O Braga criticou o silêncio do Governo após o Secretário de Estado do Desporto ter apoiado o veto da PSP à coreografia no dérbi do Minho. O clube reclama que ainda não obteve resposta aos pedidos de reunião enviados às autoridades
O Braga criticou o governo após o Secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, ter defendido a decisão da PSP de proibir a coreografia dos guerreiros do minho no dérbi frente ao Vitória SC. Em comunicado, o clube lamentou a falta de resposta ao seu pedido de reunião e reforçou que «as conclusões hoje apresentadas resultam de uma análise parcial e omitem o contributo que o Braga se disponibilizou a acrescentar».
O comunicado do Braga:
«O Braga tomou conhecimento, através da comunicação social, de declarações proferidas esta terça-feira pela Sra. Ministra da Cultura, Juventude e Desporto e pelo Sr. Secretário de Estado do Desporto, entendendo tornar públicos os seguintes comentários:
1 – Conforme comunicado no passado domingo, o Braga solicitou uma reunião às tutelas do Desporto e da Administração Interna, não tendo ainda obtido resposta;
2 – As conclusões hoje apresentadas resultam, assim sendo, de uma análise parcial e omitem o contributo que o Braga se disponibilizou a acrescentar, bem como as informações que entende partilhar diretamente com a tutela e que motivaram o pedido de audiência;
3 – O Braga reafirma todos os factos que relatou nas comunicações públicas entretanto efetuadas e está obviamente em condições de os sustentar;
4 – Por acumular a pasta do Desporto com a da Cultura, cabe à Sra. Ministra especial zelo na defesa da liberdade de expressão e no combate a qualquer forma de censura.
Por estarmos convictos da capacidade dos responsáveis da tutela e das suas aptidões para o exercício dos cargos, estamos certos de que as preocupações do Braga e dos seus sócios e adeptos serão observadas» escreveu o clube em comunicado.
O Braga criticou o governo por tirar conclusões sem ouvir o clube, lamentando a falta de resposta ao pedido de reunião. No comunicado, os arsenalistas reafirmam as denúncias feitas e apelam à ministra que defenda a liberdade de expressão contra o que consideram ser um ato de censura.

