Marc Cucurella comentou a presente temporada do Chelsea e deu a sua opinião sobre o despedimento de Enzo Maresca.
Em entrevista ao The Athletic, Marc Cucurella falou sobre a atual temporada do Chelsea e as decisões do clube londrino, sobretudo no que diz respeito à saída de Enzo Maresca e à chegada de Liam Rosenior. O internacional espanhol destacou a boa relação que o treinador italiano tinha com a equipa:
«Com Maresca, éramos mais estáveis porque trabalhámos juntos durante 18 meses. Se olharmos para a nossa primeira pré-época com ele, o Chelsea venceu apenas um dos seis jogos amigáveis e perdeu três), havia dúvidas. Cada jogador precisa de um processo para entender o que deve fazer. Nos últimos meses com Maresca, jogávamos quase de forma automática. Se mudássemos o sistema, sabíamos o que era exigido de nós. É preciso esse tempo. Vejam o Arsenal, que luta por todos os troféus. Está com (Mikel) Arteta há quase sete anos e não ganhou muito. Mas essa fé no projeto dá resultados. Sabíamos o que Maresca queria de nós. Ganhar um título como o Mundial de Clubes também ajuda, fortalece a ligação e criam-se ótimas relações durante as celebrações. Quando um treinador te dá essa confiança e te oferece uma plataforma para lutar por títulos, morrerias por ele».
Marc Cucurella admitiu ainda que não teria despedido Enzo Maresca se tivesse poder de decisão:
«O momento em que Maresca saiu afetou-nos muito. São decisões tomadas pelo clube. Se me perguntassem, eu não teria tomado essa decisão, não o teria despedido. Para fazer uma mudança como essa, o melhor é esperar até ao final da época. Assim, dar-se-ia a todos — jogadores e novo treinador — tempo para se prepararem e para terem uma pré-época completa. Em suma, a instabilidade no clube vem daí».
Ainda assim, o defesa do Chelsea teceu elogios a Liam Rosenior, atual treinador dos blues:
«Rosenior é uma excelente pessoa e está a fazer um trabalho fantástico na gestão do grupo e dos temperamentos. Gosta de estar perto de nós e as suas ideias de futebol são boas, mas não temos tempo para as trabalhar. Treinamos em jogos competitivos, porque jogamos de três em três dias e isso não nos deixa tempo para trabalhar no campo de treino. Neste contexto, é normal que os planos, por vezes, não resultem e que passemos por momentos difíceis».
Recentemente, Marc Cucurella também admitiu o sonho de representar o Barcelona na sua carreira profissional.

