento?

Mário Silva: Na primeira parte estávamos a construir a três e com dois médios. Os médios estavam muito baixos e sabíamos que a pressão do Vizela não nos permitia construir com cinco. As variações de jogo também precisavam de ser mais eficazes. Estávamos a jogar com muito toque e tentamos ser mais rápidos para a bola circular.

Na segunda parte estivemos melhor, mas também graças à organização ofensiva do Vizela. Ter controle do jogo com mais bola ajudou a atingir o objetivo. Mas mais do que estas questões técnico-táticas, é de louvar a atitude dos jogadores. Não tem sido fácil, mas não viram a cara à luta e depois esta é a nossa resposta.

 

FC VIZELA

BnR: O Vizela surgiu algo manietado na partida, fruto da pressão alta do Santa Clara. Procurava jogar em transição hoje, ou foi o Santa Clara a ter mérito na estratégia para o jogo?

Álvaro Pacheco: O Santa Clara teve mérito pela agressividade em todo o jogo. Sabíamos que íamos estar condicionados e tinhamos de procurar o espaço na pressão para aproveitar espaço entre linhas.

Para isso tínhamos de ser agressivos. Mas fomos lentos na execução e isso foi condicionante. A primeira parte foi muito equilibrada e, ao intervalo, pedi à equipa para ser mais agressiva e igualar o marcador, tentar perceber os espaços para aproveitar e procurar o espaço nas costas.

Depois de marcar aproveitamos melhor o espaço e sentimos que conseguíamos mais golos, mas depois, devido à distração nossa, acabou por ser o Santa Clara a levar a melhor.

Raquel Roque
Raquel Roquehttp://www.bolanarede.pt
A Raquel vem dos Açores, do paraíso no meio do Oceano Atlântico. Está a concluir a licenciatura em Estudos Portugueses e Ingleses. Guarda os clássicos da literatura, a Vogue e os jornais desportivos na mesma prateleira.                                                                                                                                                 A Raquel escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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