António Conceição concedeu uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede. Treinador falou do sonho perdido de jogar o Mundial 2022.
António Conceição foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. O treinador não disputou o Mundial 2022 depois de ser despedido dos Camarões e assumiu a tristeza.
«Muita mágoa. Essa é a minha maior mágoa, nem é ter saído. Trabalhámos muito nos anos que lá estivemos porque sabíamos do CAN e da fase de qualificação para o Mundial. Trabalhámos muito para garantir a qualificação para o Mundial do Catar e para chegar à final do CAN. Conseguimos um objetivo e o outro ficou perto de ser atingido. Foi a maior frustração para além de não termos chegado à final do CAN pelos pormenores dos penáltis. São pormenores em que o treinador não tem assim tanta influência. Posso dizer que treinávamos todos os dias porque sabíamos que estávamos numa fase final e que poderia haver penáltis. Em todas as sessões de treino treinávamos penáltis com todos os jogadores, os mais aptos e os menos habituados. Não foi falta de treino ou de concentração, são os pormenores, a ansiedade, o momento em si. Estava o estádio cheio e isso pode ser um fator que inibe os jogadores. A grande desilusão que tenho, porque trabalhámos muito para isso, foi não termos estado na fase final do Campeonato do Mundo. Tínhamos esse mérito de lá ter estado, mas as coisas não se concretizaram por aí. O meu azedume não é relativamente à decisão do Eto’o, mas mais ao Mundial», frisou, antes de abordar o sonho de disputar um Mundial.
«Não é questão de sonho. Eu gostaria e se tiver essa possibilidade de regressar a África para treinar uma seleção, com o alargar da qualificação e com todos os primeiros classificados diretamente classificados, há mais possibilidades. No meu tempo só se apuravam alguns primeiros depois do playoff. O segundo ficava logo afastado, como era o caso da Costa do Marfim, que ficou atrás de nós e não foi ao Campeonato do Mundo. Há essa possibilidade mais alargada de equipas africanas poderem ir às fases finais. Se tiver a oportunidade de voltar ao continente africano para treinar uma seleção, gostaria que isso acontecesse e lutarei por isso. Depende de muitos fatores e da seleção que fôssemos treinar. Estou sempre disponível para grandes desafios, uns consegui e outros não», destacou António Conceição.
Lê toda a entrevista de António Conceição.

