Nápoles de Sarri: uma máquina de fazer golos

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Cabeçalho Liga Italiana

Caro leitor, o Nápoles de Maurizio Sarri já aqui foi debatido, eu sei. No entanto, sou da opinião de que nunca é demais falar desta equipa. Taticamente, é, sem dúvida alguma, dos conjuntos mais fascinantes do panorama europeu. E, mais recentemente, ofensivamente também.

Depois de perder a sua maior referência atacante das últimas épocas – falo, claro está, de Gonzalo Higuaín – e de ver o seu substituto, Milik, lesionar-se com gravidade – estava a dar boa resposta ao “problema” da sucessão –, poucos imaginariam que o conjunto napolitano, nesta altura da época, apresentasse uma avalanche ofensiva desta dimensão, sendo, inclusivamente, o melhor ataque da Serie A à frente da poderosa Juventus – que conta com Dybala, provavelmente o melhor jogador da liga, e o mesmo Higuaín que já aqui foi referido.

A verdade é que, depois da lesão de Arkadiusz Milik, a turma de Sarri ainda melhorou no que ao capítulo ofensivo diz respeito. Com uma frente de ataque composta por Callejón, Mertens e Insigne, ajudados por um Hamsik cada vez mais maduro – que craque! –, o conjunto napolitano tem desmontado defesas com uma facilidade apenas ao alcance dos melhores.

José Callejón, outrora um suplente no Real Madrid, agora é peça importante da equipa. O espanhol dá muita largura no lado direito do ataque, e a isso junta uma objetividade perante a baliza que já lhe valeu dez golos esta época.

Mertens leva 14 golos nos últimos 10 jogos Fonte: SSC Napoli
Mertens leva 14 golos nos últimos 10 jogos
Fonte: SSC Napoli

Depois, Lorenzo Insigne. A qualidade técnica do italiano nunca foi uma incógnita, mas agora consegue aliar a isso uma outra maturidade, que lhe permite ser um jogador de equipa.

Mas a maior surpresa da temporada é mesmo Dries Mertens. O belga, adaptado à posição de falso nove, tem 14 (!) golos marcados nos últimos dez jogos. Emprestando uma grande mobilidade ao ataque, o internacional belga tem sido uma constante dor de cabeça para qualquer defesa contrária, e já ninguém se lembra da ausência do lesionado Milik.

Estes três dão uma mobilidade e uma verticalidade fora do normal e, com Hamsik também a envolver-se no processo ofensivo com grande qualidade, são os alicerces deste Nápoles ofensivamente muito forte.

É quase unânime que o conjunto azzurri é, a par da Juventus, a equipa mais capaz da Liga Italiana – a Roma também pode ser equacionada –; no entanto, por uma ou outra razão, esta época não tem sido verdadeiramente capaz de ameaçar a hegemonia da Vecchia Signora. Apesar disso, com este futebol de ataque bem ao estilo do génio do seu treinador Maurizio Sarri – o futebol praticado é a cara do técnico italiano –, a equipa de Hamsik e companhia fica mais perto de um dia poder vir a ganhar. O mundo do futebol anseia por ver a cidade das pizzas festejar.

Foto de Capa: SSC Napoli 

Rafael Simões
Rafael Simõeshttp://www.bolanarede.pt
Adepto de bom futebol, adora o jogo desde que se lembra de ser gente. Estudante de Comunicação Social, é capaz de passar horas a fio a devorar futebol, considerando-se um romântico do desporto rei. Recusa-se a discutir arbitragens e simpatiza com o Liverpool, muito por culpa da lenda do clube, Steven Gerrard. Espera um dia ser jornalista desportivo e olha para o futebol como uma arte que embeleza a vida.                                                                                                                                                 O Rafael escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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