Arsenal FC 3-2 Liverpool FC: Festival de golos em Londres

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A CRÓNICA: ARSENAL VOLTA A VENCER E A LIDERAR, LIVERPOOL É SOMBRA DO QUE JÁ FOI

O Emirates foi o palco do jogo grande da jornada na Liga Inglesa. De um lado, um Arsenal FC em grande forma, com um início de época ímpar que há muito não se via para os lados do norte de Londres. 21 pontos em 24 possíveis faziam dos Gunners líderes, com a moral em altas. Do outro, um Liverpool FC “intermitente”, quer no nível exibicional, quer a nível de resultados. Uma equipa que tem demonstrado uma grande falta de consistência, não tendo a mesma confiança de outros tempos.

Confiança essa que ficou abalada assim que Michael Oliver apitou para o ínicio de jogo. Com apenas dois minutos, Gabriel Martinelli abria o marcador a favor da equipa londrina a passe do capitão Odegaard. O Liverpool via-se, assim, obrigado a assumir as rédeas do encontro e a resposta não tardou. Por volta da meia hora de jogo, Darwin Nunez viria a igualar o marcador. Contudo, quando tudo parecia ir empatado para os balneários, Saka voltou a colocar os gunners na frente, mesmo antes do apito para o término da primeira parte. Uma primeira parte repleta de bom futebol, onde, apesar de estar a perder, o Liverpool dava a sensação que estava por cima do encontro.

No ínicio da segunda parte, Gomez rendeu Trent Alexander-Arnold no lado direito da defesa. Uma troca que deixou dúvidas da parte de quem assistia ao jogo pois não foi evidente a razão da saída do lateral inglês (se por estratégia ou lesão). Gabriel Jesus dava assim o toque para para uma segunda parte que prometia espetáculo. Espetáculo que começou a ser dado por Firmino (que havia rendido Diaz na primeira parte) à passagem do minuto 52, com o brasileiro a igualar o marcador a duas bolas. Após o empate o Liverpool acabou por ser uma equipa expectante e a defender num bloco demasiado baixo. O Arsenal acentuou a pressão e, estando muito por cima do jogo, o golo viria a acontecer à passagem do minuto 70. Saka, na conversão de uma grande penalidade, voltou a colocar os Gunners na frente do marcador. Até ao fim, o Arsenal aguentou o resultado, numa segunda parte paupérrima por parte do Liverpool que após o golo marcado não mais voltou a encontrar o caminho da baliza.

 

A FIGURA

Martin Odegaard – Podia facilmente nomear Saka ou Martinelli como destaque, mas o criativo norueguês foi brilhante durante todos os momentos do jogo. Como se de um maestro de orquestra se tratasse, Odegaard brilhou em todos os compassos do jogo. Defensivamente cumpriu e com bola, a sua criatividade e temporização foram fundamentais para a vitória dos comandados de Arteta.

 

O FORA DE JOGO

Trent Alexander-Arnold – Tem sido um início de época muito atípico para o defesa inglês. Tem ajudado à falta de consistência defensiva do Liverpool e hoje voltou a comprometer numa exibição muito pobre.

 

ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC

Arteta repetiu o mesmo onze que levou o Arsenal à vitória no dérbi do norte de Londres, na semana passada. A exceção foi Tomiyasu que ocupou o lugar de Zinchenko no lado esquerdo da defesa. Os comandados de Arteta, apresentaram-se no, já habitual, 4-3-3, com o treinador espanhol a apostar numa linha de quatro centrais de raiz. No meio-campo, Xhaka e Partey deram a estabilidade para o criativo norueguês e capitão de equipa, Odegaard ter a liberdade de jogar nas cotas do avançado Gabriel Jesus. Nas alas, Martinelli do lado esquerdo e Saka no lado direito.

Na segunda parte Arteta alterou o sistema tático, após o golo marcado para uma maior coesão defensiva com Tierney a render Odegaard, passando o Arsenal a jogar com uma linha de cinco.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ramsdale (5)

White (6)

Saliba (5)

Gabriel (5)

Tomiyasu (6)

Partey (7)

Xhaka (6)

Saka (7)

Odegaard (8)

Martinelli (8)

Gabriel Jesus (6)

SUBS UTILIZADOS

Tierney (5)

Nketiah (4)

Vieira (4)

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

Klopp voltou a repetir o 4-2-3-1/ 4-4-2 utilizado na Champions, perante o Rangers FC. Um quarteto defensivo composto por Tsimikas, Matip, Van Dijk e Trent com Thiago e Henderson a darem qualidade de saída ao Liverpool. No apoio ao ex-Benfica, Darwin, o treinador alemão colocou Salah, Jota e Luis Diaz. A entrada de Firmino ainda antes do intervalo veio alterar um pouco o cenário tático dos Reds com o brasileiro a jogar como terceiro médio e Jota a deslocar-se para a esquerda.

Aos 70 minutos Klopp, apesar de não ter mexido na estrutura tática, deu um novo ar ao seu Liverpool, com Henderson a ir para a meia direita do ataque e Fabinho a jogar lado a lado com Thiago. Mudanças que forma em vão porque a equipa não criou situações de perigo na segunda parte.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson (5)

Alexander-Arnold (3)

Matip (5)

Van Dijk (5)

Tsimikas (5)

Thiago (6)

Henderson (6)

Salah (5)

Diogo Jota (5)

Luis Diaz (7)

Darwin (6)

SUBS UTILIZADOS

Firmino (7)

Gomez (5)

Konate (5)

Fabinho (5)

Elliott (4)

Duarte Amaro
Duarte Amarohttp://www.bolanarede.pt
Duas são as paixões que definem o Duarte: A Comunicação e o Desporto. Desde muito novo aprendeu a amar o desporto, muito por culpa dos intervenientes que o compõem. Cresceu a apreciar a mestria de Guardiola, a valentia de Rossi e a habilidade de Hamilton, poder escrever sobre estes é algo com que sempre sonhou.

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