5 jogadores do Bétis que o Braga tem de estar atento

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O encontro de quarta-feira, em Braga, promete ser um verdadeiro teste à solidez e ambição do SC Braga perante um adversário que se distingue pela maturidade competitiva e pela qualidade coletiva. O Bétis, formação andaluza orientada por Manuel Pellegrini, um treinador experiente e metódico, apresenta uma identidade bem definida, assente na posse criteriosa, na inteligência posicional e numa notável capacidade de gerir diferentes momentos do jogo. Não se trata apenas de talento individual, mas de um conjunto que funciona como um todo coeso e difícil de desmontar.

Dentro dessa estrutura, destacam-se várias unidades que elevam o nível competitivo da equipa e que podem fazer a diferença em momentos-chave. Há criatividade entre linhas, velocidade nas transições e uma eficácia crescente no último terço, fruto de dinâmicas bem trabalhadas e de uma leitura de jogo acima da média. Para o SC Braga, será essencial manter concentração máxima e equilíbrio tático, já que qualquer espaço concedido pode ser rapidamente explorado com qualidade e critério.

Perante um coletivo tão equilibrado e repleto de soluções, a tarefa de destacar apenas cinco jogadores torna-se tudo menos simples. A profundidade do plantel e a forma como as peças se encaixam no modelo tornam qualquer escolha inevitavelmente discutível. Ainda assim, há nomes que, pelo impacto recente e pela influência no jogo da equipa, merecem atenção redobrada neste duelo europeu. E são esses que se seguem.

5.

Sofyan Amrabat
Fonte: Edmilson Monteiro/Bola na Rede

Sofyan Amrabat – Depois de já ter passado por Fiorentina e Manchester United, sobretudo após as grandes exibições no Mundial 2022, pela seleção marroquina, o médio está, agora, emprestado pelo Fenerbahçe, sendo que, esta época, leva 14 jogos e um golo marcado pela turma espanhola. Aliás, esse mesmo tento foi logrado no último jogo que os andaluzes realizaram na Liga Europa, na reviravolta consumada diante do Panathinaikos, nos oitavos de final da prova, com uma goleada por 4-0 no Estádio de La Cartuja (o Benito Villamarín está temporariamente encerrado para remodelações), depois de uma derrota, na Grécia, por 1-0.

Assim, o internacional marroquino é o garante do equilíbrio estrutural da equipa andaluza, posicionando-se quase sempre em zonas de cobertura central, à frente dos centrais, com uma leitura muito apurada dos momentos do jogo. A sua principal virtude está na forma como interpreta os espaços, ou seja, na forma como encurta linhas quando a equipa pressiona, no modo como recua no timing certo para proteger a profundidade, bem como ao estar constantemente bem orientado corporalmente para reagir à perda. No momento defensivo, é agressivo na abordagem ao portador, mas raramente se desorganiza, privilegiando a contenção inteligente e o fecho de linhas de passe interiores.

Com bola, funciona como primeiro organizador, muitas vezes a baixar entre centrais ou a posicionar-se em apoio frontal para dar saída limpa. Opta por uma circulação segura, mas revela critério na variação de flanco e, sobretudo, no passe vertical tenso que rompe linhas. A sua presença permite que os médios mais adiantados joguem com maior liberdade, sabendo sempre que existe uma referência posicional que garante cobertura às perdas e estabilidade nas transições defensivas.

4.

Pablo Fornals – Depois de cinco épocas e meia em Inglaterra, ao serviço do West Ham, o criativo espanhol voltou, no inverno de 2024, à Península Ibérica, para representar os béticos e esta já está a ser a sua melhor época com a camisola verde e branca, contabilizando, até ao momento, 42 jogos, com sete golos e seis assistências pelo caminho.

Desta forma, Pablo Fornals destaca-se pela inteligência na ocupação dos espaços interiores, operando entre linhas com grande sentido posicional. Não é um médio estático, no sentido em que, na maioria das vezes, procura zonas de receção onde se possa virar para o jogo e acelerar a circulação. A sua capacidade de jogar em apoio e em rutura torna-o difícil de controlar, aparecendo tanto em zonas de criação como em zonas de finalização. Tem uma leitura muito fina do posicionamento adversário, explorando espaços nas costas do meio-campo contrário.

Tecnicamente, é um jogador muito limpo na execução, com um primeiro toque orientado que lhe permite ganhar tempo e espaço. O passe entre linhas é uma das suas maiores armas, especialmente em combinações curtas e triangulações em zonas congestionadas. Defensivamente, encaixa bem na organização coletiva, fechando por dentro e ajudando a densificar o corredor central, o que contribui para a equipa manter-se compacta e equilibrada.

3.

