Futebol Clube do Porto: um Borussia, mas “melhor”?

- Advertisement -

atodososdesportistas

Após a injusta derrota contra o Benfica para o campeonato (e desde já aproveito para, mais uma vez, dar os parabéns a Jorge Jesus, que com “peaners” conseguiu ser dominado e ganhar no Dragão, fazendo golo em duas das três vezes que foi à baliza do desinspirado Fabiano), muito se tem falado da “fraca” época que o Porto de Lopetegui tem feito. Discordo. Até ao momento, o único fracasso da equipa do técnico espanhol foi a derrota, sem espinhas, para a Taça, com o Sporting. De resto, estar a 6 pontos do líder Benfica, quando ainda faltam 21 jornadas e um total de 63 pontos por disputar, ainda não me preocupa minimamente.

Preocupa-me, isso sim, que os rivais da Luz não estejam na Europa e, por isso, estejam 100% concentrados no campeonato, o que é uma forte vantagem para a equipa encarnada. Mas, por outro lado, uma boa campanha europeia pode galvanizar os jogadores, assim como uma humilhante eliminação na prova milionária pode deixar mazelas em jogos futuros, quando os jogadores ouvirem o hino da Champions pela televisão e sentirem que não foram competentes para lá estar (veja-se, por exemplo, o que aconteceu com o Zenit – o clube saiu da Europa e veio a público que Hulk, Garay, Javi e Witsel, jogadores preponderantes da equipa de Villas-Boas, pretendem abandonar o barco).

Não querendo “desgastar” mais o leitor com o grande clássico do futebol português (sobre o qual já tudo foi dito e escrito), vou ao assunto deste texto: teremos um Porto estilo Borussia de Dortmund, mas melhor? Melhor porque os pupilos de Jürgen Klopp ocupam um fatídico antepenúltimo lugar do campeonato germânico, mas na prova rainha do futebol foram, a par de FC Porto e Real Madrid, uma das primeiras equipas a conseguir o apuramento “sem espinhas” para a fase seguinte – ficaram em primeiro lugar num grupo onde figuravam clubes como Arsenal e um sempre “chato” Galatasaray (que, de resto, foi, quanto a mim, a maior desilusão da prova, com apenas um ponto conquistado em 6 jogos).

Poderia até comparar os Dragões ao Real Madrid, pois o Porto está mais próximo do primeiro lugar da Liga Portuguesa que do último, mas não tenho coragem de o fazer. O Real de Ancelotti é, na minha perspectiva, a melhor equipa do mundo a jogar futebol no presente momento da época. Pego, então, nas minhas anteriores palavras e comparo os azuis de Lopetegui com os amarelos de Klopp: dois planteis que figuram, sem dúvida, entre os dois melhores do seu país (Porto e Benfica; Bayern e Dortmund), mas que têm tido um campeonato aquém daquilo que os adeptos poderiam crer, mesmo sendo casos totalmente diferentes.

2
Basileia, emblema suiço, foi o adversário que calhou em sorte ao FC Porto na Champions
Fonte: Página de Facebook do FC Porto

Como fervoroso adepto que sou do desporto-rei, e particularmente do clube da Invicta, estou, não 100%, mas 75% (devido ao explicado anteriormente), convicto de que os dragões irão voltar ter o ceptro de campeão nacional, que tão bem e justamente lhe tem ficado na larga maioria nos últimos anos do futebol nacional. A jogar como jogámos contra o Benfica, com maior sorte e acerto na finalização e sem falhas como as de Danilo ou Fabiano, duvido de que percamos mais algum jogo para o campeonato. Estou com o meu treinador: o jogo com o Benfica não foi uma vitória moral, pois isso não existe, mas foi um “upgrade” exibicional brutal, em comparação com o início da época, o que só me pode deixar confiante para a disputa dos 63 (!) pontos que restam. Demos, finalmente, em Portugal, uma pequena amostra daquilo que temos feito na Europa, e, se tivéssemos jogado assim na Taça com o Sporting (se…), certamente ainda estávamos em pé nessa competição.

