Jorge Jesus realizou a antevisão ao Al Nassr x Al Shabab da 16.ª jornada da Liga Saudita e abordou a fase negativa da equipa.
Jorge Jesus marcou presença na sala de imprensa para a conferência de antevisão ao duelo entre Al Nassr e Al Shabab. O técnico português começou por abordar o momento da equipa e deixou uma garantia sobre a diferença existente entre o Al Nassr e o Al Hilal:
«É verdade que o Al Nassr não tem o poder político do Al Hilal, mas não estou à procura de desculpas para resultados negativos e não estou habituado a fazê-lo. No entanto, sou o principal responsável por estes resultados e preciso de procurar soluções, não desculpas. O que eu disse é verdade, mas assumimos a responsabilidade pelos nossos erros, tais como erros individuais e disciplinares. E há outras coisas, como a ausência de Sadio Mané e as lesões de Simakan e Ayman Yahya, que nos colocaram nesta situação complicada».
O treinador português quer inverter o atual momento negativo e acredita que o dérbi pode marcar uma viragem:
«É um jogo de dérbi. Esses jogos costumam ser equilibrados e não têm nada a ver com a classificação. Tivemos três jogos negativos, e ninguém pode esconder esse facto, especialmente o jogo contra o Al Hilal. Precisamos de superar esta tempestade. Como treinador, não estou habituado a perder três jogos consecutivos, mas a verdade é que precisamos de encontrar soluções. Temos problemas mentais e algumas questões psicológicas que nos levaram a esta crise. Ainda faltam muitas jornadas para o fim do campeonato. O Al Hilal está atualmente na liderança e as equipas atrás estão próximas em pontos. Vamos lutar pelo primeiro lugar, mas estou preocupado com o estado mental da equipa e em recuperar o apoio dos nossos adeptos».
Jorge Jesus desmentiu as notícias que apontavam para uma possível saída de José Semedo e Simão Coutinho da estrutura do clube saudita e garantiu:
«As notícias sobre Simão Coutinho e José Semedo são falsas e têm como objetivo criar desequilíbrio na equipa. Eles falam primeiro sobre Simão e depois sobre Semedo, depois falarão de mim. O objetivo é criar o desequilíbrio em que entramos. O que está a ser repetido é um jogo das redes sociais. Isto acontece em Portugal, na Arábia Saudita, no Brasil e em todo o mundo. O Al Nassr não tem capacidade para jogar o jogo dos meios de comunicação, mas há clubes que trabalham dentro e fora do campo».