Abde Ezzalzouli
Fonte: Edmilson Monteiro/Bola na Rede

Abde Ezzalzouli – O já internacional marroquino em 35 ocasiões, é formado no Barcelona, onde se chegou a estrear pela equipa principal (passou, ainda, por meio de um empréstimo, pelo Osasuna), mas já está a fazer a sua terceira época pelos andaluzes, registando, até agora, 33 jogos, com nove golos e sete assistências.

Assim sendo, é um extremo de perfil mais vertical, que procura constantemente explorar a profundidade e atacar o espaço nas costas da linha defensiva. Posiciona-se muitas vezes aberto no corredor esquerdo para dar largura, mas o seu verdadeiro impacto surge quando acelera em condução, sobretudo em situações de transição. A sua velocidade obriga a defesa contrária a recuar, criando espaço para o resto da equipa subir no terreno.

No plano tático, é um jogador que privilegia o confronto direto, procurando situações de um para um onde possa tirar partido da sua explosividade. Nem sempre opta pela solução mais simples, mas é precisamente essa imprevisibilidade que o torna difícil de antecipar. Defensivamente, contribui com intensidade na pressão, especialmente quando a equipa tenta recuperar a bola em zonas altas, embora a sua principal função seja claramente ofensiva e de desequilíbrio.

2.

Cucho Hernández
Fonte: Edmilson Monteiro/Bola na Rede

Cucho Hernández –Em termos de carreira, pode-se dizer que o internacional colombiano demorou um pouco a afirmar-se, com várias passagens irregulares por Watford, Huesca, Mallorca e Getafe, mas, na sua passagem pela MLS, mais concretamente pelo Columbus Crew, obteve números estrondosos, tendo, em 2024, acabado por ser contratado pelo Real Bétis, onde, apesar da primeira época ter sido algo mais discreta, com apenas 15 jogos (cinco golos e uma assistência), já leva, na presente temporada, 31 jogos, com 11 golos e quatro assistências rubricadas.

Ora, deste modo, apresenta-se como um avançado móvel, com grande capacidade para sair da zona central e ligar o jogo com os médios. Não se limita a ocupar a área. Aliás, recua para criar linhas de passe, arrasta marcações e abre espaço para as entradas dos extremos ou médios ofensivos. Deste modo, a sua leitura dos momentos ofensivos permite-lhe alternar entre apoio frontal e movimentos de rutura com eficácia.

Em termos táticos, é muito importante na forma como coordena a pressão alta, sendo o primeiro a condicionar a saída de bola adversária. Sabe orientar a pressão para zonas específicas e trabalha bem na recuperação imediata após perda. Dentro da área, destaca-se pela inteligência no posicionamento, escolhendo bem os timings de ataque à bola e encontrando espaços entre centrais com grande eficácia e variedade.

1.

Antony
Fonte: Edmilson Monteiro/Bola na Rede

Antony – Foi, de facto, no Real Bétis que internacional brasileiro se conseguiu reerguer no que à carreira diz respeito, depois de ser considerado, para muitos, um “flop” no Manchester United, onde nunca se conseguiu afirmar, até por todas as grandes expectativas que estavam depositadas sobre si, após grandes épocas no Ajax, sob o comando técnico de Erik Ten Hag, que depois, lá está, o acabou por “levar” para os red devils. A verdade é que, na época transata, no mercado de transferências de inverno, foi emprestado ao emblema andaluz, tendo realizado uma grande segunda metade de temporada, que levou os andaluzes, com o próprio apoio da massa adepta, a fazer um esforço para o contratar em definitivo. Em 2025/26, leva já 37 partidas, com 12 golos e nove assistências registadas.

No fundo, é um extremo que, ao contrário, por exemplo, de Abde Ezzalzouli, oferece largura inicial, mas cujo jogo se define sobretudo pelos movimentos interiores a partir da direita. Recebe muitas vezes colado à linha para atrair o adversário direto e, a partir daí, procura o drible para dentro, explorando o seu pé dominante, o esquerdo. Logo, a sua ação obriga a constantes ajustes defensivos, já que tanto pode ir para o remate em arco como procurar combinações rápidas em zonas interiores.

Do ponto de vista tático, beneficia de uma estrutura que lhe assegura coberturas, permitindo-lhe arriscar no um para um sem comprometer o equilíbrio coletivo. É frequente vê-lo alternar entre momentos de fixação em largura e incursões para zonas de meia distância, o que cria dúvidas nas marcações. Além disso, a sua capacidade de acelerar ou pausar o jogo em condução faz dele um elemento-chave na quebra de blocos mais baixos e/ou compactos.

Raul Saraiva
Raul Saraiva
O Raúl tem 19 anos e está a tirar a Licenciatura em Ciências da Comunicação. Pretende seguir Jornalismo, de preferência desportivo. Acredita que se aprende diariamente e que, por isso, o desporto pode ser melhor.

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