Bino Maçães e as diferenças entre o Europeu e o Mundial Sub-17: «No Europeu não passámos pela situação de ter perdido um jogo e ter de reagir no jogo seguinte»

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Bino Maçães foi entrevistado pelo Bola na Rede. Selecionador nacional passou em revista ano dos sub-17 com vitórias no Europeu e no Mundial.

Bino Maçães concedeu uma entrevista ao Bola na Rede depois da seleção nacional sub-17 ter sido distinguida como a Equipa do Ano 2025. O técnico comparou as conquistas do Europeu e do Mundial Sub-17.

«Acho que foi diferente. Há dois momentos. No Europeu, os nossos jogadores estavam, na globalidade, todos em melhor forma. Jogar um Europeu com aquelas oito equipas traz um nível muito alto. Tínhamos a Albânia, que era o país organizador e talvez a equipa com menos poderio, mas todas as outras eram equipas muito fortes. Não houve nenhum jogo para descansar, relaxar e querer gerir. Não dá para gerir nada, é preciso estar no máximo. No Mundial, com 48 equipas, ainda apanhas na fase de grupos uma ou outra equipa que não é tão forte e que permite gerir uma ou outra situação. Depois apanhas essa diversidade que é muito importante para o crescimento dos jogadores. Quando apanhas equipas africanas com um perfil diferente, equipas sul-americanas com uma rotação muito alta e marcação homem a homem, obrigam-te a coisas diferentes é muito bom para o crescimento dos nossos jogadores. Foi muito importante perceber como é que eles reagiram perante estes contextos diferentes de jogo para jogo. De três em três dias é preciso mudar o chip e estar preparados para um jogo totalmente diferente do jogo anterior. Por isso digo que é um orgulho treinar estes miúdos, pela forma como souberam lidar com estas situações, pela maturidade que apresentaram sendo ainda muito jovens, e depois por tudo o que puseram em campo. Foi extraordinária», começou Bino Maçães.

«Não sei se foi interessante em termos de evolução, mas foi interessante porque, pela primeira vez, passámos por essa situação. No Europeu não passámos pela situação de ter perdido um jogo e ter de reagir no jogo seguinte. Fizemos sempre as coisas bem e fomos ganhando, embora tivéssemos empatado com a França num dos jogos. Ao passar por esta situação, surgiu algo que ainda não tínhamos visto. Os nossos jogadores ficaram um bocadinho indecisos e preocupados com a derrota e eu não estava à espera disso. Já estávamos apurados, estava à espera de refletir e colocar os pés no chão porque não estava tudo ganho. A mensagem podia ser muito básica: “Perdeu-se um jogo, calma malta, temos de refletir e melhorar, não nos podemos embandeirar em arco porque o caminho é longo”. Não foi isto que aconteceu. Houve uma preocupação dos jogadores porque tínhamos perdido com o Japão três semanas antes do Mundial. Acho que teve impacto. Perdes duas vezes com o Japão, vais para uma fase a eliminar e criam-se dúvidas. Não estava à espera disso. Tivemos de desmistificar essas dúvidas e de os fazer perceber que não havia motivo para essa indefinição. Isso foi o interessante. A forma como reagiram no jogo contra a Bélgica ditou que eu, a partir daí, comecei a achar que podíamos ter equipa para chegar longe no Mundial», frisou ainda o treinador.

toda a entrevista de Bino Maçães. Recorde-se que, em 2025, os sub-17 nacionais venceram o Europeu e o Mundial da categoria.

Diogo Ribeiro
Diogo Ribeirohttp://www.bolanarede.pt
O Diogo tem formação em Ciências da Comunicação, Jornalismo e 4-4-2 losango. Acredita que nem tudo gira à volta do futebol, mas que o mundo fica muito mais bonito quando a bola começa a girar.

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