

Sean Strickland coleciona mais um upset na sua carreira, fazendo cair mais um gigante, e voltando ao topo.
Khamzat Chimaev x Sean Strickland
A história foi feita no UFC 328, Sean Strickland derrubou mais uma estrela e voltou a destruir a banca das apostas. O americano é agora duas vezes campeão dos pesos-médios e faz história, tirando o “0” do checheno e emplacando a primeira derrota do, agora, ex-campeão.
Na luta algumas coisas chamaram a atenção, primeiramente a rapidez com que Chimaev derrubou Strickland, embora a luta agarrada fosse a nata de Khamzat, muita gente defendia a defesa do americano, e que conseguiria dar luta nesse jogo.
Então com essa facilidade, parecia que ia dar o que todos esperavam, a vitória de Chimaev via dominação no grappling.
Mas a outra surpresa foi que a partir do segundo round, a energia e ímpeto de Khamzat, desapareceu, e o grappling já não estava a fazer efeito, tendo o checheno que aceitar a luta em pé para ter tempo de recuperar a energia, assim, deixando-se ficar na especialidade do desafiante.
E o americano conseguiu colocar o seu jogo em prática, mantendo a distância com os jabs e fintas, pontuando bastante e acumulando dano ao checheno.
A luta continuou nesse ritmo, com Khamzat a tentar ocasionalmente voltar às quedas, mas no fim, o resultado foi um 3-2 a favor do americano, e mais uma underdog story para a sua biografia.
Esta performance abaixo das expectativas por parte do ex-campeão, fez começarem as teorias para haver uma justificação, e mesmo Chimaev já tendo alguns problemas de stamina no passado, eram frutos do corte de peso para os meio-médios, na categoria atual, ele tinha-se demonstrado imparável, então o que correu errado?
Muitos defendem que foi novamente um problema na balança, com um suposto corte de 20kg para conseguir bater o peso de luta de título, com dúvidas que realmente tenha sido batido, com o próprio Sean Strickland a defender que ele roubou na pesagem.
Dana White na entrevista pós-luta, conferenciou que Khamzat lhe tinha dito que não voltaria a lutar com 84kg (embora tenha colocado no X que veria o americano novamente, brevemente), o que coloca mais ênfase nessa tese.
Sean agora retornou ao topo da categoria e já assumiu publicamente o interesse em defender o cinturão que Nassourdine Imavov, adversário com quem já lutou, e venceu, pediu apenas um tempo de descanso.
NOTA PERFORMANCE: 8/10
Joshua Van x Tatsuro Taira
Os pesos-moscas voltaram a entreter o público, com Joshua Van a provar que é um campeão legítimo, pelo menos até lutar novamente com Pantoja em condições normais.
Foi uma luta no pace já habitual da divisão, frenético, com grande volume de golpes, e uma verdadeira guerra.
No primeiro round Tatsuto Taira conseguiu levar a melhor, dominando o campeão no graplling, aplicando uma queda cedo, e controlando até ao final.
A partir do segundo, Joshua Van começou a apanhar o timming do japonês, aplicando golpes para contra-atacar as tentativas de queda, colocando um travão no jogo do desafiante, ao mesmo tempo que ia acumulando dano.
E com a luta agarrada a ser neutralizada, Tatsuro não tinha respostas para Van em pé, e foi nocauteado no começo do quinto round.
Após a luta, e ainda dentro do octógono, foi logo feito o trabalho de comercializar o reencontro com o ex-campeão Pantoja, que estava na plateia. Caso o brasileiro tenha uma recuperação estável e rápida, será o próximo da fila.
NOTA PERFORMANCE: 9/10
O evento contou ainda com o travão no hype de “Salsa Boy”, que viu a sua sequência de vitórias terminar nas mão de Volkov, via decisão.
Antes disso tivemos um verdadeiro amasso de Sean Brady a Joaquin Buckley, que venceu por 30-25 numa luta de três rounds, ou seja, venceu dois dos três por 10-8.
King Green também venceu Jeremy Stephens, numa luta de veteranos, por submissão, ainda no primeiro round.
Os fãs de Nova Jersey com certeza voltaram contentes para casa, após terem tido um dos melhores eventos do ano, até agora.
NOTA EVENTO: 9/10

