Última horaManchester United pode provocar ‘terramoto’ no que diz respeito aos treinadores: eis o alvo dos red devils
Publicidade

Sporting CP 6-0 SC Farense: Qualidades técnicas e táticas superiores

Afonso Viana Santos · 5 min

Sporting CP 6-0 SC Farense
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

CRÓNICA: EXIBIÇÃO PERFEITA NO REGRESSO À COMPETIÇÃO DA TURMA DE AMORIM

No primeiro jogo de Rúben Amorim após este ter renovado com o Sporting até 2026, a sua equipa só teve motivos para celebrar, realizando uma exibição imaculada contra uma equipa que está a lutar pela subida à I Liga.

Desde cedo que o Sporting chegou com perigo a zonas de finalização. Após 10 minutos de jogo, Ricardo Velho já fizera duas defesas e Paulinho desperdiçara uma ocasião flagrante (depois de um passe milimétrico de Porro).

O inevitável acabou por acontecer, e logo em dose dupla e com o mesmo protagonista, Paulinho. Aos 20 minutos, o avançado foi assistido por Trincão e marcou, após uma excelente jogada de equipa. Três minutos depois, o SC Farense distraiu-se, os leões apareceram em vantagem numérica na grande área e Paulinho bisou, numa recarga após remate de Edwards.

Os leões de Faro colocaram alguma água na fervura e criaram uma grande oportunidade com Rui Costa, que fez um remate fortíssimo que passou rente ao poste. Mas este era mesmo o dia do Sporting lisboeta, que chegou ao terceiro golo com alguma facilidade (perto do intervalo), num bonito lance individual de Edwards.

O início da segunda parte não alterou a sorte do atual segundo classificado da II Liga, que viu o Sporting fazer o quarto da partida logo aos 48 minutos – Pote finalizou nova boa jogada ofensiva.

Desde aí, o jogo só foi marcado pelas substituições, por um grande falhanço de Jovane Cabral e pelo quinto golo dos da casa, da autoria de Arthur Gomes, que só teve de encostar após passe de Paulinho.

O Sporting ainda dispôs de um penálti e fez o 6-0 graças à boa conversão de Mateus Fernandes, que assim se estreou a marcar pela equipa principal.

Este foi um resultado adequado para o que ocorreu em campo, mas, ainda assim, injusto para os 500 adeptos do Farense presentes, que sempre se fizeram ouvir.

O Sporting fez assim os primeiros três pontos no Grupo B da Taça da Liga, sendo o próximo embate a sete de dezembro, com o Rio Ave FC, em Vila do Conde. Já o Farense joga no mesmo dia, em casa, com o CS Marítimo.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Paulinho – Dois golos e uma assistência destacaram claramente o avançado de 30 anos dos demais jogadores da partida. Nota ainda para Pedro Porro, que fez duas assistências.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Defesa do SC Farense – A equipa algarvia tinha alguns processos com bem assimilados (até terminou com 45% de posse), mas a organização defensiva foi demasiado pobre. A incapacidade constante de marcar os avançados do Sporting permitiu este resultado tão avolumado.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Partindo do habitual 3-4-3, Nuno Santos e Porro tinham licença para avançarem nas respetivas alas, juntando-se ao trio atacante e criando, por isso, uma vantagem numérica em relação à defensiva farense.

Quando o Farense queria sair a jogar desde trás, Nuno Santos subia no terreno, criando uma estrutura de 4-4-2 na equipa, para anular a saída de bola pelo centro e pelas alas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Franco Israel (5)

Pedro Porro (7)

Gonçalo Inácio (7)

Matheus Reis (7)

Marsà (7)

Dário Essugo (7)

Nuno Santos (7)

Pedro Gonçalves (7)

Edwards (7)

Trincão (7)

Paulinho (8)

SUBS UTILIZADOS

Sotiris (6)

Jovane (6)

Arthur Gomes (7)

Mateus Fernandes (7)

Ricardo Esgaio (-)

ANÁLISE TÁTICA – SC FARENSE

Defendendo em 4-4-2, com Rui Costa e Velasquez na frente, a equipa procurava fazer uma pressão alta no terreno e direcionada ao portador da bola. Em organização defensiva no seu meio-campo, acabou por permitir demasiados espaços entrelinhas e no centro do terreno.

Após a recuperação de bola, a equipa conseguia ligar os seus setores e progredir no terreno; no último terço do campo, no entanto, é que havia dificuldades em criar situações de finalização.

A equipa passou a jogar com três centrais no segundo tempo, o que não melhorou a qualidade exibicional da defesa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Velho (5)

Zach Muscat (3)

Marcos Paulo (4)

Abner (3)

Talocha (3)

John Velasquez (4)

Cláudio Falcão (3)

Vítor Gonçalves (5)

Rui Costa (5)

Christian Ponde (5)

Marco Matias (5)

SUBS UTILIZADOS

Gonçalo Silva (3)

Pedro Henrique (5)

Miguel Bandarra (5)

Fabrício Isidoro (5)

Elves (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP
BnR: Na primeira parte vimo muitas vezes Nuno Santos avançar no terreno, sobretudo quando o Farense tentava sair a jogar desde trás; isso foi feito para impedir a construção do Farense pelo lado esquerdo da defesa do Sporting?

