Rui Borges na antevisão à visita ao Braga: «É uma equipa ofensiva, que nos vai criar bastantes dificuldades»

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Esta sexta-feira, Rui Borges realizou a conferência de antevisão ao embate entre Braga e Sporting na 25.ª jornada da Primeira Liga.

Rui Borges marcou presença na conferência de imprensa de antevisão ao Braga x Sporting, da 25.ª jornada da Primeira Liga. O técnico dos leões começou por destacar a qualidade do adversário:

«Antes de mais, acho que o Braga não muda a sua ideia de jogo, independentemente dos jogadores que estiverem em campo. Seja em que posição for, é uma ideia de jogo que quer ter bola, gosta de ter bola. É a equipa com mais posse aqui perto com o Sporting. É uma equipa muito forte na reação à perda no último terço. Mais do que qualquer jogador, a ideia está lá sempre. É uma equipa ofensiva, que nos vai criar bastantes dificuldades, que nos criou aqui em Alvalade».

De seguida, comentou a renovação de Francisco Trincão:

«Olho para o presente. Em relação ao Francisco, fico contente. Já o tinha dito noutros momentos, é um jogador que tem vindo a crescer, cada vez mais maduro, com uma importância enorme naquilo que tem sido as conquistas do Sporting, a dinâmica da equipa. Um jogador que eu disse que, desde que cheguei aqui, foi dos que mais me impressionou, senão o que mais me impressionou. Dá tudo pela equipa. É um jogador que está sempre ligado, faz várias posições, torna o Sporting muito mais forte. Fico feliz por ele acima de tudo e por nós, Sporting, por poder contar mais anos com ele».

Rui Borges reforçou a importância de Hidemasa Morita:

«Tem muito a ver com aquilo que é a estrutura e muito a ver com a vontade do jogador. É um jogador que gostamos muito e que frisei, quando joguei contra e quando cheguei aqui, que era um jogador que me tinha fascinado. Está num bom momento e é um jogador importante».

O técnico falou também nas possíveis novidades dos leões na visita ao Braga:

«Nós também não mudamos a nossa ideia de jogo. Podemos mudar um ou outro jogador e isso é natural, que nos dá coisas diferentes. Em relação ao jogo, clássico e Braga foram jogos diferentes. Podemos olhar para as coisas estrategicamente de formas diferentes, mas nunca fugimos à nossa ideia. Vamos defrontar uma equipa muito bem trabalhada e vamos ter imensas dificuldades. Mas dentro do que somos, acreditamos que iremos criar também dificuldades ao Braga».

Respondeu ainda aos comentários de Carlos Vicens, que disse que o Braga partia em vantagem por não ter jogado para a Taça:

«Não sei, é muito subjetivo. Claro que têm mais dias de descanso e é possível que tenham a energia mais no alto, mas da nossa parte não servirá de desculpa para a intensidade do jogo e para aquilo que seremos ou não capazes de fazer, perante um Braga forte e intenso. Teve mais dias para preparar o jogo, têm jogadores mais frescos, mas a nossa ambição e vontade de ganhar são tantas que isso jamais servirá de desculpa».

Não quis dar importância às palavras de Frederico Varandas e André Villas-Boas, assim como o gesto de Luis Suárez no Clássico:

«Vou ser como o tempo, frio. Já disse o que tinha a dizer e não vou estar a comentar. O presidente é o poder máximo do clube. Estou só focado num jogo difícil neste caminho que temos traçado. Suárez? Já respondi a isso. É passado, não vou sequer comentar isso».

Falou também sobre a importância deste encontro para a corrida ao título:

«Se o Sporting ganhar amanhã, faz o que tem a fazer: a sua parte. Disse que queremos fazer uma 2.ª volta melhor do que a 1.ª. Temos de fazer uma 2.ª volta extraordinária e para isso temos de ganhar amanhã. Mais do que o jogo entre os dois rivais, temos de fazer a nossa parte e perceber depois a consequência de ganharmos. Se não fizermos a nossa parte, não interessa em nada o resultado dos outros. Temos um jogo difícil contra uma boa equipa que nos vai criar muitas dificuldades e teremos de estar no nosso máximo».

Relativamente à possível presença de Zeno Debast na convocatória, referiu:

«Debast pode entrar na convocatória e já podia entrar frente ao FC Porto, não entrou por opção porque achámos que não ia estar na melhor condição física. Amanhã poderá estar».

