Mundial Futebol Praia’15 – A justiça tarda mas não falha

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Ao terceiro dia de competição em Espinho, a primeira grande desilusão para o público português. Na segunda jornada do Grupo A, a seleção nacional foi surpreendida pelo Senegal que acabou por vencer os comandados de Mário Narciso por 5-6. O resultado até pode ser surpreendente mas a verdade é que é totalmente justo. E isso porque, durante todo o encontro, a seleção nacional nunca caminhou de forma segura durante o jogo.

Mesmo tendo chegado à vantagem aos 7 minutos por intermédio de Belchior, a equipa da casa nunca conseguiu ter o jogo minimamente controlado. No ataque, as oportunidades sucediam-se mas a ineficácia era tremenda. Na defesa, as desconcentrações foram mais do que muitas e os erros crassos repetiram-se consecutivamente. Por isso, não foi de estranhar que a equipa senegalesa tenha chegado ao empate ainda antes do primeiro intervalo, por intermédio de Thioune. No segundo período, Portugal mostrou-se a grande nível, apontando três golos (Coimbra, Leo Martins e Alan), contra apenas um da seleção africana, marcado por Kamara. À entrada para o último terço do jogo, o 4-2 no placard parecia suficiente para que Portugal pudesse festejar já este sábado o apuramento para os quartos de final do Mundial. O problema foi que no terceiro período, à semelhança do que havia acontecido no primeiro, a seleção liderada por Mário Narciso cometeu falhas defensivas imperdoáveis num jogo com esta importância. Sempre desconcentrada no processo defensivo, Portugal, mesmo com dois golos de vantagem, nunca conseguiu mostrar em campo o porquê de ser considerada uma das melhores equipas da atualidade. Isso levou a que o Senegal, à medida que o tempo ia correndo, a ganhar cada vez mais confiança, o que se traduziu num aumentar do número de oportunidades junto à baliza de Elinton Andrade.

Depois de várias ameaças, os senegaleses acabaram mesmo por operar a reviravolta no resultado, com os golos de Baldé, Sylla e Boubacar Fall. O Estádio da Praia da Baía estava estupefacto com o que assistia, tamanha era a apatia demonstrada pelos jogadores portugueses. Ainda assim, e na sequência de uma grande penalidade, Belchior, que bisou na partida, ainda deu ténues esperanças ao público da casa, restabelecendo a igualdade a cinco golos. É caso para dizer que foi sol de pouca dura, pois apenas um minuto depois, aos 31, Baldé – a grande figura da partida – bisou na partida, fazendo o sexto e decisivo golo para os senegaleses, que fizeram por merecer uma vitória frente a uma seleção nacional apática.

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Portugal não conseguiu segurar a vantagem no marcador
Fonte: Facebook Seleções Portugal

No primeiro jogo do dia, a Itália venceu, sem grandes dificuldades, a frágil seleção do Omã por 2-4. Mesmo sem deslumbrar, os transalpinos controlaram sempre o ritmo de jogo como mais quiserem, explorando sempre a sua melhor qualidade técnica. Perante um Estádio praticamente cheio, a equipa de Omã, que havia perdido no jogo de estreia por 5-2 frente à Suíça, deixou uma boa imagem e durante muitos momentos conseguiu mesmo equilibrar as rédeas da partida com a seleção comandada por Massimiliano Esposito.

O maior sinal desta boa réplica oferecida pelos asiáticos foi mesmo a vantagem que conseguiram ter durante o primeiro período, fruto do golo aos 7 minutos apontado por Yahya. A vantagem durou pouco e a Itália, ainda antes do final do primeiro período, conseguiu chegar à reviravolta, em virtude de duas bolas jogadas coletivas que terminaram em golos de Emanuelle Zurlo e Marinai.  No segundo tempo, a toada da partida não se modificou, com a Itália sempre expectante e a seleção do Omã a procurar levar a decisão do jogo até aos últimos 12 minutos. Os asiáticos acabaram por ter sucesso, visto que no segundo período apenas houve um golo para cada lado: do lado dos italianos, foi o inevitável Gori a fazer o gosto ao pé; na equipa de Omã, foi a vez de Orami colocar o seu nome na lista de marcadores do Mundial. Com apenas um golo de diferença entre as equipas, o terceiro período acabou por ser um bom espetáculo, com ambas as formações a procurarem o golo. Acabou por ser a mais experiente Itália a conseguir os seus intentos, com Zurlo (repetiu o bis da primeira jornada) a fazer o quarto golo dos transalpinos, colocando a sua seleção nos quartos de final da competição.

