O Friburgo enfrenta o Braga na segunda-mão das meias-finais da Europa League. A equipa alemã conta com alguns craques.
FRIBURGO NA BRISGÓVIA, ALEMANHA- O Friburgo é um projeto que tem crescido paulatinamente nos últimos anos, com uma estrutura sólida, com poucas mudanças, valorizando o que tem em casa, comprando de uma maneira assertiva e vendendo alguns ativos para emblemas de outro traquejo, conseguindo fechar a maioria dos mercados de transferências no verde. A pouco e pouco, os fuchs têm conseguido afirmar-se na Bundesliga, entrando na disputa pelos postos europeus.
Para realizar épocas consistentes, o Friburgo (tal como todos os clubes) necessitam de montar plantéis com valências claras e os alemães possuem jogadores interessantes, que podem complicar a vida ao Braga na segunda-mão da meia-final da Europa League, com um Europa Park Stadium a apertar os minhotos. Julian Schuster tem nas suas mãos um elenco interessante, equilibrado, com soluções para todas as posições, com atletas que vão dar o salto no mercado de transferências do verão de 2026.
Para a montagem deste artigo, foram eleitos cinco nomes a ter em conta do Friburgo, mas o plantel funciona bem principalmente pelo seu todo e as conexões entre os vários setores do terreno. Todavia, há elementos que conseguem captar mais a atenção do que outros. Daí serem os craques.
Eis os cinco nomes referência do Friburgo:


Noah Atubolu- Um nome que se está a transformar numa referência dentro do futebol alemão apesar de ter apenas 23 anos de idade. Formado no Europa Park Stadion, o guarda-redes sempre foi visto como um elemento recheado de potencial, um futuro titular. Acabou por ser lançado por Christian Streich, consolidando-se pelas mãos de Julian Schuster.
Noah Atubolu tem sido destaque nas últimas semanas pela sua capacidade de parar grandes penalidades, defendendo cinco penáltis consecutivos, registo que deixou a Alemanha de boca aberta. Contudo, o atleta conta com outras valências: cumpre com a bola nos pés, com relativo acerto em bolas longas, além de uma boa capacidade de interpretação dos lances, com uma boa saída área.
O jogador é um futuro selecionável por parte da Alemanha, com Julian Nagelsmann de olho nas suas capacidades, sendo um dos candidatos a assumir a baliza da Mannschaft, a par de Jonas Urbig. O seu contrato é válido até 2027 e conta com um valor de mercado de 20 milhões de euros.




Jan-Niklas Beste- Nome mais conhecido desta lista, já que passou pela Primeira Liga, ao serviço do Benfica. O alemão brilhou no Heidenheim, não se afirmou na Luz e regressou ao Friburgo, onde voltou a alcançar um patamar satisfatório, numa posição bem diferente da qual o víamos de águia ao peito.
No Benfica, Jan-Niklas Beste fazia a asa esquerda, podendo atuar a lateral e a extremo, nunca se conseguindo afirmar em pleno à realidade portuguesa, ainda que se notasse que se tratava de um ativo de qualidade.
Formado no Borussia Dortmund, o Friburgo investiu oito milhões de euros e Julian Schuster passou a utilizá-lo mais pela direita, como extremo, provocando uma associação com Pillip Treu. Jan-Niklas Beste passou assim a ser um extremo capaz de auxiliar o Friburgo na hora de defender (bom desempenho no que diz respeito aos desarmes), sendo que a turma do sul da Alemanha sente-se confortável sem ter a bola, saindo em contra-ataque. A velocidade do ex-Benfica é uma vantagem nesta situação de jogo.
Além disso, Jan-Niklas Beste também se destaca pelos bons cruzamentos que realiza, o que permite ser um dos jogadores do Friburgo que mais ocasiões consegue criar. O atleta passou a ser peça fundamental no esqueleto da equipa, somando 43 encontros, dois golos e cinco assistências. Não está descartada uma ida ao Mundial 2026.
O seu contrato termina em 2030, contando com uma avaliação de sete milhões de euros.




