Um olhar só para o resultado final do Super Bowl certamente não daria indicação de que este foi um jogo marcado por uma batalha entre defesas. Mas, a verdade é que os primeiros três quartos do jogo apenas ofereceram 12 dos 42 pontos do encontro.
Tudo começou lento. Os Seahawks conseguiram três pontos na sua primeira posses, mas logo aí se percebeu que não iam ter tarefa fácil para ganhar jardas face a uma bem organizada defesa, onde Christian Gonzalez se demonstrava particularmente inspirado.
Seguiram-se cinco Punts até os Seahawks darem a Jason Meyers a oportunidade de pontapear por entre os postes para mais três. Três outros Punts volvidos, o cenário repetiu-se para os homens de Seattle irem para o intervalo a vencer por nove.
O terceiro quarto parecia mais do mesmo, com mais cinco Punts e um Field Goal para os Seahawks, mas tudo mudou no seu fim. Finalmente, uma perda de bola. Drake Maye teve um Fumble (forçado por uma defesa que registou seis Sacks) e deixou Seattle em grande posição para matar o encontro.
O quarto final do Super Bowl foi, então, quando a barragem cedeu e os pontos se acumularam. Darnold encontrou AJ Barner para o primeiro Touchdown do encontro e colocou a parada em 19-0. Os Patriots responderam de rajada e na mesma moeda necessitando de somente três jogadas para percorrer o caminho do campo, mas duas intercepções (uma delas retornada para Touchdown) nas suas duas posses seguintes não deram margem para equilibrar o jogo. Pelo meio, Meyers ainda somou mais três. Maye ainda somaria mais um Touchdown antes do fim, mas o desfecho estava selado.
Assim, uma longa época termina com uma relativa surpresa e marca um lugar na história até pelo Quarterback vencedor, Sam Darnold. Após vários anos de descrédito e de ter sido deixado sair pelos Vikings quando parecia ter-se encontrado, o príncipe prometido chega mesmo a reinar sobre a Liga. E, no jogo mais importante da carreira, não desiludiu. Num encontro nada fácil, nunca se deixou dominar pelo medo e aguentou a (literal) pressão da defesa dos Patriots sem nunca perder a bola e conseguindo encontrar os homens desmarcados nos momentos certos.
No final, o prémio de MVP do Super Bowl foi para Kenneth Walker, o Running Back que, com paciência, foi encontrando espaços e movendo a bola quando pouco mais parecia resultar. 135 jardas é um bom esforço e mais ainda pelo oportunismo de aparecer nos momentos certos. Não seria injusto que o prémio acabasse nas mãos de um jogador defensivo, Byron Murphy II, Devon Witherspoon e Derick Hall destacaram-se particularmente, mas também não ficou mal entregue com K9.

