Rui Costa marcou presença na Gala Cosme Damião, onde realizou um discurso agressivo e com várias bicadas.
Rui Costa marcou presença na Gala Cosme Damião, que serviu para celebrar o 122.º aniversário do Benfica. O presidente dos encarnados admitiu que tem de existir autocrítica, mas que há erros que não podem passar em branco:
«Somos os primeiros a ser autocríticos. No futebol masculino, assumimos sem rodeios, não estamos no lugar que queríamos. E sempre assim será quando não estejamos em primeiro. Não fugimos nem nunca fugiremos a essa responsabilidade. Mas não podemos, nem vamos aceitar de forma alguma, o que se tem passado no futebol português. Não podemos esquecer a forma como nos tiraram uma Taça de Portugal, nem ao que temos assistido ao longo deste campeonato. O exemplo da última jornada em Arouca é gritante, mas é só mais um exemplo ao que temos visto noutros campos».
O dirigente criticou o castigo a José Mourinho:
«Tal como também não podemos aceitar o castigo inqualificável a José Mourinho por facto que, comprovadamente, não aconteceram. Exigimos rigor. Exigimos respeito pelo Benfica. Exigimos competir em igualdade de circunstâncias com os nossos adversários. Continuaremos a lutar pelos nossos objetivos até ao último fôlego, é isso que eu exijo. Mas é imperativo que nos deixem lutar com as mesmas armas dos nossos rivais».
Rui Costa assumiu que o objetivo do Benfica terá sempre que passar por ser campeão:
«Há uma verdade que deve estar sempre presente: no Benfica a maior honra é ser campeão nacional. E por isso quero hoje homenagear todos os campeões nacionais que, no último ano, elevaram bem alto o nome do nosso clube. Desde logo, 7 das nossas 12 equipas seniores de futebol e modalidades de pavilhão. Também as equipas de modalidades com menor exposição mediática, mas com igual dedicação e mérito. E ainda um feito verdadeiramente histórico da nossa formação de futebol, que conquistou na mesma temporada os títulos de Sub-19, Sub-17 e Sub-15, além de ter vencido, pela primeira vez, a Taça Revelação em Sub-23. Para todos, uma enorme salva de palmas».