Rui Borges olhou ainda para o calendário do Sporting, revelando que Fotis Ioannidis não estará disponível para o próximo jogo:

«Não olho de todo dessa forma. A equipa está bem. Tivemos uma semana normal e entrámos agora em três ou quatro jogos mais seguidos. Pensamos que, a jogar ao quarto dia, conseguimos ter a equipa verdadeiramente capaz para dar resposta. É nisso que acreditamos muito. Tal como para o Braga e para o Bodo, jogamos ao quarto dia. Claro que há o desgaste da viagem, mas toda a gente está preparada para jogar. Tem muito a ver com o momento, com a perceção do momento da equipa, da época. E depois a parte estratégica de cada jogo. Penso que os dias em si não vão mudar em nada aquilo que é o pensamento: queremos muito ganhar amanhã e queremos muito poder ganhar o jogo no Bodo. Queremos muito continuar a marcar a história do Sporting na Champions. Ioannidis? Para já está fora amanhã».

Com a ausência do avançado grego, o técnico refletiu sobre o pouco descanso oferecido a Luis Suárez e deixou a possibilidade de Pedro Gonçalves ser titular:

«Com a não disponibilidade do Fotis, acaba-se por sacrificar um bocadinho mais o Luis. Felizmente temos conseguido equilibrar esse esforço com ele, recuperá-lo um pouco. É um jogador que felizmente não é muito dado a lesões. É um mouro de trabalho, um ‘bicho’. Nesse sentido estamos muito tranquilos. Meter uma velinha para não se aleijar e bater na madeira. Gostávamos muito de ter o Fotis porque achamos que seria importantíssimo nesta fase, até para ter esse equilíbrio em termos de desgaste físico do Luis. Mas é o que é. Quando não estiver o Luis, alguém vai dar resposta. O Pote está bem, a treinar normal, foi uma questão de gerir algum tempo. Amanhã poderá ou não jogar de início, logo se verá».

Destacou a dificuldade de fazer uma campanha ainda melhor do que na primeira volta, mas referiu que o primeiro passo nesse sentido tem de ser dado no próximo sábado:

«Se queremos fazer uma 2.ª volta extraordinária, passa por ganhar o jogo de amanhã. A nossa parte temos de fazer. Não adianta dizer ‘posso ganhar ou perder pontos se os outros ganharem ou perderem pontos’. A 1.ª volta já foi boa, só que alguém fez uma 1.ª volta extraordinária. A nossa ambição é ser 1.º, e para isso temos de fazer melhor do que a primeira volta. É difícil? É. Mas queremos muito. E também passa pelo jogo de amanhã. Queremos fazer a tal 2.ª volta melhor para chegarmos ao fim e dizer ‘fizemos uma 2.ª volta melhor do que a 1.ª’ e perceber se chegou para sermos campeões ou não. Dentro do nosso querer e vontade, passa muito pelo nosso jogo. E dê por onde der, temos de trabalhar muito, sabendo que vamos ter um jogo muito difícil».

Quando questionado sobre o resultado que preferia no clássico entre Benfica e FC Porto, Rui Borges focou-se no triunfo do Sporting:

«Ganhar o Sporting. Em relação à primeira parte, é a equipa com mais posse por décimas. Posso olhar das duas perspetivas. Naquilo que foi o jogo em casa, na 2.ª parte foram melhores do que nós na posse mas não criaram muito perigo. Marcaram num lance individual, um penálti, um puxão. O jogador tem milésimos de segundo para tomar decisões em alguns momentos. Será um bom desafio para ambas as equipas. Gostamos de ter a bola e não gostamos de não a ter, o Braga igual. É um bom desafio nesse sentido. Para nós, Sporting, é perceber que do outro lado temos de respeitar quem lá está, perceber aquilo em que são bons e sermos uma equipa muito equilibrada. Claro que há mérito do adversário em alguns momentos, do outro lado está uma equipa com 11 jogadores e um bom treinador, que também consegue fazer coisas boas e ser melhor do que nós em alguns momentos. Temos de ser mentalmente capazes de perceber todos os momentos do jogo. Em Alvalade, na 2.ª parte, fomos perdendo o discernimento aqui ou ali. Queríamos ter bola, pressionar, em alguns momentos não conseguimos. Na primeira fase de construção puxa muito os médios, o avançado, tira referências da linha defensiva. E no jogo aqui perdemos esse equilíbrio em alguns momentos, principalmente na 2.ª parte, sem o Braga criar situações de perigo. Mas deixou-nos desconfortáveis. E amanhã temos de ter a capacidade de não perder esse equilíbrio. Do outro lado estará uma equipa que gosta de ter bola perante grandes adversários e a sua Europa League também dita isso, a capacidade do Braga. Temos de ser mentalmente capazes de perceber que não podemos perder o equilíbrio, a organização e o rigor defensivo quando não tivermos bola».

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