EM DIRETO: Vitinha lança Mundial 2026 por Portugal e fala já nos EUA

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Vitinha faz a antevisão do Mundial 2026. Médio português é o primeiro jogador da seleção a falar em solo norte-americano.

Depois da chegada de Portugal aos EUA, a seleção nacional realiza este sábado, 13 de junho, o primeiro treino em solo norte-americano. Antes do Mundial 2026, Vitinha fala aos jornalistas na primeira conferência de imprensa nas terras da competição.

«Temo-nos sentido muito bem. Estivemos o Mundial de Clubes o ano passado aqui nos Estados Unidos, já sabemos o que esperar até em termos de condições. Miami também é um sítio inacreditável e estamos desfrutar e a adaptar-nos bem».

«Sonho com 8 anos? Não me lembro, sinceramente. Posso deduzir que sim, foi sempre o que mais quis fazer, nunca quis fazer outra coisa. Talvez por influência do meu pai, não de forma direta, mas pelo facto de ele ser jogador e eu acompanhá-lo, mas foi sempre o que quis fazer. De certeza que já sonhava com isso, mas não adivinhava que o fosse conseguir. Como costumo dizer, ainda é um processo. Ganhei muitas coisas, mas quero ganhar mais, incluindo o Mundial».

«Sinto-me muito bem fisicamente e mentalmente. Nota? Não gosto de me avaliar, mas foi uma época muito boa da minha parte e do clube. Quero fechar com chave de ouro».

«Favoritos? Acho que vamos sempre voltar ao que muitas vezes falamos. Nós não somos ingénuos e sabemos que temos uma seleção de grande qualidade, com muito talento e com jogadores que estão em grandes clubes pelo mundo. Diria até que, por isso mesmo, que nunca tivemos uma seleção assim. Contudo, isso não vale nada no papel, por isso, diria que somos candidatos pela seleção forte que temos. Favoritos? Não diria, não usaria essas palavras dessa forma. Por isso, há que ter isso bem presente. Somos uma seleção com uma grande capacidade e qualidade e há que pôr isso em prática, fazendo o melhor pela seleção».

«Acho que vamos sempre voltar ao que muitas vezes falamos. Nós não somos ingénuos e sabemos que temos uma seleção de grande qualidade, com muito talento e com jogadores que estão em grandes clubes pelo mundo. Diria até que, por isso mesmo, que nunca tivemos uma seleção assim. Contudo, isso não vale nada no papel, por isso, diria que somos candidatos pela seleção forte que temos. Favoritos? Não diria, não usaria essas palavras dessa forma. Por isso, há que ter isso bem presente. Somos uma seleção com uma grande capacidade e qualidade e há que pôr isso em prática, fazendo o melhor pela seleção».

«Bola de Ouro? Falta-me conquistar muito mais, não apenas o Mundial. Ainda está longe e é muito prematuro estar a falar disso. O que posso dizer é que podemos garantir dedicação e compromisso de trabalho, havendo isso estaremos muito mais perto de conquistar o que queremos».

«Pulseiras? Eu não sei se posso explicar porque não sei se é algo que querem deixar no seio de grupo, mas é algo que usamos todos. Quando fomos reunir com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ofereceu-nos esta pulseira e certificou-se que poderíamos usá-la em campo, como o nome de todos os jogadores mais o nome especial do Diogo Jota. Deixou à nossa escolha se queríamos usá-la ou não, de que forma, se durante o dia ou no jogo. Recebemo-la com muito carinho e escolhemos usá-la todos».

«Mundial mais especial do que 2 Champions? Diferente. Certamente, será muito especial ganhar um enormíssimo troféu com a seleção».

«Tática do Congo? Para já não posso prever. Ainda vamos falar sobre eles, perceber o que podem fazer ou não. Mas se nos concentrarmos em nós próprios será melhor e as coisas terão tudo para correr bem».

«Estreia a marcar pela seleção? Obrigado por referir que não tenho nenhum golo pela Seleção. Sim, sem dúvida, era algo que gostava muito de fazer, mas nunca pondo à frente do que é melhor para a equipa. Obviamente se marcar é o melhor e bom para a equipa, mas muitas vezes não surge oportunidade ou não é o melhor forçar. Se surgir, claramente vou ficar muito feliz por ajudar e ser o primeiro golo e seria o melhor momento para o conseguir».

«Será sempre super importante, provavelmente pelas condições meteorológicas será ainda mais, sobretudo depois de uma longa época, mais uma. Mas é para todos, a verdade é essa. Já experienciámos no Mundial de Clubes com estas temperaturas, os mesmos estádios. Sabemos que é difícil, mas é um Mundial. Não há desculpas nem condições que nos possam impedir de dar tudo pela seleção e é isso que vamos fazer».

«Anti-estrela? Sinto-me muito bem nesse papel, mais natural, é o perfil que sou. Nunca iria mudar ou ser de outra forma para ter mais benefícios, privilégios ou o que fosse. Prefiro ser assim e tudo o que vem com isso eu gosto e prefiro que seja dessa forma. Não penso que me prejudica. Se prejudica, dá-me igual».

«Meio-campo da seleção? É o que falam da Seleção também, de qualidade, talento e uma das melhores do mundo. Em vez de pressão podemos falar de responsabilidade, faz diferença a escolha das palavras. Da minha parte, dos outros médios e dos outros jogadores, só podemos garantir muito trabalho e dedicação. Vamos deixar tudo em campo pelo que representa jogar o Mundial e também por toda a nação. É sempre especial quando representamos a nossa nação, os nossos amigos, a nossa família. Podemos prometer isso».

