Dois comentadores da Sky Sports analisaram a fase negativa do Liverpool. Ambos ligaram a queda dos reds à morte de Diogo Jota.
Tim Sherwood e Kris Boyd, comentadores da Sky Sports, analisaram e debateram o mau momento do Liverpool, que perdeu nove dos últimos 12 jogos. Ambos ligaram esta fase negativa do conjunto orientado por Arne Slot à trágica morte de Diogo Jota.
«É totalmente válido e é mesmo uma desculpa, e por que motivo não haveria de o ser? Uma tragédia é uma tragédia. Quando perdes alguém da tua família, não tens noção do impacto que isso pode ter na vida de qualquer pessoa. Por isso, acho que isso teve um impacto enorme neles e não acho que devam fugir à ideia de o assumir como desculpa», começou por dizer Tim Sherwood.
«Eles não querem usá‑la como desculpa, claro que não. E têm de continuar, os jogos e o calendário estão lá, têm de jogar. Mas nós estamos a tentar encontrar uma razão para esta quebra, serão os jogadores novos? Juntamos tudo no mesmo pote. Mas não acho que possamos ignorar o facto de terem perdido um dos irmãos, e isso, para mim, é um problema enorme», concluiu.
Já Kris Boyd, que também fez essa ligação, sublinhou o impacto negativo que a tragédia teve, tanto no plantel, como na zona de Liverpool.
«As pessoas que eram mais próximas do Diogo Jota sentiram o impacto à volta do centro de treinos e do estádio. Certas coisas podem afetar as pessoas de maneiras diferentes, sem dúvida. Mas, não é fácil lidar com isso e, para mim, o grande impacto sente‑se no ambiente de trabalho, no dia a dia», disse.
«O que acontece dentro de campo trata‑se por si, porque muitos jogadores vão para lá e conseguem abstrair‑se. Não estou a dizer que toda a gente seja igual, só posso falar da minha experiência, quando eu entrava em campo, sentia‑me bem. Mas no dia a dia, no local de trabalho, é difícil, porque nunca sabes», considerou.
«É por isso que digo que, em todo o lado, seja na zona de trabalho, nos treinos, no autocarro, sente-se muito. Sabemos que és mais próximo de uns, menos de outros, mas havia muita gente ali que era muito chegada a ele. Quando olhas para o Diogo, no tempo em que cá esteve, vês o impacto que tinha e é assim que toda a gente fala dele», finalizou.

