

A última jornada da WSE Champions League de Hóquei em Patins confirmou uma ideia cada vez mais evidente: há jogos equilibrados… e depois há jogadores que os desequilibram.
O Bola na Rede traz-te cinco nomes que marcaram a penúltima ronda da fase de grupo da mais importante competição europeia.
Roberto Di Benedetto (SL Benfica)
Eficácia no momento certo
Num contexto exigente fora de casa, foi Di Benedetto quem transformou superioridade em números. O Benfica controlou largos períodos do jogo que culminou na vitória forasteira frente à Oliveirense (1-3), mas foi a capacidade do francês em aparecer nos espaços certos que desbloqueou o encontro.
Mais do que os golos, foi a leitura dos momentos: quando acelerar, quando fixar, quando finalizar. Num jogo que podia cair na gestão excessiva, foi ele quem garantiu que a equipa não deixou margem para surpresa.
É esse perfil — clínico e pragmático — que faz dele um dos jogadores mais decisivos desta fase da competição.
Carlo Di Benedetto (FC Porto)
A referência ofensiva constante
Num jogo em que o coletivo do Porto teve momentos de oscilação, Carlo foi o ponto de estabilidade. Sempre disponível para dar linha de passe, sempre perigoso na área, foi ele quem manteve a equipa ligada ao resultado e que permitiu a vitória na Catalunha perante o Reus (0-2).
A sua presença obriga qualquer defesa a recuar — e isso, por si só, já muda o jogo. Nesta jornada, voltou a assumir esse papel de referência: não só finaliza, como condiciona toda a organização defensiva adversária.
É o tipo de jogador que não precisa de dominar o jogo todo para o decidir e que contribui para a liderança do Porto, no grupo A.
Gonçalo Alves (FC Porto)
O cérebro que define o ritmo
Se Carlo dá profundidade, Gonçalo Alves dá sentido ao jogo. Nesta jornada, voltou a ser o principal organizador ofensivo do Porto, especialmente nos momentos em que a equipa precisava de pausar e reorganizar.
Foi dele que saíram muitas das decisões certas: variações de flanco, assistências em zonas de rutura e gestão do tempo de ataque.
Num jogo rápido e por vezes caótico, foi o jogador que trouxe critério. E numa Champions cada vez mais tática, isso é muitas vezes o que separa ganhar de perder.
Davide Gavioli (Hockey Trissino)
Eficiência silenciosa
O Trissino voltou a mostrar porque é uma das equipas mais equilibradas da competição — e Gavioli encaixa perfeitamente nessa identidade.
Nesta jornada, no empate frente ao Barcelona (3-3), destacou-se não tanto pelo brilho individual, mas pela consistência: poucas perdas de bola, decisões rápidas e participação constante na construção ofensiva.
Num jogo de margens curtas, foi um dos jogadores que garantiu que a equipa nunca se desorganizou. Pode não aparecer sempre nos destaques, mas é o tipo de jogador que sustenta vitórias.
João Souto (UD Oliveirense)
O desbloqueador de jogos
Num jogo marcado pelo equilíbrio e por momentos de maior tensão, Souto assumiu o papel mais difícil: decidir.
Com o resultado em aberto, foi ele quem encontrou espaço onde parecia não existir, criando desequilíbrios em situações de 1×1 e aparecendo em zonas de finalização com timing perfeito.
Apesar da derrota frente às águias e mais importante do que números, foi impacto: cada ação sua teve peso no jogo. E numa competição onde os detalhes fazem a diferença, ter um jogador capaz de desbloquear cenários fechados é meio caminho andado para vencer.

