Anatoliy Trubin revelou a reação de Rui Costa ao seu golo histórico frente ao Real Madrid na Champions League.
Anatoliy Trubin viveu um momento na temporada 2025/26 que nunca mais esquecerá: o icónico golo de cabeça frente ao Real Madrid na Champions League. Em entrevista ao podcast do antigo guardião ucraniano Denys Boyko, o guarda-redes do Benfica começou por relembrar o momento de confusão antes do lance:
«Estávamos a ganhar 3-2, já estava a receber a bola no peito, a queimar tempo. Só sabia que estávamos a ganhar. Aliviei a bola e toda a gente disse-me ‘Vamos fazer alguma coisa’. Não percebi o que queriam de mim. (…) Tivemos um livre direto, o Mourinho disse-me para subir e apercebi-me de que precisávamos de mais um golo. Na minha cabeça precisava de dar um passo atrás. Marquei um bom golo».
Anatoliy Trubin falou também sobre a forma como festejou o golo:
«É uma oportunidade concedida por Deus, algo único, nada típico para um guarda-redes. Mas quando te dão a oportunidade aproveitas. Estou muito feliz por ter corrido bem. Corri como um louco. Na brincadeira os meus colegas perguntaram se podia fazer como o Ronaldo».
O internacional ucraniano revelou um «grande gesto» de Thibaut Courtois após o apito final:
«Deu-me os parabéns. Nem toda a gente estaria disponível para fazer aquilo. Provou-me que tem respeito, mesmo nas derrotas».
Anatoliy Trubin recordou as palavras do presidente Rui Costa:
«Primeiro, toda a gente estava em choque. Depois ele disse ‘vês, o treinador queria outro avançado, agora não precisa.’».
De seguida, relembrou a reação de José Mourinho:
«Disse que já tinha visto muito no futebol, mas que aquilo era era único. Chamava-me sempre ‘grandalhão’».
Por fim, refletiu sobre o resultado negativo que seguiu o jogo de grande euforia:
«No domingo jogámos contra o Tondela e empatámos 0-0. Toda a atenção, toda a euforia desapareceu rapidamente. Não posso dizer que jogámos mal, mas não conseguimos marcar, o guarda-redes deles (Bernardo Fontes) fez dez defesas. A sorte estava no lado deles».



