João Nuno fez a antevisão ao encontro entre o Estrela da Amadora e o Benfica, no próximo domingo, num jogo a contar para a 19.ª jornada da Primeira Liga.
Na conferência de imprensa de antevisão ao encontro entre o Benfica e o Estrela da Amadora, João Nuno abordou a preparação para a 19.ª jornada da Primeira Liga. O técnico dos tricolores refletiu ainda sobre a recente derrota frente ao Estoril, as vendas no mercado de janeiro e a cerimónia do 94.º aniversário do clube.
João Nuno começou por falar sobre a gala e a história do Estrela da Amadora:
«Foi uma semana importante para o clube, os 94 anos, estivemos presentes na gala e é com muito orgulho que representamos um clube com tanta história. Queremos mostrar aquilo essa história e os valores do Estrela. É essa a mensagem, continuar a acreditar e que vamos fazer tudo para amanhã e no que resta da época fazer bons jogos e ganhar, é esse o objetivo».
De seguida, refletiu sobre a dificuldade de enfrentar o Benfica após perder vários membros do plantel neste mercado:
«As saídas foram algo que faz parte do nosso projeto, não conseguimos controlar. Uma delas até para o adversário de amanhã, é a realidade do futebol e portanto não há muito para estar aqui a chorar, não temos tempo para isso, temos de encontrar soluções, como temos feito. O último jogo não correu nada como nós queríamos, mas não sou de muitas euforias quando ganhámos em Famalicão e do género, nem de pressões rápidas porque o último jogo correu mal. Temos saídas mas também entradas e algumas delas a adaptarem-se muito bem e estou confiante que vamos fazer um bom jogo. Agora, como é óbvio em todas as equipas do mundo que tenham de fora dois dos três titulares da frente fora e o outro, o Kikas, saiu. Mexer em todo o ataque de qualquer equipa do mundo não há magia, as coisas precisam de tempo e trabalho».
Relativamente à goleada sofrida frente ao Estoril, referiu:
«Temos que pegar no que estávamos a fazer antes desse jogo. Os 5-0 têm muita história, depois da expulsão o jogo alterou. Queremos conseguir criar problemas e é por isso que temos de lutar. Vamos com esperança, sabemos da dificuldade, vamos encontrar uma excelente equipa, um treinador sobre o qual não é preciso falar nada, a história dele fala por si. É com muita motivação, eu gosto de desafios, falo sempre disso aqui com vocês, gosto de muitos desafios e é assim que vamos encarar».
Voltando à questão do mercado, o técnico revelou que pediu à direção para não vender mais nenhum jogador:
«Fiz logo esse pedido assim que saiu o Sidny… Queria que não saísse mais ninguém, mas há coisas que não conseguimos controlar. Se aparecerem propostas como aconteceu nas duas saídas, que foram só as mais altas de sempre do Estrela, não consigo controlar essa parte. Espero que não saia mais ninguém, ainda estamos no mercado à espera de reforçar uma outra situação e esperamos ter essas soluções resolvidas. E acreditar muito no que estamos a fazer. Como já disse, não podemos perder muito tempo a falar de saídas, porque é o nosso projeto, é o nosso clube. E os castigos [Jovane e Marcus] permitem que outros jogadores apareçam no Estádio da Luz. Agora é hora de eles provarem que realmente são solução e de certeza absoluta que estão com vontade de mostrar».
Por fim, abordou a pressão que pode ser imposta sobre o Benfica para obter uma vitória:
«Não acredito nisso. O treinador e os jogadores do Benfica estão habituados a tudo isso. Olhamos é para nós, o que temos de conseguir fazer. Do Benfica espero o que acho que é o Benfica, uma equipa muito forte, que ainda no último jogo com a Juventus, após o golo, sim, caiu um pouco, mas até ali estava a ser superior. Espero uma equipa que estava a ser superior à Juventus no estádio da Juventus. E é essa a dificuldade que espero amanhã. Se estivermos no nosso melhor, podemos lutar por alguma coisa no jogo. Como falei antes de Alvalade e do Dragão, vamos tentar atacar. Por vezes a qualidade do adversário vai obrigar-nos a defender, a estar mais baixo, como nesses dois jogos, porque o adversário tem muita qualidade e muitas soluções. Por isso é que chegou aqui e levou-nos o melhor jogador, ou um dos que estavam a ser melhores. É por isso que é difícil, mas vamos lá para competir e estou muito motivado para o jogo».

