Carlos Vicens antevê final histórica entre o Braga e o Vitória SC: «Ambos mostraram que estão na final por mérito próprio»

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Carlos Vicens projeta Vitória SC x Braga. Arsenalistas e vitorianos enfrentam-se este sábado na final da Taça da Liga.

Carlos Vicens já fez a antevisão à final da Taça da Liga, que colocará o Braga frente a frente com o Vitória SC numa final histórica. O jogo está marcado para este próximo sábado, dia 10 de janeiro, pelas 20h00 no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria. 

«Vai ser um jogo muito difícil. O Vitória SC vem de uma dinâmica positiva, está em crescimento. Podemos ver o seu trabalho, é uma equipa que não se rende, dá tudo, é uma equipa solidária, trabalhadora, sabe jogar e que vai jogar as suas cartas para vencer. Temos de ser uma equipa capaz de contrariar tudo isso, um Braga que tem de oferecer uma versão com muita personalidade, de impor o seu jogo e ter o caráter necessário para viver momentos da partida que não estão tanto a nosso favor, ter uma mentalidade forte, saber contornar as adversidades, ser um Braga muito motivado e com uma energia muito alta», começou por analisar Carlos Vicens.

Carlos Vicens foi questionado sobre se o Braga é favorito:

«Não, nada. É um jogo diferente, com energia especial, uma final, um dérbi e o que está para trás de nada serve. Começa 0-0 e temos de ganhar esse direito de tentar ganhar o jogo através do esforço, de ser competitivo, de nunca deixar de sofrer, de lutar, de ter personalidade, de sermos solidários uns com os outros. No fundo, oferecer a nossa melhor versão, com luta e esforço».

«Os jogadores têm muito claras as dificuldades que o nosso rival vai apresentar no jogo. Vamos preparar o jogo bem, mas o facto de ter mais pontos ou ter chegado a mais finais não nos dá nada, porque começamos 0-0. Temos de lutar para tentar conquistar o troféu, ser uma equipa mentalmente forte, uma equipa concentrada e sem perder o foco. Com isto, estaremos mais perto da vitória», disse ainda.

Carlos Vicens fala sobre Gustaf Lagerbielke e Rodrigo Zalazar:

«Temos jogadores que estão aqui porque os quisemos, formam parte do plantel e não vamos descobrir quem é o Zalazar, já o conhecem melhor do que eu; já o Lagerbielke é mais recente, mas o que digo é que, para cada jogo, excetuando as baixas, preparamos os jogos tendo em conta muitas coisas: o seu feeling, nível de energia e aqueles que precisamos, dado o seu perfil, para aquela posição. Dos que estão bem, quem dá o quê em cada posição. Estiveram bem no último jogo, mas o Víctor Gómez também jogou antes e muito bem contra o Benfica, por exemplo. Estiveram bem, mas também porque a equipa está muito bem coletivamente, e isso faz com que os jogadores floresçam. Há um sustento coletivo que lhes permite crescer».

Carlos Vicens foi questionado sobre se repetirá o mesmo 11 que apresentou contra o Benfica:

«Não sei ainda. Os jogadores estão a chegar, vamos almoçar aqui, faremos avaliações médicas e, em função do pouco trabalho em campo e das sensações que temos, tomaremos as decisões».

«Boicote das claques à competição? Respeito a opinião dos adeptos e, estando ou não presentes, sabemos que nos dão o seu calor de forma presencial ou espiritual. Percebe-se isso na cidade. Não tenho dúvidas de que, apesar de não termos as claques, a equipa vai ter apoio, desde a nossa saída até Leiria. Vamos tentar devolver esse calor com a tentativa de vencer a Taça».

Carlos Vicens aborda final entre duas equipas que não os “três grandes”:

«Vamos descobrir isso depois. A importância, transcendência e cobertura que lhe dá e tudo o resto. Isso é mais para a imprensa. Pode ser positivo, porque mostraram, ambas as equipas, que estão na final por mérito próprio e isso demonstra o nível do futebol português, um trabalho de muitos clubes e muitos treinadores. Há que dar valor, mas não sou eu a pessoa indicada para dizer isso, porque o meu trabalho passa por treinar».

É um dia de preparação diferente?

«Tento que não seja. Temos de ser o melhor possível como equipa técnica e staff para ajudar os jogadores, ajustando a carga e o nível de informação. São 35 jogos nesta temporada para lhes dar a dose de informação, treino e recuperação que façam falta. Vejo muitos jogos do rival para preparar bem o jogo e tentar ajudar a equipa desde a minha posição», disse ainda Carlos Vicens.

Diogo Lagos Reis
Diogo Lagos Reishttp://www.bolanarede.pt
Desde pequeno que o desporto lhe corre nas veias. Foi jogador de futsal, futebol e mais tarde tornou-se um dos poucos atletas de Futebol Freestyle, alcançando oficialmente o Top 8 de Portugal. Depois de ter estudado na Universidade Católica e tirado mestrado em Barcelona, o Diogo está a seguir uma carreira na área do jornalismo desportivo, sendo o futebol a sua verdadeira paixão.

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