«Dupla com João Neves? Já respondi várias vezes. Óbvio que trazer dinâmicas de clubes é sempre algo que selecionadores aproveitam, mas cabe-lhe ao selecionador decidir como e se acha que é melhor aproveitar. Com qualquer um que jogue no meio-campo vou estar feliz, porque acima de tudo eu quero é jogar também, mas sei que os que forem escolhidos vão dar tudo».

«Não falamos disso diretamente, a dizer que devemos ou não pôr a fasquia alta. Já todos temos muita experiência de clubes e de Seleção para saber que as competições se ganham pensando no futuro próximo. No presente, no momento, no jogo que vem a seguir. Se fizermos isso estamos muito mais perto de ganhar. Pensar jogo a jogo, é cliché mas funciona. Pensar no Congo, o que fazer, estudar bem o jogo, dar tudo e, esperemos, ganhar. Depois fazer o mesmo no segundo, terceiro, se passarmos, e espero que sim, nos 16 avos e nos outros todos».

«Mensagem adeptos? Deixo mensagem de agradecimento, principalmente, Fomos muito bem recebidos no aeroporto, no hotel, aqui no centro de treinos. O que lhes posso garantir é o que disse antes: muito trabalho, dedicação e que saibam que temos muito orgulho em representar Portugal. Não é novidade para mim e outros da seleção saber o quão os emigrantes têm Portugal no coração, o quão difícil é estar longe do seu país. Passo por isso em França e sei de muito perto a quantidade de pessoas que têm muito amor por Portugal estando longe do país. Isso podemos garantir».

«Condições? Estão ótimas. É o segundo dia, estamos a habituar-nos ao horário, ao descanso, ao calor, mas a habituar bem e a gostar».

«Final contra Argentina? É óbvio que gostaria muito de jogar uma final, fosse contra quem fosse. Se tiver de ser Portugal-Argentina assino por baixo. A final está muito longe ainda. Primeiro temos de pensar no jogo contra o Congo e depois mais à frente».

«Ronaldo e Messi? Para mim, ter jogado com os dois maiores da história, Cristiano e Messi, é um prazer enorme e já o disse muitas vezes. Aprendi e continuo a aprender com os dois e é algo que me vai marcar para toda a vida. Na minha opinião e na de muitos são os melhores de sempre. Um prazer enorme e um orgulho tremendo ter jogado com ambos».

«Final do Mundial? Claro que sim, mas vai tudo de encontro ao que disse antes. Ainda está muito longe, prefiro falar do futuro mais próximo, que é a RD Congo. Queremos, podemos, mas RD Congo primeiro».

«Colômbia? Não há dúvidas de que com este grupo temos de passar. Consideramo-nos a melhor equipa do grupo mas há que demonstrá-lo em campo e é isso que vamos tentar fazer».

«Vou tentar dar o meu melhor pela minha Seleção e o meu país. É verdade que pode acontecer, mas como disse há pouco, vamos dar tudo. Tenho a esperança de que tudo vai acontecer pelo melhor para mim e o meu país».

«Fotografia de Ronaldo em tronco nu? Não há Photoshop. É assim. É algo incrível que continue assim com 41 anos. Tenho 26 e não estou assim. É mais uma prova de como se dedica e o quão é importante para ele estar bem. Fomos à praia desfrutar um pouco, também é importante».

«Balneário? É a melhor mistura que podes ter. Ter jovens e no mesmo grupo muita experiência. Cabe-nos retirar o melhor possível disso e temos tudo para conseguir. Misturar só pode dar bom resultado e espero que aconteça».

«Ronaldo? Tudo aquilo que sabemos. A forma como se dedica. 24 sobre 24 horas, 7 dias por semana. É incrível, um exemplo para todos, os que chegam e os mais velhos. Tudo o que faz na preparação física e mental é incrível. Podia relaxar ou distrair-se um pouco, mas parece que ainda faz mais. É um líder exemplar e é um privilégio para todos nós jogar e desfrutar com ele. Podia dizer tantas coisas. O líder que é, a forma como fala connosco. Abre-se e fala muito, é fantástico. Ajuda muito os mais jovens e também os outros».

«Mudanças entre PSG e seleção? Muda. O Vitinha é o mesmo e tenta dar sempre tudo pelo clube e pela Seleção, mas a verdade é que os companheiros são diferentes, o treinador é diferente, as coisas que pedem também podem ser diferentes. Não vou entrar em detalhes mas há algumas coisas que mudam, obviamente. Mas eu, Vitinha, tento ser o mesmo e tirar o melhor de mim para ajudar a Seleção e o PSG».

«Roberto Martínez e Luis Enrique? Ambos me ajudaram muitíssimo. A minha grande mudança foi quando o Luis Enrique chegou ao PSG e tudo começou a melhorar para mim, para a equipa também, mas as coisas começaram a correr-me melhor. Estou muito grato a ambos. Não só a influência deles, mas todo o trabalho que desenvolvi. Tinha de aproveitar as oportunidades que tive, consegui e foi muito importante».

«Época de sonho? Foi um ano incrível. Dois anos incríveis. Queremos aproveitar isso para continuar ser incrível. Se pudermos ter êxito no Mundial, seria uma época de sonho, é o que vamos tentar fazer».

Diogo Ribeiro
Diogo Ribeirohttp://www.bolanarede.pt
O Diogo tem formação em Ciências da Comunicação, Jornalismo e 4-4-2 losango. Acredita que nem tudo gira à volta do futebol, mas que o mundo fica muito mais bonito quando a bola começa a girar.

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