O West Ham de Nuno Espírito Santo apresenta um prejuízo superior a 100 milhões de euros. O clube londrino já admitiu a necessidade de vender ativos e de recorrer a novos investimentos de acionistas.
O West Ham atravessa um período financeiro crítico e mesmo que Nuno Espírito Santo consiga salvar o clube da despromoção da Premier League, a reestruturação do plantel parece inevitável. Os hammers registaram um prejuízo de 104,2 milhões de libras (118,85 milhões de euros) na época 2024/25. Este resultado marca uma reviravolta drástica face ao lucro de 57,2 milhões obtido na temporada anterior, expondo uma fragilidade económica inesperada para o emblema londrino.
«Tanto no cenário base como no cenário mais grave, mas plausível, são necessárias medidas de mitigação para garantir liquidez suficiente ao Grupo e permitir-lhe cumprir com as suas obrigações durante o período de continuidade operacional», refere o relatório da direção aos acionistas.
A quebra no volume de negócios deve-se, em grande parte, ao menor rendimento desportivo com a descida do 9.º para o 14.º lugar na Premier League, aliado à ausência de competições europeias e à redução das receitas de transmissão televisiva. Estes fatores, somados à diminuição do lucro com a venda de jogadores, criaram um défice de tesouraria imediato que coloca o clube numa situação delicada.
Com a equipa atualmente em 18.º lugar e sob risco real de despromoção, o trabalho de Nuno Espírito Santo está condicionado por uma margem de manobra financeira quase inexistente.

