Antigo capitão do FC Porto deseja regressar ao Dragão no final da carreira: «Seria um sonho»

- Advertisement -

Héctor Herrera revelou detalhes de uma conversa com André Villas-Boas e relembrou momentos marcantes ao serviço do FC Porto.

Héctor Herrera deixou a cidade invicta em 2019 rumo ao Atlético Madrid, depois de seis temporadas ao serviço do FC Porto. Em declarações à Rádio Renascença, o médio de 36 anos confessou que seria um sonho regressar ao Dragão para terminar a carreira, sugerindo até essa hipótese a André Villas-Boas:

«Seria um sonho poder terminar a minha carreira no FC Porto. Foi um clube onde passei muitos anos e passei muito bem. Gosto muito da cidade, do clube, das pessoas. Seria um sonho poder voltar e terminar a minha carreira aí. Quando estive com a equipa em Nova Iorque, no ano passado, falei com o André (Villas-Boas) sobre isso. (…) Ele disse que podíamos falar (risos). Acho que seria um tema, terminar. Estou num momento em que ainda tenho contrato, mas seria um tema poder fechar a carreira no clube de que gosto».

De seguida, o internacional mexicano revelou que continua a acompanhar os jogos do FC Porto:

«Acompanho sempre. Tento ver os resumos, porque os jogos do FC Porto são a outros horários aqui, às vezes fica mais difícil. Mas sempre que posso vejo e estou atento, até porque falo muito com pessoas do clube. No Mundial de Clubes, estive a acompanhar o clube em Nova Iorque, foi bom, uma experiência muito bonita. Fico muito agradecido ao André pela oportunidade de ter assistido aos jogos. E fico muito feliz pelo FC Porto voltar a conquistar o título, acho que mereciam. Jogaram muito bem na maior parte do campeonato. A gente do Porto está muito feliz com o que conseguiu. (…) Tenho muitos amigos no Porto, fora e dentro do futebol. Foram muitos anos, talvez os melhores anos da minha carreira. Foi onde mais desfrutei do futebol e onde mais cresci como jogador e como pessoa. Nas férias, se tenho tempo, tento sempre visitar o Porto, ainda tenho uma casa lá. É um vínculo muito grande, que acho que nunca vai termina».

Com um total de 245 jogos com a camisola do FC Porto, Héctor Herrera relembrou o golo no Clássico frente ao Benfica, que empurrou os dragões para título nacional de 2017/18:

«Ainda hoje vejo esse vídeo e arrepio-me. Acho que foi o melhor momento que passei no FC Porto. Foi um momento inesquecível, que acho que vou lembrar toda a minha vida. Num final de campeonato, um clássico, últimos minutos… acho que foi uma recompensa por todo o trabalho que tinha feito antes. Às vezes, as coisas corriam bem, outras não tão bem. Acho que esse foi o momento mais bonito que passei. Depois, conseguimos o campeonato e isso foi a cereja no topo do bolo. Mas continuo a ver e fico emocionado. Quando quero mostrar um vídeo de um golo, mostro sempre esse. Ao meu filho e à minha filha, que eram mais novos, mostrava esse. É um bom exemplo».

O antigo capitão dos azuis e brancos destacou também a evolução de Diogo Costa como algo previsível desde cedo:

«Não fico surpreendido. Ele desde miúdo que mostrava muita qualidade e tinha um grande futuro. É só o tempo e o trabalho a colocá-lo onde ele queria estar. Quando eu estava no FC Porto, ele era muito miúdo, mas já mostrava personalidade e uma grande qualidade como guarda-redes. Fico muito feliz por ele, pelo sucesso que tem tido no FC Porto e na Seleção. E estou sempre a torcer por ele e feliz por ver o sucesso que está a ter na carreira. É um jogador com personalidade, um guarda-redes que impõe respeito, um tipo sério. Acho que foi uma boa escolha para capitão. No FC Porto, há muitos jogadores novos e, por isso, acho que a chegada do Thiago Silva, por exemplo, ajudou muito. A aconselhá-los, a crescerem, a perceberem como se pode comportar como capitão. O Thiago Silva teve uma carreira incrível e acredito que isso ajudou muito o Diogo também».

Por fim, abordou o falecimento de Pinto da Costa, descrevendo a relação que teve com o antigo presidente do FC Porto:

«Para mim, é o maior. Quando cheguei, foi sempre muito querido comigo. Tratou-me muito bem. Acho que na história do FC Porto é o maior ídolo, não só dos jogadores, mas como presidente. Era o maior símbolo do FC Porto, foi uma notícia muito triste para todos nós, foi muito difícil de acreditar. Sabíamos que ele já tinha uma idade avançada, mas é difícil aceitar. Só tenho palavras de agradecimento por me ter dado a oportunidade de pertencer ao clube. Para mim, o FC Porto é, talvez, o clube pelo qual tenho mais carinho no futebol. Acho que dei tudo pelo clube e pela cidade, sempre foram muito bons comigo. Mostraram-me sempre muito carinho, nos bons e nos maus momentos».

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Subscreve!

Artigos Populares

Benfica não vai além dos 20 milhões de euros por central inglês

O Benfica está interessado em negociar Taylor Harwood-Bellis. Porém, as águias não vão além dos 20 milhões de euros pelo defesa central.

Sporting: defesa com lugar garantido no onze inicial para o encontro frente ao Vitória SC

O Sporting vai contar com Eduardo Quaresma no onze inicial da partida contra o Vitória SC, jogo da segunda jornada da Primeira Liga.

Sporting: proposta do Sevilha por Giorgi Kochorashvili e já se conhece o motivo

O Sporting está disposto a negociar com o Sevilha a saída de Giorgi Kochorashvili, mas apenas pelos moldes certos.

Fatoumata Diallo bate recorde nacional e conquista o bronze nos Mundiais de Atletismo 2026

Fatoumata Diallo ficou em terceiro lugar na prova de 400 metros barreiras, prova relativa aos Mundiais de Atletismo 2026.

PUB

Mais Artigos Populares

PSG vence Aston Villa e bisa na Supertaça Europeia

O PSG venceu o Aston Villa na final da Supertaça Europeia por duas bolas a uma, mantendo o troféu na sua posse.

Arsenal e Manchester United escapam com vitórias decididas nos penáltis

Após empates a um golo, o Arsenal bateu o Como 1907 em penáltis, assim como o Manchester United diante do Leeds United.

Roberto Martínez foi apontado mas Xavi Hernández é o escolhido para selecionador dos Países Baixos

Xavi Hernández é o novo selecionador dos Países Baixos. O espanhol sucede a Ronald Koeman, apesar do favoritismo de Roberto Martínez.