Rúben Amorim: Hoje praticamente jogámos com quatro defesas, o Nuno Santos estava sempre a bater com o lateral deles, é uma forma de pressão que já temos vindo a fazer, hoje foi mais clara porque aguentámos muito tempo na pressão enquanto o Farense queria rodar a bola, foi muito claro que tínhamos mais uma linha de quatro do que uma linha de cinco.

A ideia é, quando os adversários têm laterais baixos (sem estar aqui a dizer tudo), nós metemos um lateral na frente para ajudar a pressão na frente, o que torna tudo mais fácil.

SC Farense
BnR: Na primeira parte, com bola, o Farense ainda conseguiu progredir no terreno e ligar os seus setores, mas no último terço do campo, tirando um remate de Ricardo Costa, não criou situações de finalização, como tentou corrigir isso ao intervalo?

Vasco Faísca: O que tentámos foi colmatar os danos. Eu meto um central ao intervalo para conseguirmos controlar melhor a largura, porque com o Sporting isso é sempre difícil, porque eles têm os alas muito subidos e abertos, tivemos aí alguma dificuldade e o Sporting soube explorar isso muito bem.

Depois, obviamente tentei passar uma mensagem de confiança, tentarmos ter bola e criar ocasiões. Penso que criámos alguma coisa na primeira parte, onde ainda chegámos com algum perigo à baliza do Sporting. Na segunda, após o quarto golo, a minha equipa psicologicamente caiu e é natural que assim fosse.

O Sporting estava muito cómodo no jogo, tudo lhes saía bem, sabíamos que eram a equipa superior, mas obviamente gostaríamos de ter deixado uma imagem diferente, quiçá até com um resultado positivo para nós, era isso que queríamos, infelizmente não conseguimos e foi uma noite em que tudo nos correu mal. Agora temos que nos levantar, trabalhar e pensar no próximo jogo que é com o Marítimo.

Afonso Viana Santos

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

A ligação do Celtic à cidade de Lisboa e a rumaria ao Jamor (1967)

A edição 2026/27 da UEFA Europa League marca o regresso do Celtic a Portugal, em especial à cidade de Lisboa. Onde já foi feliz e conquistou o maior título do seu palmarés: a Taça dos Campeões Europeus 1966/67. O momento é ainda mais histórico quando se olha para o histórico dos bhoys no nosso país. O Celtic jogou no nosso país por 13 vezes (12 contra equipas portuguesas) e venceu por três ocasiões. Duas das mesmas foram contra equipas lusas, ao Boavista (1-0 em 2002/03) e Vitória SC (2-1 em 1998/99). Na capital foi sempre derrotado por Benfica (quatro vezes) e Sporting (duas vezes). A exceção foi mesmo no dia 25 de maio de 1967.   Perante um Portugal ainda assombrado pela ditadura do Estado Novo, mas ainda assim anfitrião da final da competição, foi no Estádio do Jamor que se presenciou uma das mais épicas finais de sempre da Taça dos Campeões Europeus. Frente a frente com o Celtic estava o Inter de Milão. O estatuto de ambos não podia ser mais diferente. Enquanto os escoceses estavam numa final da Taça dos Campeões pela primeira vez, os italianos já eram bicampeões (venceram a competição em 1964 e 1965). Tal como era a primeira vez que uma equipa britânica estava na final, em contraste com os italianos que já a tinham vencido por três vezes (AC Milan em 1963 além das duas eterno rival da mesma cidade).

Jorge Afonso · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Entrada à guerreiro na Dinamarca | FC Copenhaga x Braga

Tem início esta quinta-feira (dia 15 de outubro), a sexta edição da UEFA Conference League. Sinónimo de começo da caminhada da única equipa portuguesa na competição. O Braga desloca-se à Dinamarca para defrontar o Copenhaga. Duas equipas que têm um percurso semelhante na Conference League até ao momento. Ambas tiveram acesso à mesma através da passagem de três eliminatórias, os dois emblemas venceram quatro jogos e empataram dois e procuram agora entrar na competição com uma vitória. Se Copenhaga e Braga têm ambições a fazer um percurso europeu notável, o único aspeto que separa as duas equipas a nível interno. Se uma é já uma tradicional candidata ao título no seu país, a outra ainda está um patamar atrás dos tradicionais (três) candidatos. Entrar a ganhar na Conference League é muito importante para a equipa de Carlos Vicens começar um novo ciclo de bons resultados. Ocupando atualmente o sétimo lugar na Liga Portuguesa tendo mais jogos não ganhos (quatro) do que ganhos (três) e tendo tantos golos sofridos como marcados (oito cada), é relevante para os bracarenses reverter a situação o quanto antes. Dentro da própria equipa, a situação não aparenta estabilidade total. Se é verdade que o modelo tático é o mesmo desde a época passada e as próprias opções, que são múltiplas para cada posição, têm tido utilização regular, também é verdade que Vicens ainda não repetiu totalmente um onze de um jogo para outro. De jogo para jogo, tem existido praticamente uma alteração por setor, existindo sempre alguma incerteza nas opções e são poucos os que em condições normais são considerados "titulares indiscutíveis".

Jorge Afonso · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.