Sporting CP 2-1 SL Benfica: Espelho meu, espelho meu, há estrutura melhor do que eu?

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Em seis meses apenas, Luís Filipe Vieira e o Benfica conseguiram regredir seis anos. Nem parece, esta, a equipa bicampeã nacional e que estava a curtos passos de recuperar a hegemonia do futebol nacional. Pois bem, o que está a acontecer estava escancarado e à vista de todos. Sempre disse que o Benfica dependia mais de Jorge Jesus do que o contrário e o tempo só iria prová-lo. Ao terceiro derby da temporada, a terceira figura patética de Rui Vitória e do Benfica e a terceira vitória do Sporting, que conseguiu em três meses tantas vitórias contra o Benfica como conseguira enquanto Jorge Jesus recuperava  o Benfica e o deixava como líder do futebol em Portugal. Sintomático do grande treinador que é Jorge Jesus e do traste que é Rui Vitória. Nem sequer o primeiro golo do Benfica – grande passe de Gaitán para Pizzi e boa finalização de Mitroglou – em jogos frente aos grandes nesta época, logo aos 6 minutos foi suficiente para o Benfica conseguir bater o pé e dar um ar de sua graça. No fundo, parecer uma equipa de futebol.

O Sporting nunca foi totalmente dominante e dono e senhor do jogo, mas foi um justo vencedor. A carambola que originou o empate por Adrien, já nos descontos da primeira parte, foi perfeito retrato de um Benfica que adora dar tiros de bazuca nos próprios pés. O empate era um mal menor para a equipa (?) da Luz, que baseia, jogo após jogo, o seu futebol em pontapés para a frente e correrias loucas dos avançados e até de… Gaitán. Um génio destes não merece tanta mediocridade à sua volta. O Sporting estava por cima e assim se manteve na segunda parte, com intensa pressão até perto dos 65 minutos, altura em que o gás acabou para ambas as equipas.Haveria a partida de arrastar-se para o prolongamento, não sem antes Júlio César fazer uma defesa do outro mundo a um remate de Slimani, já perto dos 90. Não é cliché, é mesmo verdade: a sorte surge para quem a procura. O Sporting procurou-a, foi melhor durante todo o jogo e saltou para a vantagem ao minuto 112, em recarga do argelino após remate de Adrien que Júlio César não conseguiu segurar convenientemente.

Mau demais para ser verdade... Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica
Mau demais para ser verdade…
Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica

O plantel não é equilibrado e há posições deficitárias, é verdade. A prolongada lesão de Salvio e o azar com Nélson Semedo não ajudam, é verdade. Luisão é mortal, também faz anos e já não é o mesmo de há um ou dois anos, é verdade. Mas também é verdade que é mal explorado e há opções altamente questionáveis de Rui Vitória. Um vazio de ideias completo e que só conhecerá o seu fim quando esta amostra de treinador se demitir.

Não há dúvidas: Rui Vitória estava mesmo enganado quando disse que a sua EQUIPA iria jogar contra 11 jogadores, antes do vergonhoso 0-3 de Outubro. As coisas são assim, é certo, mas não pela ordem que o treinador do Benfica disse. Destruiu tudo o que de bom Jesus havia feito e deixado pronto. Era só não estragar. Mas a incompetência de alguém que nem o Vitória de Guimarães conseguia meter a fazer três passes seguidos falou mais alto. Uma competição já foi ao ar e pouco falta para o campeonato ir mesmo pelo caminho. A estrutura quis ser maior do que Jorge Jesus mas está a ser comida por todos os lados. Em Braga adivinha-se a machadada final.

A Figura:

João Mário – Jogo brutal do médio do Sporting, que se assume, cada vez mais, como peça fundamental no esquema de Jesus. Com a entrada de Gelson Martins passou para trás de Slimani e foi uma dor de cabeça para Samaris e Pizzi.

O Fora de Jogo:

SL Benfica – Não fosse o golo de Mitroglou e quase não se teria dado pela presença do Benfica em campo, tal foi a superioridade verde e branca. Como as coisas mudam em tão pouco tempo.

Francisco Vaz de Miranda
Francisco Vaz de Miranda
Apoia o Sport Lisboa e Benfica (nunca o Benfas ou derivados) e, dos últimos 125 jogos na Luz, deve ter estado em 150. Kelvin ou Ivanovic não são suficientes para beliscar o seu fervor benfiquista.                                                                                                                                                 O Francisco não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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