O Benfica derrotou o Rio Ave por 2-0 na 18ª. jornada da Primeira Liga. Confere os destaques do encontro disputado no Estádio dos Arcos.
Georgiy Sudakov: O internacional ucraniano foi uma autêntica dor de cabeça durante todo o encontro para a equipa do Rio Ave. No processo ofensivo, movimentou-se por todo o campo, oferecendo várias soluções de passe, e encontrou espaço sobretudo nas costas dos dois médios do conjunto vilacondense. Além disso, deu apoio constante no corredor esquerdo do Benfica, sendo peça-chave nas triangulações e nas projeções de Samuel Dahl e Andreas Schjelderup. Foi também o autor do cruzamento milimétrico para o cabeceamento de Leandro Barreiro, que deu vantagem às águias.
Leandro Barreiro: O médio luxemburguês voltou a assinar uma exibição de grande nível com a camisola do Benfica e coroou-a com um belo cabeceamento, que bateu Cezary Miszta ao minuto 16’. Na dupla com Fredrik Aursnes no meio-campo, somou várias recuperações de bola que permitiram aos encarnados lançar transições rápidas. Destacou-se ainda na primeira fase de construção, ao lançar sobretudo os extremos, e nos movimentos de chegada à área e diagonais curtas, criando perigo junto da área adversária.
Andreas Schjelderup: Depois de um período com menos utilização, o avançado norueguês regressou ao onze inicial e apresentou-se em excelente plano. Muitas vezes apoiado pelas projeções de Samuel Dahl no corredor e pelos movimentos de aproximação de Georgiy Sudakov, Schjelderup encontrou espaço para encarar o adversário e decidir com critério, seja através do lance individual, seja pelo passe a descobrir médios ou o lateral sueco. Esteve ligado a uma das melhores oportunidades do Benfica na primeira parte, mas o remate acabou por embater no poste.
Brandon Aguilera: Apesar das muitas dificuldades do Rio Ave em ter bola na primeira parte, o médio colombiano foi, de forma consistente, o jogador mais esclarecido da equipa. Num meio-campo a dois, conseguiu sobretudo na segunda parte esconder a bola da pressão encarnada e lançar, em alguns momentos, a equipa para o ataque através de Clayton e André Luiz. Do atual plantel vilacondense, é um dos jogadores com maior requinte técnico para desequilibrar, tanto pelo passe como pelo transporte de bola.
Samuel Dahl: Mais uma das exibições em destaque do lado do Benfica. Antevia-se um duelo exigente frente a André Luiz, mas Samuel Dahl anulou grande parte das ações do extremo brasileiro. Ofereceu apoio constante a Andreas Schjelderup no ataque e, através das suas projeções no corredor, foi fundamental na criação de superioridades e no dinamismo ofensivo, sobretudo na primeira parte. No processo defensivo, somou várias recuperações de bola e deu sempre sequência às jogadas através do passe, ajudando o Benfica a iniciar os seus ataques de forma limpa.