Vincenzo Grifo- Um dos nomes referência do Friburgo neste século, um internacional italiano que sente o clube como poucos. Vincenzo Grifo vive aos 33 anos uma boa fase na sua carreira, nesta que é a sua terceira passagem pelo Europa Park Stadion. O médio ofensivo está perto de estabelecer o seu recorde de golos numa só época, atuando pela esquerda do ataque.
Vincenzo Grifo é essencialmente o homem-golo deste Friburgo, a referência ofensiva, estando no momento de marcar, mas também no de criar, pecando na hora de defender, onde Jan-Niklas Beste, que atua pela outra banda, consegue destacar-se mais. Em 2025/26 leva 49 encontros disputados, com 14 golos e sete assistências. O italiano é uma arma que pode ferir o Braga, tem a capacidade de ‘revolucionar’ uma partida por completo numa só jogada e a ala direita dos minhotos terão que realizar marcação cerrada.
Ídolo do Friburgo, é bem provável que o jogador termine a sua carreira no Europa Park Stadion. O seu contrato está perto do fim, finalizando em junho de 2027, mas a estrutura terá em conta a sua importância. O seu valor de mercado é de cinco milhões de euros.




Yuito Suzuki (não joga frente ao Braga)- Depois de vender Ritsu Doan ao Frankfurt por 21 milhões de euros, o Friburgo viu-se necessitado de encontrar um novo craque nipónico e viu em Yuito Suzuki o nome ideal, encaixando na perfeição no plano de Julian Schuster. O médio ofensivo destacou-se no Brondby e levou a um investimento de 10 milhões de euros, verba que obriga a que o atleta tenha uma produção imediata. Os resultados estão à vista de todos: 41 encontros, nove tentos e seis assistências.
Yuito Suzuki faz o papel de segundo avançado na perfeição, com liberdade para pisar vários terrenos, criando confusão na marcação. Aparece pelos lados, trocando momentaneamente de posição com os colegas extremos, junta-se ao ponta de lança, dando azo à subida de Johan Manzambi para terrenos mais adiantados.
A posição de segundo avançado é apreciada na Alemanha, com os médio ofensivos centros a mudarem de caraterísticas para poderem encaixar na tática. A sua grande lacuna? Os duelos, pela fraca estampa física, relevando relativas dificuldades na hora de defender. Se fosse perfeito, não estaria neste patamar.
Com um contrato válido até 2029, promete ser a referência do Friburgo por alguns anos, ainda que o seu valor de mercado aponte para um bom encaixe: 18 milhões de euros.




Johan Manzambi- A jóia da coroa do Friburgo e a possível futura grande venda do emblema alemão. O médio não é um jogador qualquer e é mais um produto da formação da turma de Baden-Württemberg (também jogou nas camadas jovens do Servette. O suíço realiza a sua primeira época nos A’s e já convenceu a crítica, sendo um nome indiscutível para Julian Schuster.
Leva 51 partidas, oito golos marcados e cinco assistências, sendo um jogador que enche o meio-campo, é super completo, não se dedicando somente à hora de defender ou à de atacar. No 4x2x3x1 de Julian Schuster, Johan Manzambi é utilizado no duplo pivot, mas tem uma chegada à área como poucos possuem, o que gera uma superioridade numérica ao Friburgo na hora de atacar a baliza do adversário.
O suíço tem nos duelos um dos seus pontos fortes, beneficiando de uma boa estampa física. Pelo centro, é letal, não aparecendo muito nas alas, deixando essa zona do terreno para os colegas extremos. Johan Manzambi é ideal para um meio campo a dois, à semelhança do que José Mourinho tem utilizado no Benfica.
O seu vínculo termina em 2028 e conta com um valor de mercado de 35 milhões de euros. Vai gerar jackpot pelos lados de Friburgo.



