Fábio Espinho foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. Técnico falou no Académico de Viseu e em André Clóvis.
Fábio Espinho concedeu uma entrevista exclusiva ao Bola na Rede. Técnico garantiu que espera ver o Académico de Viseu subir de divisão e falou em André Clóvis, avançado do clube.
«Sabemos como é a Segunda Liga e temos vários exemplos de clubes que andam no cimo da tabela e no último terço do campeonato têm quebras e quem vem de baixo vem lançado e consegue apanhar esses clubes. É verdade que estão num bom momento e chegam depois de uma grande vitória contra o líder [Marítimo] e abriram ainda mais a margem para o terceiro e quarto classificado. Acredito que sim. O Viseu é um clube que confere de boas condições, tem excelentes pessoas e profissionais à frente do clube, com visão. Tem tudo para subir de divisão e é merecido pelo investimento e por tudo o que têm feito, mas por um ou outro fator não têm conseguido. Acredito piamente que este ano são um forte candidato a subir de divisão», enalteceu Fábio Espinho, que falou de André Clóvis.
«Há fatores e coisas que a gente não controla. Houve um investimento forte no André Clóvis e temos de perceber a situação do clube. Tenho uma boa relação com ele e é um avançado com quem dá gosto trabalhar. É muito aplicado, tenta ser melhor a cada dia que passa. A nossa passagem por lá coincidiu com uma fase menos boa no que toca a exibições e a golos. Andávamos a pensar numa estratégia para tentar tirar o máximo de rendimento do André Clóvis, não só de jogo jogado, mas de golos e números. Era importante porque tudo somado ajuda a equipa. Era uma fase em que a bola não entrava, não conseguia fazer golo e via-se o nervosismo e a ânsia de querer. Nós, equipa técnica, fizemos-lhe um vídeo individual. Combinei com o analista e pedi-lhe para sacar os 30 e tal golos que ele tinha marcado na temporada passada e fazer um compacto de vídeo com esses golos para lhe tentar despertar alguma coisa na parte emocional. Mostrámos-lhe esse vídeo e foi impactante. Saiu de lá a chorar e a dizer que precisava mesmo daquilo e agradeceu. Isto para dizer que tenho uma relação com ele. Há duas ou três semanas mandei-lhe uma mensagem a parabenezá-lo pela época que está a fazer e pelos golos que está a marcar. Ele respondeu e disse que também foi trabalho meu. Como treinadores gostamos de ouvir o reconhecimento do outro lado, mesmo que seja 1 ou 2%. Sei que não tive influência nenhuma, além do mais nem estou lá, mas é bom receber esse feedback. Sabe sempre bem receber este tipo de mensagens», destacou o treinador.
Lê toda a entrevista de Fábio Espinho.

