O Benfica derrotou o Gil vicente por 2-1 no Estádio Cidade de Barcelos. Confere os destaques do encontro da 24.ª jornada da Primeira Liga.
Luís Esteves: O médio gilista é um jogador que transmite segurança com bola à equipa de César Peixoto. Na dupla com Zé Carlos no meio-campo, Luís Esteves assume um papel móvel na construção: baixa para dar apoio na primeira fase, mas tem igualmente liberdade para surgir em diagonais em zonas mais adiantadas. Ainda assim, importa destacar a coragem de César Peixoto na gestão deste benefício/risco, sobretudo em caso de perda de bola. Tendo em conta o seu porte físico e a qualidade técnica que apresenta, não deixa de ser surpreendente a forma como, num meio-campo a dois, consegue dar uma boa resposta também em organização defensiva. Foi igualmente importante na variação de flanco, especialmente para o corredor direito, onde o Gil Vicente conseguiu criar desequilíbrios e acelerar o jogo.
Ghislain Konan: O lateral costa-marfinense apresenta todas as características físicas para ser um lateral com projeção ofensiva de qualidade. Além disso, comparativamente ao início da temporada, tem evoluído significativamente na saída de bola do Gil Vicente, tornando-se uma opção viável para a equipa sair apoiada pelo lado esquerdo. Surgiu em vários momentos projetado no corredor, dando apoio a Agustín e acrescentando profundidade ao flanco esquerdo. Defensivamente, foi competente a anular as tentativas exteriores do Benfica na primeira parte, sobretudo nas ações de Dedić e Prestianni, que procuravam também explorar movimentos interiores.
Samuel Dahl e Amar Dedic: Perante o bloco compacto do Gil Vicente, que fechava de forma compacta os caminhos pelo corredor central, o Benfica recorreu várias vezes à bola longa. No entanto, foi através da maior aceleração pelos corredores laterais que conseguiu criar mais perigo. Com Dahl a projetar-se no flanco e com Amar Dedic a transportar bola de fora para dentro, o Benfica começou a encontrar soluções para desmontar o bloco adversário. Perante as ideias deste Gil Vicente – muito forte na proteção do corredor central – torna-se fundamental conseguir encontrar o corredor contrário e acelerar o jogo. Foi precisamente isso que os laterais conseguiram oferecer à equipa encarnada em determinados momentos da partida.
Andreas Schjelderup: Tem sido notório o aumento não só do nível, mas também da confiança do extremo norueguês. Já não é apenas um jogador que necessita de se associar aos colegas para criar desequilíbrios, neste momento, assume o 1×1 com naturalidade, conseguindo tanto puxar para fora como vir para dentro e criar superioridade no seu corredor. Tendo em conta que era precisamente nos corredores laterais que existia mais espaço para as duas equipas desequilibrarem, Andreas Schjelderup foi determinante, acabando por colocar o Benfica novamente em vantagem no marcador, ao minuto 73.

