João Pinheiro relembrou a participação nos quartos de final do Mundial 2026 e o desentendimento com Lionel Messi.
Em entrevista ao Canal 11, João Pinheiro abriu o livro sobre a participação no Mundial 2026, culminando na arbitragem dos quartos de final entre Argentina e Suíça. O árbitro português afirmou que a experiência superou todas as expectativas:
«Esperava uma competição exigente, algo extraordinário, mas é algo que nos deixa sem palavras. O primeiro jogo foi o mais difícil. O espírito corporativista que tivemos ao longo do Mundial – entre 52 árbitros – foi impressionante».
De seguida, relembrou a rotina diária durante o torneio:
«Todos os dias de manhã, às 9 horas, estávamos no centro de treinos de Miami para treinar, aproveitando o máximo de ar fresco. Às 11 horas fazíamos uma sessão formativa, às vezes à tarde também. Com o começo da competição, o principal foco passou para ver os jogos».
Sobre o Argentina x Suíça, João Pinheiro não escondeu o sentimento de orgulho:
«Nunca irei esquecer. Foram três jogos exigentes, com situações complicadas de gerir. Não foram jogos fáceis, mas saí satisfeito. Este Mundial teve várias novidades, como o “erro de identidade”. Estas alterações foram muito positivas».
Questionado sobre o desentendimento com Lionel Messi, João Pinheiro referiu:
«Deu (trabalho) Messi e deram outros jogadores. São situações que acontecem com os jogadores. O futebol tem deste tipo de conversas, os capitães das equipas normalmente falam mais um bocado e as novas regras permitem isso. O que se passou com o Messi passou-se com outros jogadores. Claro que, por ser a figura do Messi, se calhar fez com que fosse mais vista, mas é algo que acontece naturalmente no futebol. Os árbitros falam com os jogadores, os jogadores falam com os árbitros, há uma relação normal entre nós, às vezes há diferentes opiniões sobre algumas situações, mas nada que seja fora do normal. São coisas que acontecem no Campeonato do Mundo, na Liga dos Campeões, Liga, Liga 2, na Liga 3… (…) Acontecem várias vezes, claro que, sendo o Messi ou o Cristiano Ronaldo, são situações vistas de uma maneira diferente, mas são situações perfeitamente normais, este tipo de conversas são até saudáveis, porque não temos de exibir cartões amarelos por tudo e por nada. O que ele percebeu que eu fiz de mal se calhar aconteceu de maneira que não aconteceu. Falámos, a gente falando entende-se. Foi pontual no jogo e seguiu-se em frente».
Por fim, João Pinheiro abordou os planos para o futuro:
«Quem é competitivo quer sempre mais. Há um Europeu daqui a dois anos e queremos estar presentes. Mas se agora pensarmos que somos os melhores, a queda poderá ser mais fácil».

