Vinícius Júnior emocionou-se com a mensagem da avó no programa Domingão com Huck e comentou ainda o tema de racismo durante o Mundial.
Vinícius Júnior não conteve a emoção durante o programa Domingão com Huck, quando uma mensagem da avó Nilza, figura central da sua infância, levou o jogador às lágrimas.
«É uma pessoa muito especial porque o meu pai sempre viveu longe, por isso cresci com a minha mãe, os meus irmãos e a minha avó» , começou por dizer o atacante, visivelmente comovido.
«A casa era pequena e dormi com ela muitíssimas noites. Fico sem palavras. Marcou a minha vida. Sei que chegará o momento em que as pessoas partem, por isso aproveito cada instante com ela», confessou, acrescentando: «Eles fizeram tudo o que era possível para que eu pudesse realizar o meu sonho. Vê-la feliz não tem preço.»
O jogador comentou ainda os avanços na luta contra o racismo, com a entrada em vigor da lei Prestianni no Mundial.
«Estas conquistas fora do campo são muito mais importantes do que as que consigo dentro. Porque assim ajudo muito mais gente. É verdade que a evolução é lenta, mas espero que continue a avançar para que a próxima geração não tenha de sofrer o mesmo. Tenho um irmão de sete anos e desejo que ele nunca tenha de viver o racismo. Quero fazer grandes coisas dentro de campo, mas também continuar a inspirar os jovens negros que não têm a voz que eu tenho», sublinhou.
Sobre o presente da seleção brasileira, Vinícius falou da pressão para devolver o Brasil ao topo do futebol Mundial.
«É uma geração que luta muito para voltar a colocar o Brasil no topo. A sexta estrela está a demorar demasiado. Aprendemos muito durante estes últimos anos (…) Ter o Neymar, o Casemiro, o Alex Sandro, o Danilo e o Marquinhos, que são muito experientes, dá-nos muita tranquilidade para que os mais jovens tenham espaço. Eu só tenho 25 anos, mas vem aí uma geração muito boa com o Endrick, o Rayan…», afirmou.

