Francisco Neto e Dolores Silva fizeram a antevisão do jogo frente à Finlândia. O selecionador relembrou a vontade de querer jogar o Mundial no Brasil.
Francisco Neto e Dolores Silva fizeram a antevisão do jogo desta segunda-feira entre Portugal e a Finlândia, jogo que marca a estreia na fase de qualificação para o Mundial. O selecionador espera um estádio composto e sublinha a necessidade de transformar o apoio dos adeptos em rendimento dentro de campo:
«Espero uma casa bem composta, mas sobretudo com uma boa energia. Essa energia vai ser importante para as jogadoras, porque precisam de ter espírito e alegria. Depois, é o que nos tem caraterizado essencialmente. Muita organização, muita competitividade e muita vontade de vencer», afirmou o português.
Apesar de Portugal estar melhor posicionado no ranking, o técnico luso alerta para a exigência do duelo frente à Finlândia:
«É uma seleção que está um lugar abaixo no ranking em relação a nós, mas esteve presente no último Europeu e tem-se transformado nos últimos cinco anos. Tem aumentado o espaço competitivo das suas jogadoras, começou a exportar para a Liga Inglesa e Liga Sueca. Será um jogo muito difícil contra uma equipa boa», referiu o treinador.
O selecionador sublinhou que o histórico recente serve como motivação extra para o grupo:
«A responsabilidade do passado dá-nos muita ambição para o futuro. Sabemos que já estivemos no Mundial e sabemos que somos capazes de repetir. Queremos muito concretizar esse objetivo. Sabemos que o trajeto é diferente, fruto do número de vagas, mas isso não nos tira a ambição. Queremos estar no Brasil, em 2027, e amanhã começa essa caminhada», reforçou o selecionador nacional.
Francisco Neto fez ainda um balanço dos seus 12 anos à frente da equipa, destacando o orgulho e a responsabilidade que definem o seu trajeto na seleção:
«Acima de tudo, olho para trás com muito orgulho e é algo que me honra como pessoa. Aqui, sou apenas mais um que ajudou a que o futebol feminino em Portugal crescesse. É exatamente a mesma responsabilidade, elas sim são as grandes impulsionadoras. É o mérito do que temos feito estes anos, e é todo delas. É muito importante resgatar isso» , confessou o técnico português.
Também Dolores Silva reconheceu a qualidade da Finlândia, garantindo, contudo, que a equipa está preparada e focada em iniciar a campanha com um resultado positivo:
«A Finlândia é um adversário complicado, que tem crescido muito. Esteve presente no último Campeonato da Europa e os últimos jogos contra nós até foram equilibrados. O último mesmo não correu da forma que esperávamos. Sentimo-nos preparadas, sabendo que o jogo vai ser difícil. Temos os nossos objetivos bem traçados e queremos muito começar bem em casa, com os nossos adeptos» , afirmou a jogadora.
Sobre a crescente expectativa de ver Portugal marcar presença nas fases finais dos grandes torneios, a jogadora do Levante foi assertiva:
«Sentimos a responsabilidade de representar o nosso país. O que temos feito e conquistado é fruto disso. Queremos estar nas fases finais e vamos dar tudo por tudo para começar uma fase muito importante. Vamos dar tudo para vencer estes dois jogos», referiu a meio-campista.
A internacional portuguesa sublinhou a importância de integrar as atletas mais jovens no grupo, destacando o papel fundamental das jogadoras mais experientes neste processo:
«Qualquer uma de nós está preparada para jogar, as decisões cabem ao selecionador. Tentámos ao máximo que se sintam bem integradas, em casa e parte do grupo. Não é por terem poucas internacionalizações que valem mais ou menos. Todas somos importantes e trabalhamos com o mesmo objetivo. Queremos que se adaptem o melhor possível, porque quem entrar vai dar tudo por Portugal», reforçou a jogadora de 34 anos.
Portugal vai defrontar a Finlândia esta terça-feira às 18h45 no estádio do Vizela.

