Num dos grandes jogos da Premier League defrontaram-se o Arsenal, a melhor equipa do campeonato, e o Chelsea, que não era apontado como um dos favoritos mas que se tem vindo a destacar a nível nacional e europeu.
Ambas as equipas chegavam a este dérbi de Londres depois de exibições sólidas na Champions League: os blues venceram o Barcelona por 3-0 e os gunners derrotaram o Bayern de Munique por 3-1.
Em Stamford Bridge, a primeira parte decorreu como se perspetivava: o Chelsea por cima, com mais intensidade e objetividade na procura do golo, acumulando aproximações à baliza de David Raya — destacando-se os remates de Estevão e Enzo Fernández.
No entanto, a expulsão de Moisés Caicedo alterou toda a dinâmica que, até ao minuto 38, estava a ser controlada pelos da casa. O Arsenal, por seu lado, manteve-se na expectativa, sem criar grandes situações e com dificuldades em ganhar duelos, sobretudo no meio-campo.
Contudo, ao contrário dos blues, que perderam o ímpeto inicial após a expulsão, os visitantes ganharam confiança. Foi depois desse momento que Martinelli dispôs da melhor oportunidade da equipa ao longo dos primeiros 45 minutos.
No reatar da partida, Maresca surpreendeu com a entrada de Garnacho, e Arteta respondeu lançando Myles Lewis-Skelly, devido ao facto de todos os defesas estarem amarelados.
Mesmo em inferioridade numérica, o Chelsea não perdoou e, aos 48 minutos, Chalobah marcou de cabeça o primeiro golo do encontro. Porém, por estar reduzida a dez jogadores, a equipa começou a quebrar fisicamente e o Arsenal aproximou-se do golo. Aos 58 minutos, Merino acabou por igualar a partida após assistência de Bukayo Saka.
Até ao final, o marcador não voltou a mexer, apesar das oportunidades criadas pelo Arsenal. Sánchez acabou por ser a figura da segunda parte.
Com este resultado, o Arsenal mantém a liderança, com cinco pontos de vantagem sobre o segundo classificado, o Manchester City, enquanto o Chelsea permanece na terceira posição, com os mesmos pontos do quarto, o Aston Villa.

