Mikel Arteta analisou a final da Champions League. PSG venceu Arsenal nos penáltis e é bicampeão continental.
Mikel Arteta fez a análise da final da Champions League ganha pelos parisienses. Depois de um empate por 1-1 ao final dos 120 minutos, o PSG venceu o Arsenal por 4-3 nos penáltis e conquistou a prova pela segunda vez na sua história, ambas de forma consecutiva.
O técnico espanhol começou por confessar o peso de uma derrota nos penáltis:
«É muito difícil de aceitar. Mantiveste-te tão consistente na competição até à final e, no final, acabas por perder o troféu nos penáltis. É uma situação difícil».
De seguida, abordou o lance de possível penálti sobre Noni Madueke:
«Voltei a ver a jogada e podia facilmente ser penálti. Basicamente, vemos os penáltis que foram marcados na competição esta época. O árbitro tomou essa decisão, mas tomou uma decisão diferente numa jogada com o Mosquera. Essa é uma decisão importante».
Contudo, Mikel Arteta deixou fortes elogios aos jogadores do Arsenal, destacando a temporada histórica dos gunners:
«Que estou muito orgulhoso deles. Dadas as circunstâncias que conhecemos internamente e tudo o que passámos, conseguimos gerir este grupo de jogadores e a forma como eles defendem este emblema. Chegámos à grande final e falhámos a mais importante. Já não o fazemos há 22 anos (conquistar a Premier League) e é apenas a segunda vez na nossa história (que chegamos à final). Temos de reconhecer a época que tivemos. Ninguém vai tirar-vos essa dor».
Relativamente ao impacto da derrota na confiança da equipa, referiu:
«Acho que tens de seguir em frente. Se estás a sofrer, tem de aguentar a dor. Se cometeste um erro, tens de aprender com ele. Refletir sobre isso. Mostrar a ambição de que queremos tentar de novo».
O técnico espanhol revelou a mensagem que passou ao plantel após o encontro:
«O que eu disse aos jogadores e à equipa técnica é que, mesmo que lhes dissesse «obrigado» um milhão de vezes, não seria suficiente. E não é por termos ganho a Premier League, não é por termos disputado a final da Taça da Liga e não é por termos disputado a final da Liga dos Campeões da forma como o fizemos. É por causa da alegria e dos momentos que vivemos juntos todos os dias, e isso está acima de tudo o resto».
Por fim, Mikel Arteta refletiu sobre os penáltis, referindo que Gabriel pediu para bater o penálti decisivo:
«O Gabriel queria marcar o quinto penálti. Preparámo-nos e treinámos para este momento. Normalmente, os marcadores de penáltis seriam, sem dúvida, o Bukayo (Saka), o Martin (Odegaard) e o Kai (Havertz), e sabíamos, quando chegámos ao prolongamento e aos penáltis, que os marcadores seriam outros jogadores. Ainda assim, com a qualidade que temos, quando o Ebs (Eze) marca penáltis nos treinos, ele não falha nenhum, mas depois é preciso fazê-lo neste momento. Tivemos a infelicidade de não ter a mesma precisão e eficiência que eles tiveram e é por isso que não ganhámos».

