Rui Borges antevê Alverca x Sporting: «Será um jogo difícil»

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Rui Borges faz a antevisão ao Alverca x Sporting. Leões voltam a jogar depois da reviravolta histórica na Champions League.

Rui Borges já fez a antevisão ao Alverca x Sporting, jogo a contar para a jornada 27 da Primeira Liga e agendado para este domingo pelas 18h00. Em conferência de imprensa, o técnico dos leões começou por dizer o seguinte:

«Por todo o desgaste que foi o jogo com o Bodo, será uma tarefa difícil. A equipa do Alverca também tem crescido em 2026. Será um jogo difícil, é preciso perceber como estamos em termos físicos e na parte mental, que também conta muito. De forma geral, a equipa percebeu a importância do jogo, a intensidade, o peso psicológico de paixão e entrega ao jogo. O desgaste foi enorme e aqui o mais importante é isso, recuperá-los e ligá-los ao máximo na exigência».

Rui Borges admite mudanças na equipa:

«Sim, é possível que possa haver mudanças. Vamos ver como sentimos a equipa amanhã. Em relação à esquerda, não temos o Maxi [Araújo]. Temos o Nuno [Santos] e o [Ricardo] Mangas também de volta, por isso temos duas soluções que qualquer uma delas nos dá garantias».

Rui Borges foi questionado sobre se teme impacto do esforço físico do jogo frente ao Bodo/Glimt:

«Isso faz parte da grandeza do clube e da exigência. É disputar os jogos. Não há outro remédio, temos jogos de três em três ou quatro em quatro dias. Claro que houve um desgaste emocional e físico fora do normal e não fugimos a isso, mas temos de saber lidar com isso, arranjar estratégias de lutar contra esse desgaste. Mas não é agora, é algo que vem desde sempre. Vamos entrar num mês preenchidíssimo, estratosférico em termos de quantidade de jogos. Mas é a exigência de estarmos onde estamos e disputar aquilo que queremos. Temos de arranjar soluções».

Rui Borges falou sobre a lesão de Luís Guilherme:

«Em relação ao Luis Guilherme, penso que a paragem será entre quatro a seis semanas. Tem a ver com o tornozelo. Mais do que isso não posso dizer porque não sou médico».

Rui Borges falou sobre as idas de alguns jogadores às respetivas seleções e o calendário de abril:

«Pote, Trincão, Inácio, Rui, Luis [Suárez], são muitos. Não podemos fugir a isso. Querem jogar na Seleção, estão à porta do Mundial. Fico feliz por vê-los a concretizar mais um objetivo e um sonho. Não é por aí que vamos deixar ou não de dar resposta. Há lesões, há o ganho de forma que é difícil em jogos sobre jogos, as semanas são quase a recuperar e não a treinar… E a malta que precisa de tempo é difícil de adquiri-lo. Há exemplos: o Zeno tem vindo aqui em semanas em que só recupera. Vemo-lo jogar 30 minutos. Se o colocar de início, não vai ter aquela resposta, talvez durante 20 minutos. Depois a capacidade física não vai acompanhar. O treino é pouco porque andamos sempre em recuperação. É pagar se calhar a fatura do que tem sido a época toda, bastante exigente a nível de jogos. São jogos intensos, de grau de dificuldade elevado. Mas eles querem disputar esses jogos e é como digo: é arranjar estratégias de chegarmos na melhor forma e continuarmos a dar uma grande resposta».

Rui Borges voltou a falar sobre o adiamento do jogo com o Tondela:

«Arrependimento nenhum. Era um direito que tínhamos e acionámos. Não vou entrar muito por aí. É um direito regulamentar, optámos por isso e ainda bem que o fizemos, caso contrário não teríamos conseguido dar a resposta física e mental que demos no jogo com o Bodo. Estávamos mais frescos e demos uma resposta absolutamente fantástica durante 120 minutos. Zero arrependimento. Vamos ter de meter esse jogo em algum sítio. O resto é tudo ruído. Às vezes dizemos que os outros campeonatos é que são bons, mas acontece exatamente o mesmo».

