Álvaro Arbeloa negou, em conferência de imprensa, que Espanha seja um país racista. O técnico confirmou ainda o desgaste de Vinícius Júnior para o duelo com o Mallorca.
Álvaro Arbeloa, treinador do Real Madrid, fez a antevisão do embate frente ao Maiorca (30.ª jornada da La Liga), mas o encontro com os jornalistas acabou dominado pela reação aos incidentes de discriminação em solo espanhol e pela gestão física de Vinícius Júnior. Dias após o encontro amigável entre Espanha e Egito (0-0) ter ficado manchado por cânticos islamófobos em Barcelona, o técnico merengue fez questão de afastar rótulos generalistas ao país.
«A Espanha não é um país racista, caso contrário, teria incidentes todos os fins de semana em todos os campos», declarou Álvaro Arbeloa, em conferência de imprensa aos jornalistas.
O treinador defendeu ainda que o país é «muito tolerante» e traçou o caminho que deve ser seguido:
«Temos de continuar a lutar com a mesma força para que estes atos não voltem a acontecer, num campo ou na sociedade. A posição do desporto deve ser a de erradicar todos os tipos de comportamentos racistas», acrescentou perante a comunicação social presente na sala.
No que toca à vertente desportiva, Álvaro Arbeloa lembrou que o Real Madrid não tem margem para deslizes:
«Restam-nos nove finais e a primeira é amanhã».
Questionado sobre Vinícius Júnior, o treinador atirou:
«Está cansado, porque o meu amigo Carletto (Carlo Ancelotti) não lhe deu muito descanso, como é normal. A exigência no Real Madrid e no Brasil é enorme», rematou o técnico espanhol.

