O FC Porto derrotou o Braga por 2-1 na 27.ª jornada da Primeira Liga. Carlos Vicens respondeu à questão do Bola na Rede em conferência de imprensa.
Carlos Vicens analisou a derrota do Braga frente ao FC Porto por 2-1, no jogo da 27.ª jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve presente no Estádio Municipal de Braga, e, no final do encontro, teve a oportunidade de colocar uma questão ao treinador espanhol.
Infelizmente, não nos foi concedida a oportunidade de fazer uma questão a Francesco Farioli, treinador do FC Porto.
Bola na Rede: O FC Porto pressionou a primeira fase de construção do Braga com uma linha de quatro e vimos várias vezes a equipa a tentar explorar o espaço nas costas. Eu gostaria de lhe perguntar o porquê da preferência pelo jogo direto nessa primeira fase e o objetivo das diagonais do Víctor Gómez e do Rodrigo Zalazar e do Pau Victor nesse sentido?
Carlos Vicens: A pressão do FC Porto é homem a homem e, quando isso acontece, é importante tentar explorar o 11×10 que se cria, aproveitando o Lukas Hornicek como jogador extra. O que procurámos dar à equipa foi, numa primeira fase, opções de passe que permitissem explorar o jogo entre linhas e, depois, em determinados momentos, que um jogador da segunda linha atacasse a profundidade. Outra solução passou por utilizar o Rodrigo Zalazar, que hoje foi o jogador mais adiantado, tirando partido da sua capacidade física para nos fixarmos no meio-campo adversário. Foi uma abordagem diferente daquela que preparámos frente ao Ferencvaros, onde utilizámos mais o Gabri Martínez nesse tipo de diagonais. Desta vez, optámos por guardar essa solução para o decorrer do jogo, procurando tê-lo mais fresco numa fase mais adiantada. Ainda assim, conseguimos criar algumas situações de potencial perigo e estar mais tempo no meio-campo adversário. No entanto, na primeira parte não conseguimos encontrar o Diego Rodrigues com regularidade. Tivemos de esperar pelo intervalo para ajustar e tentar potenciar melhor o seu contributo nos primeiros minutos da segunda parte. Mais tarde, lançámos o Gabri para acrescentar uma opção na profundidade, no 1×1 e na presença em zonas de finalização. Apesar disso, acabámos por conseguir explorar menos vezes essas situações do que gostaríamos. Ainda assim, é por aí que faço a análise às questões que me colocaste.