Nunca fui uma pessoa de superstições e nunca tive a mania dos números para fazer futurologia recorrendo a estatísticas. Acredito num FC Porto forte e também num Benfica que irá escorregar quando menos se esperar.

Mudando de competição, desengane-se quem pensa que saiu a sorte grande aos azuis-e-brancos por ter apanhado o Basileia na Champions. Se é verdade que, das equipas que poderiam sair aos Dragões, Juventus, City, PSG e Arsenal eram aquelas a “evitar”, também é preciso dizer que Leverkusen ou Schalke (pese a tal estatística que a mim nada de diz sobre confrontos portugueses e alemães) seriam adversários que provavelmente até seriam mais acessíveis, pois são equipas que gostam de assumir o jogo, e essas equipas abrem mais espaços, o que favorece os rápidos extremos portistas. Já o Basileia, do pouco que vi, à demonstrou ser uma equipa à imagem do seu técnico, Paulo Sousa: muito disciplinada tacticamente e com uma zona defensiva difícil de ser penetrada. Mas, admito, fiquei “contente” com o sorteio, embora qualquer equipa nesta fase seja difícil e quem queira ganhar tenha de ser capaz de ganhar a qualquer uma. Estou entusiasmado com este Porto europeu (mas consciente das dificuldades que há pela frente)! O tempo e o trabalho ditarão o futuro do nosso Futebol Clube do Porto!

Aproveito para desejar a todos os portugueses (e em particular aos benfiquistas – retribuo o gesto) um bom Natal e umas felizes entradas no ano de 2015, com esperanças de que, a nível clubístico, esse 2015 corra melhor aos dragões do que aos adversários!

Foto de capa: Página de Facebook do FC Porto

Redação BnR
Redação BnRhttp://www.bolanarede.pt
O Bola na Rede é um órgão de comunicação social desportivo. Foi fundado a 28 de outubro de 2010 e hoje é um dos sites de referência em Portugal.

Subscreve!

Artigos Populares

Carlos Vicens responde ao Bola na Rede: «O que tentámos foi manter uma estrutura que nos permitisse estar juntos em tudo o que fizéssemos,...

Carlos Vicens respondeu a uma pergunta do Bola na Rede, depois da eliminação do Braga da Europa League.

Carlos Vicens: «Não podem passar tantos anos para o Braga estar sem lutar por finais europeias»

Carlos Vicens analisou a derrota do Braga contra o Friburgo, num encontro da segunda-mão das meias-finais da Europa League.

Há quatro treinadores espanhóis nas três finais europeias: sabe quem são

As três finais europeias da época registam a presença de quatro técnicos espanhóis: Mikel Arteta e Luis Enrique na Liga dos Campeões; Unai Emery na Liga Europa; e Inigo Pérez na Liga Conferência.

Carlos Vicens após Friburgo x Braga: «Saio orgulhoso da eliminatória que fizemos»

Carlos Vicens já reagiu ao encontro entre o Braga e o Friburgo, relativo à segunda-mão da meia-final da Europa League.

PUB

Mais Artigos Populares

Champions League, Europa League e Conference League: Há 1 equipa inglesa em cada final

Já estão definidas as três finais das competições europeias. Há, pelo menos, uma equipa inglesa em cada uma das finais.

Hóquei: Barcelona bate Sporting no prolongamento e marca encontro com o Benfica nas meias-finais da Liga dos Campeões

O Sporting foi eliminado da Liga dos Campeões de Hóquei em Patins aos pés do Barcelona, perdendo por 2-0 no prolongamento com um bis de Marc Grau. Os catalães seguem em frente e vão defrontar o Benfica nas meias-finais.

João Moutinho: «Temos de estar orgulhosos aquilo que fizemos na campanha e mesmo aqui hoje»

João Moutinho já reagiu ao encontro entre o Braga e o Friburgo, relativo à segunda-mão da meia-final da Europa League.