A FPF remeteu ao Ministério Público os fundamentos apresentados por Duarte Gomes para a demissão do cargo de diretor técnico de arbitragem.
A Federação Portuguesa de Futebol avançou, esta quarta-feira, com o envio ao Ministério Público dos motivos apresentados para a demissão de Duarte Gomes do cargo de diretor técnico de arbitragem.
Em comunicado, o organismo federativo esclarece que a decisão foi tomada pelos presidentes dos vários órgãos sociais da FPF, Direção, Mesa da Assembleia Geral, Conselho de Justiça, Conselho de Disciplina e Conselho Fiscal, na sequência do conhecimento de uma participação formal relativa ao processo de saída do antigo árbitro.
A polémica teve origem em alegadas divergências internas no setor da arbitragem. Segundo o jornal Record, Duarte Gomes terá manifestado, num email enviado aos elementos do Conselho de Arbitragem, perda de confiança em Luciano Gonçalves, presidente do órgão, apontando suspeitas de possível interferência nas nomeações de árbitros para competições profissionais.
Na sequência dessas alegações, Luciano Gonçalves apresentou uma participação ao Conselho de Justiça e avançou também com uma queixa-crime contra o antigo dirigente. Perante este cenário, a FPF sublinha que os factos foram remetidos para o Ministério Público, e aguarda agora o desenrolar das diligências das entidades competentes.

