Leonardo Jardim analisou a vitória do Flamengo frente ao Remo, no Brasileirão. O técnico português falou também da Taça Libertadores.
Leonardo Jardim analisou a vitória do Flamengo frente ao Remo, no Brasileirão. O técnico português deixou críticas à primeira-parte da equipa e elogios para o segundo tempo:
«Na primeira parte tivemos uma posse de bola estéril, fizemos muita circulação, mas não fomos agressivos a entrar no bloco defensivo adversário. Isso originou muitas perdas de bola e alguns lances de contra-ataque. Foi um ponto que abordei com os jogadores ao intervalo: tínhamos de ser mais eficazes a jogar entre linhas, em vez de apenas circular a bola de um lado para o outro. Foi isso que fizeram — dei-lhes os parabéns. Só jogadores inteligentes como eles conseguem entrar na segunda parte e, em 15 minutos, resolver o jogo. Pressionámos alto, com as linhas próximas, ganhámos as primeiras e segundas bolas e criámos oportunidades. Depois do 3-0, fiz algumas rotações por estratégia, porque temos outro jogo dentro de três dias, e passámos a ter mais posse para gerir o encontro», afirmou o técnico português em conferência de imprensa.
Leonardo Jardim falou também da gestão que fez na equipa do Flamengo:
«Temos preocupação não só com o Lino, mas com todos os avançados. Hoje foi o Araújo. O Cebolinha entrou. Já jogaram o Paquetá, o Plata também, o Carrascal. Tínhamos a preocupação de ocupar bem a área. Quanto mais jogadores colocarmos na área, maior a probabilidade de a bola sobrar para nós. Se pensarmos que só o avançado entra na área, uma equipa como o Flamengo, que cria muito, vai encontrar quatro adversários contra apenas um nosso. Procuramos que os jogadores ocupem bem a área. O Lino tem vindo a perceber isso. O Araújo já estava por dentro. O ressalto cai nos pés dele porque estava na área — se estivesse encostado à linha, não teria marcado. É uma ideia mais coletiva, não apenas para o Lino».
O técnico português foi ainda chamado a comentar o sorteio da fase de grupos da Taça Libertadores e os adversários do Flamengo na competição:
«Independentemente das equipas que estão no nosso grupo, temos de valorizar a nossa. Se me perguntarem se conheço as equipas, direi que não — não tenho grande conhecimento para falar sobre elas. Neste momento, o mais importante é a nossa responsabilidade de evoluir. Vamos ter tempo para trabalhar com os jogadores que não vão às seleções. Em termos estratégicos, mesmo com poucos dias, tivemos ótimos períodos de trabalho e os jogadores têm demonstrado uma atitude excelente. Estamos a conseguir tirar grande proveito de pouco tempo — comentou o treinador. É uma responsabilidade. Representar o Flamengo, com a obrigação de jogar para ganhar, motiva-me. Na Europa já há jogos da Liga dos Campeões, tal como na Ásia, e esta será a minha Liga dos Campeões. Será uma experiência para desfrutar e para mostrar a melhor versão no Flamengo».