Rui Borges falou sobre a situação física do plantel e olhou ainda para o Alverca:

«Felizmente, não houve mais quedas. Não temos tido grande sorte. O Luís Guilherme foi sozinho no último momento do treino… Há coisas que não conseguimos controlar. O desgaste físico e mental é a única coisa menos positiva que trazemos do jogo e temos de lutar contra isso. Em relação ao Alverca, claramente. Por aquilo que foi o jogo com o Bodo, por tudo o que é descer à Terra. De repente ganhamos e esvazia o balão de oxigénio. Agora é importante arranjar formas de ligar o jogador, puxar a energia. Por mais que queiramos dar a mesma resposta é impossível. Isso queria eu. O tempo de repouso e descanso não é o mesmo, a recuperação também não será. Mas teremos de puxar a energia para um patamar de exigência bom contra uma equipa que em 2026 ainda não perdeu em casa e tem crescido bastante. Em termos de bloco médio-baixo é das melhores em termos defensivos. Vai exigir muito de nós. O jogo pode entrar em transições também. É perceber a resposta que vamos conseguir dar perante uma equipa que está a crescer e tem bons valores».

Rui Borges foi questionado sobre o tema renovação:

«As notícias fazem parte, é o vosso trabalho. Em relação à renovação estou super tranquilo, sei bem o que é a nossa interação com a estrutura, a confiança mútua. Tenho contrato com o Sporting. Não houve reunião nenhuma. O que tiver de acontecer, será a seu tempo. Tondela? É ruído, faz parte mas era um direito que tínhamos. Estamos sempre a dizer que o inglês é o melhor, mas vejam a quantidade de jogos adiados. Às vezes criticamos o nosso e enaltecemos os outros, mas estamos ao mesmo nível».

Rui Borges falou sobre alguns jogadores do Sporting, começando por abordar as situações de Fotis Ioannidis e de Luis Suárez:

«Ioannidis não está e não acredito que esteja nas próximas semanas. Em relação ao Luis, é um caso muito particular. Também apelamos e acreditamos que os selecionadores tenham bom senso, percebem o que tem sido o desgaste dos jogadores nos clubes e aquilo que ainda vão ter pela frente. Acredito que também vão conseguir gerir algum desgaste dos atletas, em particular do Luis. Será sempre importante para nós, até porque tem sido um jogador bastante sacrificado no sentido de dar tudo à equipa. Nota-se em alguns momentos que fisicamente tem sido estrondoso, mas não é uma máquina. Já teve quebras e é natural. Diomande? Se calhar é a posição mais difícil de gerir no Sporting, a dos centrais. Tenho quatro centrais fabulosos, diferentes e todos eles merecem jogar. E dá dores de cabeça. O Eduardo Quaresma tem respondido bem e tem tido minutos. Se calhar o treinador com quem tem tido mais minutos em termos de seguimento até sou eu. O Diomande teve esta quebra no Ramadão, até pela estrutura física e atlética dele, é normal que a energia não tenha estado lá da mesma forma. O Inácio tem feito uma época fantástica. É a posição mais difícil de escolher em alguns momentos e qualquer um poderá ser titular amanhã».

«Euforia é para fora. Para nós, internamente, a euforia acabou passado 10 minutos. Para mim, pelo menos, acaba. Percebi que temos pouco tempo para recuperar, percebi a exigência do jogo. Percebemos, enquanto treinadores, a dificuldade que será o jogo com o Alverca. Para fora é natural que haja [euforia], internamente os jogadores também quebraram logo. Tiveram a folga para respirar, aproveitaram com a família. Mas a partir do momento em que começámos a treinar, não existiu mais euforia. Vejo-os ligados, mas é conseguir puxar a energia deles, não só com o treino mas também extra-treino. Colocar a energia num estado alto para conseguir dar resposta num jogo que será de grau de dificuldade grande», disse também Rui Borges.

Diogo Lagos Reis
Diogo Lagos Reishttp://www.bolanarede.pt
Desde pequeno que o desporto lhe corre nas veias. Foi jogador de futsal, futebol e mais tarde tornou-se um dos poucos atletas de Futebol Freestyle, alcançando oficialmente o Top 8 de Portugal. Depois de ter estudado na Universidade Católica e tirado mestrado em Barcelona, o Diogo está a seguir uma carreira na área do jornalismo desportivo, sendo o futebol a sua verdadeira paixão.

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