Federico Valverde falou sobre o desentendimento com Aurélien Tchouaméni e negou qualquer agressão entre os dois jogadores.
Federico Valverde utilizou as redes sociais para se pronunciar sobre o confronto com Aurélien Tchouaméni no treino do Real Madrid, negando qualquer agressão entre os dois jogadores.
O internacional uruguaio explicou que não foi agredido pelo médio francês e garantiu ter “batido acidentalmente numa mesa”. O médio uruguaio sofreu um traumatismo cranioencefálico na sequência do episódio e deixou um pedido de desculpas pelo sucedido.
Recorde-se que o Real Madrid já confirmou a abertura de processos disciplinares aos dois jogadores na sequência do incidente.
Eis o comunicado na íntegra de Federico Valverde:
«Ontem tive um incidente com um colega devido a um lance num treino, em que o cansaço da competição e a frustração fazem com que tudo se torne maior.
Num balneário normal estas situações podem acontecer e resolvem-se entre nós sem que venham a público. Obviamente, aqui há alguém que rapidamente corre a contar a história, ainda por cima numa época sem títulos em que o Madrid está sempre debaixo de fogo e tudo se amplifica.
Hoje voltámos a ter um desentendimento. Na discussão, bati acidentalmente numa mesa, o que me provocou um pequeno corte na testa e obrigou a uma ida protocolar ao hospital.
Em momento algum o meu colega me agrediu, nem eu a ele, embora perceba que para vocês seja mais fácil acreditar que andámos à pancada ou que foi intencional, mas isso não aconteceu.
Sinto que a minha irritação com a situação, a frustração de ver que alguns de nós estamos a chegar ao fim da época de rastos, a dar tudo, me levou ao limite de discutir com um colega.
Peço desculpa. Peço desculpa do fundo do coração porque esta situação dói-me, dói-me o momento que estamos a atravessar. O Madrid é uma das coisas mais importantes da minha vida e não consigo ficar indiferente. O resultado é uma acumulação de situações que acabam numa discussão sem sentido, prejudicando a minha imagem, deixando margem para dúvidas, invenções, difamações e acrescentando histórias a um acidente. Não tenho dúvidas de que os atritos que possamos ter fora do relvado desaparecem dentro de campo e, se for preciso defendê-lo num estádio, serei o primeiro a fazê-lo.
Não tencionava pronunciar-me até ao final da época, fomos eliminados da Champions e guardei a frustração e o ressentimento. Desperdiçámos mais um ano e não estava com disposição para publicar nada nas redes sociais, pois a única resposta que tinha de dar era dentro de campo e sinto que assim o fiz. Por isso, sou quem mais lamenta e mais triste fica por passar por esta situação que me impede de jogar o próximo jogo por decisão médica, porque sempre fui até ao fim, até às últimas consequências, e custa-me mais do que a ninguém não poder fazê-lo. Estou à disposição do clube e dos meus colegas para colaborar em qualquer decisão que considerem necessária. Obrigado».

