Rui Borges refletiu sobre alguns dos desempenhos individuais, incluindo a estreia de Luís Guilherme, os golos de Luís Suárez e a posição de Pedro Gonçalves.
Após a vitória em Arouca por duas bolas a uma, Rui Borges falou sobre vários dos elementos do plantel do Sporting e os seus desempenhos na partida. O técnico português elogiou o novo reforço e explicou qual será o posicionamento de Pedro Gonçalves, agora que está de regresso ao ativo.
Rui Borges destacou a exibição de Luís Guilherme, referindo que o brasileiro e a equipa ainda estão num processo de adaptação mútua:
«O Luís é um miúdo que tem muita qualidade e, por mais que já o tenhamos identificado e de sabermos aquilo que ele é, estamos aqui numa aprendizagem de todos: ele da equipa, a equipa dele. Dentro das ausências, pensámos que a posição à esquerda podia ser a solução para já para ele. É alguém que nos dá a esquerda, a direita, mas também no interior. Tentámos ajustar ali porque numa fase inicial ele estava bem no jogo interior, mas estava demasiado baixo e o Trincão percebe melhor essas zonas do que propriamente o Luís Guilherme e o golo acaba por surgir aí. Como ele estava a baixar muito, quem o estava a marcar não estava a acompanhar porque ele estava a ir para a linha média do adversário e a linha defensiva mantinha-se. E o Trincão, no momento do golo, está mais alto, está a prender o lateral e acho que a bola entra nas costas, no Maxi. No caso de atrair, um metro faz a diferença, e o Trincão tem mais leituras porque está mais dentro desses posicionamentos. Tentámos mudar um bocadinho nesse sentido e demos mais liberdade ao Luís Guilherme. Ao intervalo voltámos ao normal e demos até mais largura ao Luís Guilherme e para mim fez uma segunda parte soberba. Lá está, é um conhecimento mútuo que vamos tendo e perceber o que cada um nos dá».
Relativamente ao herói do jogo, Luís Suárez, o técnico do Sporting referiu:
«Disse que ia marcar uma era porque quando o identificámos, antes do fim da época, sabíamos o que pode dar. Não falo pelos golos. É uma consequência do trabalho dele, da atitude competitiva. O que dá à equipa enquanto trabalho, técnica e taticamente, em termos de atitude, energia é muito bom. E é importante. Mais do que os golos é ele jogo após jogo, 90 sobre 90, não baixar a atitude competitiva, dar a cara e o corpo pela equipa. Depois a consequência são os golos. Tem faro para estar nos momentos de decisão».
O regresso de Pedro Gonçalves e a forma como este encaixará no esquema tático foi o último dos temas abordados:
«O Pote, o Ousmane [Diomande] e o Zeno [Debast] ainda estão condicionados pelo tempo de jogo, por tudo o que foi a paragem deles. Em relação àquilo que foi a posição [de Trincão], foi mais leitura de jogo, no momento. O Trincão tem-se sacrificado pela equipa em todos os jogos, tem feito os jogos todos, muitos minutos. É natural que aqui ou ali vá sentir um desgaste maior, hoje estávamos a sentir que ele estava a sentir isso, mesmo na energia que ele estava a ter e decidimos colocar o Pote ali, até porque é a posição dele. A posição do Pote é aquela. Dentro daquilo que foi a estratégia e a leitura do jogo, achámos por bem metê-lo ali porque o Luís Guilherme na esquerda estava a dar-nos muito desequilíbrios e aproximações à área do Arouca. Foi por pura frescura. Ele sabe o que tem de fazer naquela posição, apesar de às vezes jogar noutra. Não mexe muito com ele. É um jogador muito inteligente, entrou muito bem. Estou feliz por tê-lo de volta, a ele, ao Ousmane e ao Zeno, porque tornam a equipa mais forte em termos coletivos, mesmo naquilo que é estratégico. Tirei o Matheus e coloquei o Zeno porque tem uma capacidade de decisão muito acima da média e num jogo mais fechado podia encontrar linhas que o Matheus Reis poderia não encontrar tanto e tentámos muito por aí. São jogadores que nos dão coisas diferentes e a equipa fica mais forte porque temos mais soluções».

