Anatoliy Trubin volta a recordar golo ao Real Madrid: «Ainda tenho algumas feridas no joelho»

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Anatoliy Trubin foi entrevistado pelo The Athletic. Guarda-redes recordou golo marcado ao Real Madrid na Champions League.

Anatoliy Trubin concedeu uma entrevista ao The Athletic. O guarda-redes do Benfica recordou o golo contra o Real Madrid que correu o mundo e garantiu a passagem das águias aos playoffs da Champions League.

«Desde que comecei a jogar futebol, aos seis anos, trabalhei arduamente e fiz de tudo para evitar golos. Agora, depois de um momento, muitas pessoas conhecem-me porque marquei um golo. Ainda é uma loucura para mim. Às vezes, ainda não consigo acreditar que aconteceu. Hoje, depois do treino, um adepto parou-me para uma fotografia e disse: “Bom golo”. Isso nunca me tinha acontecido antes. É uma loucura. Aquele momento estará sempre comigo», vincou Anatoliy Trubin, que falou no inesperado do momento.

«Estávamos a ganhar, por isso não precisava de ter pressa. Não percebi de todo porque é que os adeptos começaram a gritar, porque é que alguns dos meus colegas de equipa me apontavam e diziam “um, um, um”. Não entendi. Mas quando tivemos o livre, Mourinho apontou para eu subir, e então perguntei a alguém: “Precisamos de mais um golo?”. Quando se joga, não se pensa. Apenas se faz. Aquele momento aconteceu tão depressa. Talvez por o cruzamento ter sido tão perfeito, talvez por ter de acontecer, para mim foi natural, algo que surgiu facilmente. Neste momento, é preciso arriscar. É preciso apostar tudo. Se preciso de marcar, tenho de ir lá para dentro, para fazer os nossos adeptos felizes, para tornar o Benfica melhor. Apenas corri, e depois o movimento da minha cabeça, foi como se fosse um avançado. Foi uma loucura», destacou o guarda-redes.

O momento dos festejos também foi destacado por Anatoliy Trubin, que falou das várias reações ao momento.

«Ainda tenho algumas feridas no joelho. Depois, todos os meus colegas de equipa saltaram para cima de mim. Primeiro, comecei a correr. Tenho de verificar o meu GPS. Normalmente não sou uma pessoa emotiva, mas naquele momento deixei sair todas as minhas emoções. O meu treinador de guarda-redes disse-me para me manter focado, porque não sabíamos se o jogo tinha acabado», vincou Anatoliy Trubin.

Lê mais declarações de Trubin em entrevista.

Diogo Ribeiro
Diogo Ribeirohttp://www.bolanarede.pt
O Diogo tem formação em Ciências da Comunicação, Jornalismo e 4-4-2 losango. Acredita que nem tudo gira à volta do futebol, mas que o mundo fica muito mais bonito quando a bola começa a girar.

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