Primeiro de tudo. Sou português com muito orgulho. Sou fã da nossa seleção e, claro, do nosso Cristiano Ronaldo, o maior embaixador do futebol português do século XXI e que leva o nome do nosso pequeno país ser conhecido nos quatro cantos do mundo.
Mas aparte disso, e porque o “mundo é bué cenas”, segundo Bruno Nogueira, sou um apaixonado por futebol, um desporto que acompanho desde criança. Ao longo da minha vida já perdi a conta ao número de jogos que assisti, e aos golos que ficaram gravados na minha memória marcados por alguns dos seus melhores executantes. Então porquê não gostar também de um argentino que me deixa colado à televisão?
Este artigo não é para continuar a alimentar uma guerra cansada entre CR7 e Lionel Messi. Nunca dei para esse peditório, e também não vai ser agora que o vou fazer. O que vou escrever são umas meras linhas sobre o desempenho de Messi neste Mundial até ao momento, que parece estar agora a descobrir pela primeira vez as sensações de um torneio com esta envergadura.
Quem só acordou agora para a vida e viu os três jogos da Argentina na fase de grupos, nem imagina que este é o sexto Mundial em que participa. Três golos no primeiro encontro, dois no segundo e um no terceiro, onde só jogou 30 minutos. E para todos os gostos. Pé esquerdo, pé direito, bola corrida, bola parada, dentro e fora da área. É à escolha do freguês. Com 39 anos acabados de fazer tem batido recordes e é, neste momento, o melhor marcador de sempre em fases finais do Campeonato do Mundo, com 19 remates certeiros.
O hat-trick logo no jogo de estreia frente à Argélia mostrou que o astro argentino veio para este Mundial com vontade de vencer, mas também de se divertir. São os seus últimos passos de tango com a Argentina, e agora só quer desfrutar daquilo que o futebol lhe deu. É impressionante aquilo que continua a fazer em campo como se tivesse 20 anos. Corre, dribla, remata e faz golos. Parece um menino no recreio a recriar-se com uma bola e que sonha um dia ser jogador profissional.
Há pessoas que nascem com um determinado dom, e Messi nasceu para jogar futebol. As suas qualidades mantêm-se intactas passados tantos e tantos anos. Vê-lo jogar ainda é um regalo para os olhos.


Marca há sete jogos consecutivos em mundiais e promete não ficar por aqui. Até porque este Mundial 2026 parece estar a ser uma cópia do de 2022, ano em que a seleção das pampas voltou a erguer a taça mais desejada e Messi foi coroado como o melhor jogador da competição.
Ainda não se sabe o que vai acontecer daqui para a frente, e a Argentina até pode nem chegar à glória. Mas uma coisa é certa. A continuar a este ritmo, “La Pulga” está bem lançada em ser novamente a maior figura de um Campeonato do Mundo.

