Luís Pinto falou aos jornalistas, à margem do Fórum da Associação Nacional de Treinadores de Futebol 2026, que se realiza entre os dias 30 e 31 de março.
Luís Pinto falou durante a Associação Nacional de Treinadores de Futebol 2026, que se realiza no Palácio de Congressos do Algarve. O técnico português quebrou o silêncio após a saída do Vitória SC:
«Fiquei muito feliz pelo que foi conseguido lá e pelo percurso. Pela forma como conseguimos acrescentar um título ao clube e pela valorização dos jogadores. Acima de tudo, isso. Já sabemos como o futebol é. Há movimento neste mundo, sabemos que as mudanças fazem parte. Então, prefiro tirar a parte positivo e não pensar tanto se fiquei desiludido. É retirar o que de bom conseguimos fazer. Magoado? Não, acho que é uma questão mesmo natural. É futebol, não há muito para dizer. Aquilo que me interessa realmente é poder continuar a somar títulos e dar passos em frente no meu objetivo, enquanto treinador. Foi um orgulho muito grande treinar o Vitória e acrescentar títulos. Se eles saem mais lesados, ou não, já não me compete a mim analisar».
O técnico garantiu que o balanço do seu trabalho foi muito positivo e que sentia condições para continuar a trabalhar:
«Sentia condições para fazer o trabalho que estava a ser feito, mas não sou eu que tenho de sentir. É uma realidade e não é só o futebol português. Também olhamos para o inglês, que era de estabilidade, e vemos mudanças. Já sabemos que são coisas que podem acontecer. Não podemos ficar desiludidos e magoados. Temos é de continuar a focar e trabalhar para um próximo projeto, que vai aparecer. Fizemos muita coisa bem feita, conseguimos uma conquista, tivemos um percurso em casa praticamente imaculado. Fora de casa não foi tão forte como gostaríamos que tivesse sido, mas naquilo que foi o global e o que foi pedido no início de época, de valorizar o clube e os ativos, sinceramente, foi fantástico e bem feito. Temos a seleção de Sub-21 com três jogadores do Vitória e são jogadores que estavam no Campeonato de Portugal. E podem seguir depois para outros contextos. Não acho que tenha corrido mal, é futebol. São dores de crescimento e o balanço é muito positivo».
Luís Pinto assumiu que pretende voltar a trabalhar e que aceitará convites em Portugal ou no estrangeiro:
«Tenho nos meus horizontes a possibilidade de ir para fora. [Já tem proposta concreta?] Não, não tendo fechado o mercado nacional, porque isso não tenho. Nós conseguimos ter sucesso no nosso país e acho que é diferente. Se pudermos continuar a fazer a carreira aqui, num contexto aliciante, claro que as portas estarão abertas para isso, tal como se surgir para o estrangeiro. Para voltar agora terá de ser algo que sintamos que faz todo o sentido. Também estou a aproveitar uma fase da minha vida para estar mais desligado, que também são coisas importantes. Os meus filhos também estão a adorar que eu esteja sempre em casa. Neste momento, só se aparecer algo que sintamos que é mesmo irrecusável».
O técnico deixou também um agradecimento público para José Mourinho, após as palavras do treinador dos encarnados no encontro frente ao Vitória SC:
«Senti-me lisonjeado. Estamos a falar, só, da maior figura do treino em Portugal. No mundo, há pessoas que podem achá-lo o maior, se não foi, é o segundo maior. Senti-me mesmo lisonjeado e agradeço as palavras publicamente. Foi por ele que muitos de nós desenvolvemos o gosto pelo treino. Ele ter dito o que disse fez-me acreditar que estamos a fazer as coisas bem e que temos de continuar».
Luís Pinto não descartou também treinar Benfica, Sporting ou FC Porto no futuro:
«Todos eles estão muito bem orientados e estão a fazer muito bem o seu trabalho. Se algum dia, esse momento aparecer, claro que trabalhamos para isso e trabalhamos para esses passos que temos de dar».