Outra das surpresas da tarde aconteceu com a vitória do Japão por 4-3 frente à Argentina, num jogo onde o equilíbrio foi a toada dominante. Sabedora de que uma vitória frente aos nipónicos lhe garantiria o apuramento para os quartos de final do mundial, a seleção albiceleste entrou melhor na partida e foi superior durante o primeiro período, no qual se colocou em vantagem na sequência de um livre direto superiormente marcado por Federico Hilaire. A verdade é que o Japão reagiu muito bem à desvantagem e fez um segundo período absolutamente demolidor, com quatro golos apontados contra apenas um dos sul-americanos. Capitaneada por Ozu Moreira, os japoneses chegaram ao final do segundo tempo com uma vantagem de 4-2 no marcador depois dos golos de Goto (bisou na partida), Matsuo e Oba, contra o intento de Costas, pela seleção argentina.

No terceiro período, os comandados de Marcelo Mendes, empenhados em deixar as contas do grupo A completamente empatadas, conseguiram controlar o ritmo do jogo, deixando apenas a Argentina fazer um golo, por intermédio de Lopez, que se revelou insuficiente para a equipa sul americana. Com duas jornadas completas no grupo A, as quatro seleções estão empatadas com três pontos, sendo que Portugal – por ter a melhor diferença entre golos marcados e sofridos, de 1 positivo – e o Senegal – a equipa com mais golos marcados – são as equipas neste momento nos dois primeiros lugares do grupo. Por isso, uma vitória lusa na última jornada, a disputar na segunda feira, levará os portugueses até à fase a eliminar do Campeonato do Mundo, em Espinho.

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O Japão conseguiu uma importante vitória frente à Argentina
Fonte: Facebook Beach Soccer Fan Page

O último encontro da partida acabou por trazer o jogo menos interessante deste sábado. Ainda assim, esteve quase para acontecer uma surpresa na partida entre a Costa Rica e a Suíça. Depois de uma vitória frente ao Omã, os helvéticos chegavam a esta partida com a certeza de que um triunfo os colocaria na fase seguinte deste campeonato do Mundo. Os costa riquenhos haviam perdido de forma inequívoca por 6-1 frente à Itália e o jogo desta tarde era a última opção de poderem continuar a sonhar com os quartos de final.

A diferença de qualidade entre as seleções foi evidente durante a maior parte do tempo de jogo e por isso não foi de estranhar que, com alguma tranquilidade e normalidade, os suíços tenham chegado até ao minuto 20 a uma vantagem de 3-0, fruto dos golos de Stankovic (excelente golo de chapéu na sequência de um livre direto), Noel Ott (uma das figuras do Mundial até ao momento) e Stephen Leu. Quando tudo parecia bem encaminhado para mais uma vitória tranquila dos suíços, a equipa costa riquenha conseguiu, no espaço de 10 minutos, chegar a um surpreendente empate no marcador, depois dos golos de Mendoza, Adanis e Pacheco. O problema para os comandos de Franklin Zuniga veio apenas 10 segundos depois do golo do empate, quando Borer voltou a colocar as coisas no lugar natural, dando o quarto e decisivo golo aos suíços, que lhes permitiu alcançar o apuramento para os quartos de final.

 

Figura do Dia: Senegal – É certo que em termos de qualidade de jogo o Senegal não é, nem de perto nem de longe, a melhor equipa do mundo de futebol de praia. Ainda assim, a sua entrega física e a capacidade mental que demonstram ao longo do jogo fazem desta uma das seleções mais perigosas nesta competição. Depois de uma derrota amarga frente à Argentina, os africanos conseguiram uma vitória justa frente a Portugal e estão na luta pelo apuramento.

Fora de Jogo: Portugal – É caso para dizer que o que se temia acabou mesmo por acontecer. Depois de um jogo sofrível frente ao Japão, só uma seleção muito mais forte física e taticamente poderia vencer uma equipa tão combativa como a do Senegal. Isso acabou por não acontecer e, apesar de ter produzido alguns bons momentos a espaços, a verdade é que Portugal sai vergado a uma justa derrota frente à equipa africana. Agora, resta vencer a Argentina para chegar a uns quartos de final onde a seleção terá que dar muito mais.

Redação BnR
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