Francisco Neto reagiu à derrota de Portugal frente à Finlândia e à subida para a Liga A da Liga das Nações. Fica com as suas palavras.
Francisco Neto prestou declarações após a derrota de Portugal frente à Finlândia por 3-1 na sexta jornada do Grupo B3 da Liga das Nações. Apesar de ter perdido, a Seleção Nacional garantiu a subida à primeira divisão da respetiva competição.
«Não foi um Portugal igual àquele que esteve em campo em Vizela, diante desta mesma seleção. Não, nem igual ao que fizemos em Vizela, nem igual àquilo que fizemos nos outros jogos de qualificação. Sem dúvida que o resultado é justo. É verdade que, até em alguns momentos de jogo, acabámos por ter alguma sorte. Independentemente disso, não é porque pelo que se passou hoje, mas continuo a achar que é uma injustiça na qualificação não haver um VAR. Sinceramente, acho que tem de haver um VAR, se a UEFA quer realmente dar o passo em frente. Já falámos muito disso e não sou só eu: todos os treinadores comentam isto. Acho que o futebol feminino merece», começou por referir Francisco Neto, em declarações citadas pela Federação Portuguesa de Futebol.
Francisco Neto voltou a olhar para o jogo após dar a sua opinião sobre não haver VAR:
«No entanto, não é desculpa, hoje não foi por aí. Fomos inferiores à Finlândia, não conseguimos encontrar-nos, raramente conseguimos ter bola como costumamos ter. E nos duelos, não os conseguimos ganhar, não igualámos o nível de intensidade. Quando assim é, as coisas tornam-se mais difíceis. Não foi um Portugal igual àquele que esteve em campo e Vizela diante desta mesma seleção. Tenho de olhar para os dados, tenho que rever o jogo em função disso. Acho que sim, chegámos muitas vezes atrasados aos nossos duelos, chegámos muitas vezes atrasados às nossas zonas de pressão. Não foi um jogo muito competente da nossa parte, nesse aspecto. É algo que nós sabemos que temos de melhorar. Quando jogamos contra equipas do nosso nível ou acima de nós, sempre que nós conseguimos fazer bem isto, estamos mais dentro do jogo; sempre que não conseguimos, temos mais dificuldades. Foi um problema a nossa incapacidade para poder pressionar a Finlândia dentro daquilo que era a nossa organização. Chegámos demasiado vezes atrasados às pressões e muitas vezes, quando chegávamos a tempo, fomos batidos em duelos. Isso é algo em que nós temos que crescer».
Francisco Neto sublinhou a subida de Portugal à Liga A:
«O positivo desta qualificação: os dois grandes objetivos foram cumpridos: voltar a subir para a Liga A, onde queremos muito estar; e ter melhor posição no sorteio de dia 18 para o playoff do Campeonato do Mundo».
«Não podemos olhar só para este jogo, temos que olhar para toda a qualificação, onde eu acho que, pelos cinco jogos anteriores fomos merecedores. E agora é fazer o nosso processo: 95% da equipa vai entrar de férias, vão encontrar também quais são os objetivos individuais, com algumas mudanças de clube de algumas jogadoras, por isso novos contextos e nós cá estaremos, em outubro, para as receber e prepararmos o apuramento para o Campeonato do Mundo da melhor forma. Fica acima de tudo um grupo de jogadoras que foi crescendo, que não terminou da forma como gostava, mas isso também faz parte da mentalidade. Apesar de termos subido divisão, apesar de irmos para o sorteio com a melhor classificação, disse às jogadoras que, quando se representa Portugal, não se festejam derrotas. Portanto, hoje é um dia que nós não queremos e não iremos celebrar, apesar de termos cumprido os dois grandes objetivos. Vai servir, acima de tudo, para crescer para o futuro», disse ainda Francisco Neto.

